Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Menino de 12 anos faz sucesso como drag queen


Um menino de 12 anos é uma das principais atrações do vilarejo de Sticker, na Cornualha (Inglaterra). Usando sutiã com enchimento, vestido rosa, peruca loura e salto alto ele se tornou "Naughty Nora" e venceu um concurso local de drag queens. 

Para derrotar os adultos, Redvers Stokes se apresentou ao som de "Thriller", de Michael Jackson, e sucessos de Dolly Parton (esta mais apropriada à indumentária usada pelo menino). 

Os pais de Redvers se disserammuito contentes com a vitória do filho, segundo reportagem do "Small World". O filho desfilou até em carro aberto pela cidade.
O menino diz ter começado a usar roupas da mãe quando era bem menor. 

"Não acho que haja algo errado nisso. Acho que é realmente divertido. E os meus amigos acham que é legal. Sempre estive aberto a coisas novas. Eu posso até gostar de me vestir com roupas de mulher, mas gosto de garotas. É apenas um hobby meu", disse "Naughty Nora".
A pequena cidade começou o concurso de drags dois anos atrás porquepoucas meninas estavam se candidatando ao posto de rainha do carnaval.

A cada 15 dias, uma pessoa troca de sexo no Brasil

Cirurgia ganha espaço no SUS; “É uma violência viver em um corpo que não é seu”, diz Carla Amaral, há 13 anos à espera da técnica

Quando ela passa, os homens esticam os olhos para tentar acompanhar por mais tempo o andar cheio de gingado, que tenta equilibrar a cintura fina, o quadril largo e os seios fartos. O corpo feminino de Carla Amaral não desperta só interesse. A mesma “gatona” também já escutou que é uma “aberração”, só um dos exemplos de violência que enfrentou.
Carla não nasceu Carla, mas sempre soube que era mulher, apesar do registro indicar “sexo masculino”. O último resquício que carrega da identidade que nunca assumiu é o pênis, que garante ser usado, de forma desconfortável, só para urinar. “Hoje está até atrofiado”, diz. Ela, há 13 anos, espera que o bisturi torne mais adequada a anatomia que reconhece como errada desde a maternidade.
A cada 15 dias, o procedimento cirúrgico tão aguardado por Carla é realizado em um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS). A chamada cirurgia de mudança de sexo foi um dos últimos atos cirúrgicos reconhecidos pelo governo brasileiro e entrou para a lista de procedimentos gratuitos só em 2008. De lá para cá, 73 cirurgias foram realizadas, sendo 10 no primeiro ano, 31 em 2009 e 32 até novembro de 2010. A estatística é crescente, mas ainda irrisória perto da fila de espera formada por pessoas que, assim como Carla Amaral, sentem ter nascido  no corpo errado.
Mulheres na alma
Eles não são travestis, homossexuais, drag queens ou transformistas. O nome é transexual, condição reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um transtorno de gênero. Não há nenhuma doença psíquica associada. Os que fazem parte deste grupo nascem com um órgão sexual que não condiz com a sua personalidade, explica o psiquiatra da PUC de São Paulo Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade, de Gênero e Orientação Sexual.
São “mulheres na alma” (dizem todas), mas que têm pênis. “Homens na cabeça” que nascem com vagina, tentam explicar assim. Desde que o mundo é mundo, eles tentam corrigir o equívoco de nascença com técnicas arriscadas, que envolvem automutilação, silicone industrial, hormônios proibidos e isolamento social. Carla Amaral foi vítima de todos estes perigos nos anos 80, 90 e 2000.
Carrinhos, bonecas e princesa
Era a segunda gravidez da mãe que já tinha um primogênito. A vontade de um “casalzinho” fez Maria Amaral desejar uma menina durante os nove meses da gestação. O nascimento, em 1973, trouxe ao mundo mais um varão aos Amaral. Mas daquela vez parecia ser diferente. A confirmação das diferenças veio com a chegada do terceiro filho, mais um menino. As semelhanças só surgiram após o nascimento da quarta filha, desta vez uma garota. “Eu era diferente dos meus dois irmãos e muito parecida com a minha irmã", conta hoje Carla.
"Usava modelos de roupa unissex, cabelos na altura dos ombros e quando ouvia a pergunta 'o que você quer ser quando crescer/?', imaginava sempre uma mulher alta, com seios grandes, feminina e poderosa.”
Se quando criança, o problema maior era ter de brincar com carrinhos e bola quando a vontade era ninar bonecas e vestir-se como princesa, na adolescência a vida ficou ainda mais complicada. O nome de batismo – que Carla se nega até hoje a pronunciar – foi virando ofensa. O relacionamento com o pai já havia “subido no telhado”. Ele não aceitava ter um filho tão parecido como uma filha. A mãe já não assistia à postura feminina do seu segundo garoto com naturalidade, mas a vontade de ser mulher parecia aflorar em Carla. A entrega sexual precoce aos 13 anos para um vizinho só reforçou que a homossexualidade não era explicação suficiente para aquela condição.
“Mais do que gostar do sexo masculino, eu queria morar num corpo parecido com a minha mente.”
Sem dinheiro e sem apoio, Carla procurou o silicone industrial e passou a tomar doses de hormônio por conta própria. “Sabia dos riscos, sabia que podia morrer por causa daquilo, mas juro que tudo parecia menos ofensivo do que continuar com o corpo de homem.”
Menos mistério na medicina, mais tormentos pessoais
Nas duas últimas décadas, a medicina passou a prestar mais atenção aos pacientes com transtornos de gênero e a cirurgia de troca de sexo deixou de ser feita só na clandestinidade. Os estudos também evoluíram.
“Até a metade dos anos 70 e início dos anos 80 só existiam pesquisas sobre a transexualidade que abordavam a influência psicológica e do meio externo”, afirma o psiquiatra especializado Alexandre Saadeh.
“Hoje, as pesquisas mensuram os fatores químicos existentes no processo. Já existem evidências de que não só a genética, mas componentes químicos interferem no desenvolvimento do cérebro (enquanto o bebê ainda está na barriga da mãe) e culminam nesta condição. É claro que não existe causa única, mas não é só o meio que interfere.”
Naquela época a ciência, aos poucos, começava a desvendar as razões para os cérebros incompatíveis com os corpos. As pesquisas faziam com que as técnicas, inclusive cirúrgicas, evoluíssem. Mas, no Paraná, Carla Amaral ainda era vista como um erro da natureza, uma afronta aos bons costumes. Perto dos seus 15 anos, os pais cortaram – à força – os seus cabelos. A mãe gritava o nome de batismo aos quatro cantos para agredi-la e, na escola, colegas de classe e professores reforçavam que ali não era lugar para aquela “coisa” indefinida.
“Aos trancos e barrancos terminei a 8ª série, mas não consegui mais voltar para o colégio. Ao mesmo tempo, sabia que sem o apoio da minha família, tinha que contar só comigo. Sem estudo, fui procurar emprego.”
Ônibus, prostituição e cobaia
Primeiro Carla foi atendente de farmácia, depois cobradora de ônibus – local em que, além de ser hostilizada, sofria assédio sexual diário – e, enfim, auxiliar de escritório. “O preconceito sempre permeou a minha vida profissional. Era mandada embora sem justificativa, assim como não me contratavam quando, após a entrevista cheia de entusiasmos e expectativas, eu mostrava meu RG e lá aparecia o gênero masculino na informação sobre o sexo.”
No final dos anos 90, o Conselho Federal de Medicina (CFM) classificou a cirurgia de mudança de sexo como um procedimento médico reconhecido no País. Carla, nestes tempos, se candidatou para passar pela cirurgia ainda que de forma experimental e vivia um período de desemprego absoluto. “Foi aí que me tornei profissional do sexo”, lembra.
A prostituição como um meio de sobrevivência fazia com que os dias terminassem com banhos longos. Carla sentia-se tão suja após se entregar por dinheiro que passava a bucha e sabão até machucar a pele. “Mas a vontade de fazer a cirurgia (de mudança de sexo) era tão forte que superava qualquer coisa.Precisava de dinheiro, precisava pagar as contas, precisava ser operada.”
A operação
A cirurgia de adequação do sexo masculino para o feminino consiste, em linhas gerais, na retirada do pênis, na construção de uma cavidade parecida com a da vagina com capacidade de substituir o trato urinário, em uma operação que supera 12 horas de duração. Já a “criação do pênis” é mais complicada, ainda tida como experimental e com riscos mais altos de complicação. Os movimentos de defesa dos transexuais do Brasil estimam que menos de cinco cirurgias do tipo foram feitas no País. Para cada caso, são em média 15 microcirurgias para o procedimento ser completo.
Hoje, de forma legalizada, apenas quatro centros universitários estão autorizados a fazer estas cirurgias, sendo um em São Paulo, um em Porto Alegre, um em Goiás e o último no Rio de Janeiro. Uma norma recente do CFM – datada da semana passada – deu margem para que, a partir de agora, as clínicas particulares também realizem o procedimento.
Dedos cruzados
A expectativa é com a nova resolução do CFM mais unidades fiquem aptas a absorver a demanda de pacientes que cresce a cada dia. Ainda assim, a comemoração vem com um tom de preocupação. “É uma luta nossa ampliar o número de unidades capacitadas (para a cirurgia de mudança de sexo), mas o meu receio é que ao perder o caráter experimental, clínicas sem condição e sem gabarito passem a atrair as meninas, que são tão agredidas pela vida que topam qualquer tratamento”, diz Cristyane Oliveira, uma das pioneiras a ser submetida a cirurgia de mudança de sexo no País há nove anos.
Hoje, para a pessoa conquistar vaga em um destes 4 centros cirúrgicos, é preciso ter mais de 21 anos e um laudo médico que comprove a necessidade da cirurgia. Por isso, ao menos dois anos de acompanhamento terapêutico são exigidos. Já com este documento em mãos, a estimativa é que 200 pessoas estejam na fila de espera. Uma delas é Carla Amaral. No dia seguinte do anúncio de que a cirurgia chegara aos hospitais públicos, ela já estava na fila para o cadastro . “É uma violência diária viver em um corpo que não é seu”, conta.
A possibilidade de ser operada faz com que Carla Amaral cruze os dedos todos os dias. “É a última vitória”, diz ao contabilizar suas conquistas recentes. “Via justiça, pedi para mudar meu nome e o gênero no RG. Minha mãe foi testemunha jurídica a meu favor. Este ano, consegui a mudança oficial no documento e a relação familiar voltou a ser ótima.”
O engajamento no “movimento trans” permitiu que Carla arrumasse emprego e deixasse de ser profissional do sexo. A cirurgia, considera ela, é o toque final para que a gata borralheira, finalmente, vire a tão sonhada cinderela.

Peguei meu marido com roupa de menina, o que está acontencendo?

Meninas CDs que me desculpem, mas esse post é pra nós mulheres S/Os ou não num dos momentos mais difíceis de  nossas vidas, quando descobrimos que o homem que nós amamos é diferente ou talvez não seja totalmente um homem. Claro que as CDs que quiserem ler pra entender o que se passa na mente de suas companheiras ou mesmo como suporte à introdução desse assunto com elas sintam-se bem vindas.

Você pode ter descobertos fotos estranhas no computador, um perfil no orkut com outro nome, roupas escondidas, enfim, isso acontece das mais diversas formas. Mas com certeza uma coisa é real, você deve estar completamente chocada e em dúvida sobre o que está acontecendo. Será que ele é gay? Será que ele sai com homens? Por que ele se casou comigo? O que eu fiz de errado, será que não fui  uma boa esposa? Entre tantas outras coisas, um turbilhão de pensamentos ruins e medo de que esse seja o fim do seu casamento.

Primeiro, queria pedir pra você respirar bem fundo, pegar um suco ou um refri bem gelado e então ler esse post com calma pois ele é bem denso, mas com certeza vai te ajudar.

Eu vou tentar abordar esse problema por partes, em diversos posts, pra lhe ajudar a entender o que está acontecendo de verdade para que você possa decidir como lidar com essa situação.

1) Separando questões de gênero da orientação sexual: Ele provavelmente NÃO É GAY.
Pra começar a compreender o que é o crossdressing e o que motiva alguns homens a se vestir de mulher primeiro é preciso desmistificar uma coisa: a diferença entre gênero e orientação sexual. 
O que é gênero? Basicamente gênero é dividido em  masculino e feminino. Além do gênero de nascença, ou seja, se você nasceu homem ou mulher existe a identidade de gênero que pode ou não corresponder ao seu gênero de nascimento. Gênero sempre se refere a nossa relação com a nossa identidade e independe de com qual gênero nos relacionamos. A identidade de gênero pode não ser absoluta, pode ser intermediária, masculina E femina ao mesmo tempo. O caso clássico são as travestis que tornam seu corpo feminino, comportamente feminino mas mantem e usam seu órgão genital masculino pois isso faz parte da sua identidade. Vamos ao longo dos posts nos aprofundar muito sobre essa questão.
Exemplificando: Você nasceu mulher e se vê como mulher, ou seja, seu gênero é feminino esua identidade de gênero também. Agora peguemos como exemplo uma transexual que nasceu homem mas desde sempre percebeu que estava "no corpo errado" rejeitando suas formas masculinas e galgando um caminho pra se tornar como um todo uma mulher ela tem o gênero masculino mas a identidade de gênero feminina. O mesmo pode acontecer com quem nasce mulher e se enxerga como homem.

O que é orientação sexual? Orientação sexual diz respeito, então, a forma com que você se relaciona com o outro, ou seja, por qual ou quais gêneros você sente atração sexual e afetiva.
Exemplificando: Você é uma mulher, gênero feminino, identidade de gênero feminina, heterossexual, ou seja, é uma mulher que gosta de homens, uma classificação enorme pra algo que você vê todo dia e que te ensinaram que é o normal. Mas tão normal quanto isso é uma pessoa de gênero masculino, identidade de gênero feminina, homossexual, ou seja, uma transexual (que nasceu homem e se tornou mulher) que gosta de mulheres. Ou seja meninas, indiferentemente do seu gênero ou da sua identidade de gênero você pode ser heterossexual, homossexual ou bissexual.

E eu com isso? O que você quis dizer com todas essas informações?
Simples, ele pode ter uma identidade de gênero feminina ou intermediária, mas isso não quer dizer que ele goste de homens. Ele pode sim, e na maioria dos casos é assim, gostar de mulheres e ser completamente fiel a você. E tem mais, muitas CDs gosta e admira tanto as mulheres que quer se tornar uma, gosta muito mais de mulheres que homens que não se travestem.
Não estou dizendo que não existem CDs que gostam de homens, mas ser CD não é determinante para isso, assim como existem homens com a identidade de gênero masculina que gostam de mulheres e tem os que gostam de homens e tem os que gostam dos dois o mesmo vale para as CDs.

Agora que passamos da questão mais complicada, no próximo post vamos entender melhor o que é o crossdressing.

Meninas fiquem completamente a vontade de deixar suas dúvidas nos comentários. Se não quiser se expor e preferir me mandar e-mail também pode, é cherry.bru@gmail.com .
Outra coisa, meninas que estão deixando comentários como anônimas coloquem pelo menos um apelido, alguma coisa pra que eu possa responder, saber quem são ou diferenciar uma da outra ;)

OS 10 "D" DA TRANSGENERIDADE

Crises pessoais são inevitáveis na vida de qualquer pessoa que se aventura mais fundo na descoberta de si mesma e aceitar-se como transgênero é a crise mais profunda que um homem pode experimentar.

Todo mundo sabe que, uma vez "aceso o sinal" da transgeneridade, ele jamais se apaga. O desejo de se travestir pode variar em intensidade e frequência, mas não desaparece. Quando eu pensava que jamais voltaria a me travestir, vivendo uma purge que já durava mais de quinze anos, um trauma existencial grave fez com que esse desejo ressurgisse em mim com força total. Assim como um terremoto remexe as camadas do solo, os traumas normalmente "remexem" todas as camadas de "lixo" existencial acumulado em nosso inconsciente. E tudo que parecia estar definitivamente sepultado, volta à superfície, tornando-se "ferida exposta" a exigir cuidado e atenção.


O desejo de se travestir é um fenômeno psicossocial que deve ter nascido junto com a civilização. Há relatos da sua presença nas mais diversas culturas e das mais variadas formas. Em alguma delas, o travestismo sempre foi considerado uma manifestação do sagrado. Trata-se de uma manifestação extremamente complexa, cuja verdadeira origem ainda permanece bastante obscura, e que acarreta repercussões extremamente graves e profundas na vida de uma pessoa.


Qualquer homem movido pelo desejo de se tornar, ainda que temporariamente, membro do gênero oposto, está experimentando o que chamamos de disforia de gênero, isto é, um sentimento de inadequação relativamente ao enquadramento de gênero (masculino ou feminino) que recebeu da sociedade ao nascer. Esse "mal-estar" que pode variar de um simples desconforto com a própria aparência (masculina) até uma profunda insatisfação com a própria genitália. Em qualquer grau de intensidade, a disforia pode produzir níveis assustadoramente altos de dor e sofrimento psíquico.


O problema é que a maioria das pessoas supostamente ou realmente transgêneras começam a lidar com o travestismo num clima de total oba-oba, olhando apenas para as “pingas” sem se ligarem nos inevitáveis “tombos”; entregando-se à sedução inebriante que a figura feminina pode exercer sobre um homem, em todos os sentidos, sem avaliar as inúmeras armadilhas envolvidas nesse mergulho. A maioria se traveste como se isso fosse tão somente um simples e delicioso passatempo, fazendo tábua rasa da quantidade absurdamente alta de "energia vital" concentrada nesse desejo.


O aviso que sempre dou às pessoas que repentinamente “se descobrem” transgêneras é CUIDADO COM O QUE COMEÇAM E COMO COMEÇAM pois, se você não tem idéia clara do terreno onde está pisando, inevitavelmente os tombos vão se tornar muito mais frequentes dos que as pingas. Mais cedo ou mais tarde, todo CD acabará descobrindo o “lado sinistro” da força descomunal que é a transgeneridade.


Longe se ser um “vício de caráter”, perverso e leviano - como a maior parte das pessoas ainda o consideram - o travestismo representa uma carga existencial tão pesada que, se mal administrada, PODE FACILMENTE DESTRUIR A SAÚDE FÍSICA, MENTAL E A VIDA SOCIAL DE QUALQUER PESSOA!!! O índice de suicídios entre transgêneros é muitos pontos superior à média da população cisgênera.


Descobrir, processar a descoberta, aceitar o desejo, superar os bloqueios e transformar a transgeneridade em algo perfeitamente ajustado à rotina de vida de cada um é uma longa e penosa jornada, que eu tentarei resumir nos dez "D" a seguir:


1 – Descoberta


Para a grande maioria de nós, a descoberta da condição transgênera ocorre ainda na primeira infância, quando as roupas, objetos, brinquedos, passatempos e posturas do universo feminino começam a exercer sobre nós um extraordinário fascínio, uma atração invulgar, considerando a nossa condição de meninos. Usar as roupas da mãe, da irmã, maquiar-se, brincar de bonecas ou simplesmente querer ficar em casa, sonhando, em vez de ir para a rua jogar futebol, coloca quase todas nós diretamente na "linha de fogo" dos nossos pais. Ainda que uma criança não tenha a menor noção de estar fazendo algo "culturalmente proibido", podíamos reconhecer, pela expressão de repulsa dos nossos pais, estar fazendo algo que "não era do agrado do mundo exterior". Entretanto, inexplicavelmente, mesmo sujeitas à ira e repúdio dos outros, era, para nós, a única coisa que "fazia sentido" fazer...


É na infância que a gente começa a se sentir dividida entre as demandas sociais que nos são impostas pela nossa condição de homens e o desejo que move o nosso corpo e a nossa psiquê. Para a maioria das pessoas transgêneras, esse conflito jamais será nem ao menos equacionado, quanto mais superado!


Já na fase adulta, a descoberta em geral se manifesta através de uma curiosidade intensa pela vida de homens que conseguiram cruzar a barreira da masculinidade e ingressar no universo feminino. Crossdressers e Travestis assumidos, assim como Transexuais, exercem um desmedido fascínio nas pessoas transgêneras. E não se trata do mesmo fascínio que essas personagens, pela sua ambigüidade, exercem sobre o público masculino em geral. Trata-se da vontade de íntima de se tornar um deles. A descoberta é dura, sob todos os aspectos e sob todos os pontos de vista, pois representa, do ponto de vista social, algo completamente absurdo um homem querer abrir mão da condição de homem, ainda que temporariamente.


Poucos se deixam levar, ainda na infância, pelo impulso de se identificar com a mulher, assumindo abertamente sua inclinação pelo universo feminino e vivendo, ainda muito cedo, todos os numerosos conflitos acarretados por esse desejo. Por todas as dificuldades, bloqueios, preconceitos e incompreensões envolvidas, a maioria da população transgênera, ao se perceber "transgênera", recalca inteiramente o impulso natural de querer viver de outra maneira. Ou seja, desistem no mesmo momento da descoberta, antes mesmo de tentarem qualquer outro passo, empurrando o impulso transgênero para as profundezas do seu inconsciente.


Já na fase adulta, mais alguns poucos se rendem, em algum momento de suas vidas, baixando as espetaculares “defesas” que constroem para protege-los dessa inexplicável motivação em querer vestir-se e/ou comportar-se como mulher, sendo homem. A maioria, entretanto, passará toda a sua existência mantendo essa motivação duramente recalcada, sem se permitir jamais trazê-la à tona.


2 - Descompressão


Quando a pessoa se rende à descoberta da sua transgeneridade, invariavelmente sua primeira ação é vestir-se como mulher e olhar-se no espelho. Muitas se masturbam, ao se verem numa condição em que sempre desejaram secretamente estar, produzindo orgasmos da maior intensidade. Embora quase todos os homens tenham, vez por outra, uma eventual curiosidade a respeito de como seria vestir-se e portar-se como mulher, o transgênero começa a fazer isso como um ritual, de maneira compulsiva, na fase de descompressão. Ele passa a associar o “estar como mulher” a um estado de intenso prazer existencial, que não se esgota no simples orgasmo. Começa a sentir um desejo de continuar nesse estado pelo máximo de tempo possível e de repetir essa experiência com freqüência cada vez maior, que pode evoluir para um desejo intenso de permanecer para sempre nesse estado.


Para um transgênero, o travestismo não tem o caráter puramente fetichista que pode ter para um homem qualquer ao se ver no espelho travestido de mulher. Ele quer, necessita, deseja ardentemente ir além do espaço do espelho. Precisa apresentar-se como mulher ao mundo e quer que o mundo o reconheça como tal.

Portanto, um desdobramento natural da fase de descompressão é a “saída do armário”, quando o transgênero se arrisca a ganhar o mundo. A sensação de sair “montada” às ruas, “com todo mundo te olhando” (ainda que, na verdade, ninguém esteja nem aí pra você...) é uma das coisas mais recompensadoras e fascinantes na vida de um CD. Como constam de todos os depoimentos de quem sai montada pela primeira vez, não há como descrever a sensação sentida, assim como todos dizem que valeram todos os preços e sacrifícios que pagaram para chegar a fazer isso.

Aqui existe uma outra distinção radical entre o impulso eventual de qualquer homem em se vestir como mulher e o desejo profundo de um homem transgênero em ser/estar mulher: - fetichistas invariavelmente mantêm suas atividades em regime isolado e solitário, jamais pensando em sair do armário.


Pode-se avaliar a dor imensa de uma pessoa, verdadeiramente transgênera, “prendendo” esse desejo indefinidamente, em nome da manutenção de uma fachada social aceitável. É tanta energia represada que um dia ela pode se manifestar na forma de um câncer ou de um surto psíquico.


3 - Deslumbramento


É a fase de "conto de fadas" que se segue à saída do armário, quando tudo são flores e a incrível sensação de bem-estar parece que vai durar para sempre, mesmo que as saídas aconteçam apenas em caráter furtivo e eventual.


As “deslumbradas”, adjetivo comumente dado às CDs recentemente saídas do armário, deleitam-se com tudo que vêm e que estão vivendo pela primeira vez. Por falta de direcionamento, de saber realmente quem são e o que estão vivendo, a maioria se deixa levar pelo prazer intenso propiciado pelo crossdressing, misturando, inclusive, satisfação sexual e transgeneridade, como se fossem uma coisa só.


Baladas, saídas, encontros, fotinhos e comprinhas tornam-se o centro da vida da pessoa, que não consegue pensar em mais nada além da maravilhosa sensação de ter as pernas e as axilas depiladas ou na roupa maravilhosa que vai usar na próxima saída.


Na fase do “deslumbramento”, a maioria exagera mais do que pode e deve . Como diz o ditado, “quem nunca comeu melado"... Em geral, o “deslumbramento” leva a crossdresser a sentir-se “poderosa” demais - e totalmente invulnerável. Poucas cuidam para viver a fase de deslumbramento com algum planejamento e organização. Assim, vão deixando rastros e “pelos-na-cerca”, dezenas de “pequenos problemas” que, a médio prazo, poderão se transformar em verdadeiros “infernos de Dante”.


Em pleno deslumbramento, a maioria tem a convicção de que, se fizer “tudo direitinho”, nunca será descoberta. Nem a mulher, nem a namorada, nem a família nem os amigos notarão “nada de diferente”. O problema é que, praticando crossdressing, não há como fazer “tudo direitinho” sem deixar nenhum vestígio...


O deslumbramento pode durar muito tempo ou acabar rapidamente, mas sempre "tenta" a crossdresser a estender ao máximo a sua duração. Para isso, muitas recorrem ao uso de estimulantes, álcool e até drogas pesadas. Em pleno oba-oba, vale tudo, até sexo inseguro e uso indiscriminado de hormônios.


4 - Decepção


Muito deslumbramento acaba invariavelmente em muito desgosto.


A decepção é um “choque de realidade” e pode se originar das mais diversas fontes, nos momentos mais insuspeitos. Na grande fantasia de um homem transgênero em querer ser mulher, a primeira fonte de decepção é sempre o espelho. Paradoxalmente, a imagem projetada no espelho e as fotos das montagens, que foram as grandes fontes de satisfação na fase de deslumbramento, tornam-se terríveis carrascos de uma hora para a hora. A gente se olha no espelho e não encontra mais aquela antiga satisfação de se ver “vestida de mulher”. Não há mais aquela incrível sensação de bem-estar que havia no início da fase de deslumbramento, em que uma simples “saia com blusinha”, um tamanquinho de madeira, e um batom, comprados na C&A, eram capazes de fazer a festa.


Na realidade, a fonte da decepção não é o espelho nem são as fotos "em si", mas o “olhar crítico” da nossa “mulher interior”, representante implacável do ideal de mulher que cada homem carrega dentro de si e que o transgênero, por razões inexplicáveis, vê-se compelido a vivenciar “na própria pele”:

- como me falta cintura!
- onde estão os meus seios?
- essas sobrancelhas...
- como minhas pernas são musculosas!
- e esse “cinza” que ficou sob a maquiagem? Que vergonha!
- pra que tanto ombro!
- olha só os meus lábios... fininhos...
- e essas “ruguinhas” na testa?...

Essa decepção com o próprio corpo, junto com a tentativa de recuperar o antigo deslumbramento, leva a CD, quase sempre, à intensificação da compra de roupas, calçados e adereços, à realização de laser e/ou ao uso ou à intensificação do uso de hormônios, ingenuamente tomados como "solução milagrosa para todos os "aspectos faltantes” do nosso “corpo de mulher”. No caso dos hormônios, a maioria se vale de contraceptivos e anti-androgênicos (remédios anti-masculinizantes) “receitados” em algum site da internet ou aprendidos de alguma “menina veterana”. As conseqüências desse uso inadvertido pode ser uma decepção mais dramática ainda.


A decepção também pode ser provocada pela descoberta casual, por terceiros, da nossa condição de travestista. Nessa hora, todo o nosso castelo de ilusões vem abaixo, com muito choro e ranger de dentes. A decepção é ainda maior se há uma esposa ou namorada ou parente ou colega desumano e incompreensivo, disposto a transformar a ocasião num grande “rebu”. Depois de serem apanhadas em flagrante, muitas CDs voltam assustadas para o armário, num processo de recolhimento voluntário que chamamos de “purge” - ou purgação. O problema é que, passado algum tempo, o “purge” acaba se transformando em um “urge” - o desejo ardente e incontrolável de se montar que caracteriza a vida de uma CD - e tudo começa de novo, com novas fases de deslumbramento e decepção, num processo interminável de convivência totalmente neurótica e insatisfatória com a própria transgeneridade.


Mas as CDs que enfrentam as decepções de peito aberto também não ficam em melhores condições do que as que retornam apavoradas para a segurança dos seus armários. Diante da decepção, tanto voltar para o armário quanto seguir adiante vai sempre causar muita depressão.


5 - Depressão


Depressão é o sofrimento provocado por uma aguda sensação de impotência e menos-valia. Num quadro depressivo, a pessoa se sente um lixo, totalmente incapaz de lidar com suas próprias dificuldades e limitações, de reconhecer seus talentos e méritos, de levar adiante qualquer empreendimento pessoal e, pior ainda, indesejosa de faze-lo.


Os que voltam para o armário, recebem a depressão de modo totalmente conformado, como um preço a ser pago para recuperar a segurança e evitar seguir adiante, uma vez que potencialmente poderiam ter que enfrentar decepções ainda maiores.


A CD que compreende o estado de depressão como mais uma fase a ser vencida na sua caminhada rumo à aceitação da própria transgeneridade, terá que se haver com uma série de novos desafios para os quais, quase sempre, está totalmente despreparada. É nesse momento que muitos CDs procuram apoio médico-psicoterápico. Poucas, entretanto, conseguem encontrar a ajuda adequada de que realmente necessitam, seja pela dificuldade de se abrirem com o médico ou terapeuta a respeito da sua condição, seja pela total inépcia da maior parte dos profissionais de saúde (física e mental) para lidar com a condição transgênera, por total desconhecimento do que esse fenômeno realmente é e representa na vida de uma pessoa.


Porém, a saída da depressão, para os que desejam seguir adiante, saindo definitivamente o círculo vicioso de “urges” e “purges”, é ter que atravessar e sobreviver a uma fase ainda mais terrível do que a depressão.


6 - Desespero


Todas as CDs que resolvem seguir adiante, a despeito da depressão, terão fatalmente que enfrentar o “inferno astral” de toda pessoa transgênera. O desespero é um momento em que vemos tudo ruir à nossa volta. Nossas antigas crenças e valores já não nos servem mais e ainda não temos idéia nítida do que realmente somos ou poderemos vir-a-ser. É uma fase de total desestruturação, em que são muito comuns as crises existenciais agudas, os surtos momentâneos de raiva e, naturalmente, até a vontade de acabar com tudo de uma vez só. Mesmo vivendo a fase de desespero ao lado de uma S/O inteiramente solidária e participativa, e com o apoio honesto e seguro de uma analista freudiana, minha fase de desespero foi o pior momento que já passei em toda a minha vida. Havia dias de eu não ter certeza, pela manhã, se à noite eu ainda estaria vivo e inteiro.


7- Desmistificação


A única saída para o desespero é a desmistificação total e radical do significado da transgeneridade em nossa vida. Desmistificar é enxergar a realidade sem véus de qualquer espécie. É o momento da verdade na vida de um transgênero. Reconhecer e aceitar a minha transgeneridade significa renunciar aos conceitos, rótulos, interditos culturais e proibições morais que me foram impostos desde a minha mais tenra infância.



Desmistificar é desmascarar, parar de mentir pra gente mesmo e encarar a realidade, a despeito de tudo que isso possa representar de desconforto, pra gente e para os outros. A vida é minha e só eu posso decidir como eu quero e vou vive-la. Tenho que arcar com o peso das minhas escolhas, por mais que elas me conduzam a becos sem saída ou sejam do total desagrado das outras pessoas. Eu sou assim e pronto! E que se danem os novos rótulos que me impuserem!


8 - Depuração


A aceitação da transgeneridade é uma simples conseqüência da desmistificação do que ela é, do que representa e de como se manifesta no nosso contexto existencial.


Depuração é uma fase de separação do “joio do trigo”: - o que eu quero do que eu não quero; o que eu posso do que eu não posso; o que eu sou do que eu não sou; o que eu gosto do que eu não gosto; o que eu estou disposto a enfrentar do que eu desejo me resguardar; o risco aceitável do risco inaceitável; o que é meu e o que é do outro, etc., etc. A partir dessas decisões não é necessário mais nenhum esforço adicional para me mostrar aos outros do jeito que eu sou, sabendo, inclusive, que eu tenho total direito de me mostrar apenas para quem eu queira.


Feita a depuração, com a limpeza e eliminação de tudo que está “sobrando” dentro do processo, eu me torno apta para dar um grande salto qualitativo na vivência da minha transgeneridade.


9 - Definição e decisão


A minha grande e inspiradora amiga Jorgete del Rio adverte a toda CD em começo de viagem que procure, antes de mais nada, definir, com a máxima clareza possível, o que realmente pretende ao se travestir.


Definir o crossdressing é estabelecer os alvos e os limites da jornada. Uma boa maneira que encontrei de fazer isso, foi utilizando a velha e boa regra de planejamento, que consiste em se estabelecer o “que, quando, onde e como”.


1 – Que: Com que propósito você se traveste? Você quer apenas representar o papel de mulher, de vez em quando, como expressão da sua ambigüidade, ou o seu desejo vai mais longe, ao ponto de querer ser e viver como mulher em tempo integral? Você pretende ser uma “lady” ou uma “vagaba”? Seu negócio é o glamour das altas rodas ou a “pista”? Você quer “dar” ou “impressionar”?


2 – Quando: Quando você deseja se travestir? De noite? De dia? Sempre? 24h por dia, 360 dias por ano?


3 – Onde: Onde você quer se travestir? Na rua? Em casa? Só em certos locais e eventos? Em quais eventos?


4 – Como: De que forma pretende se travestir? De maneira aberta e escancarada, pra todo mundo ver e saber? De modo mais do que restrito, apenas para você e o seu espelho? Abrindo o jogo inteiramente para a esposa, aceite ela ou não, ou escondendo tudo dela, indefinidamente? De modo temporário ou de modo definitivo? Usando apenas recursos superficiais de roupa e maquiagem ou empregando laser, eletrólise, hormônios e cirurgias feminilizantes?


Uma fez feita a definição do seu crossdressing, é tomar a decisão de fazer - e fazer!


Lembre-se que escolhas condicionam escolhas. Se você define que quer se travestir 24h por dia e 360 dias por ano vai ser totalmente impossível manter isso em sigilo absoluto: - tem que abrir o jogo. Da mesma forma, se você decide que quer ter seios – e decide usar hormônios para isso – vai ter que abrir o jogo com um médico basicamente confiável, como também vai ter que se conformar em ter os seios aparecendo sob a camisa se, simultaneamente, decidiu que não vai viver 24h/360 dias como mulher.


10 - Desenvolvimento


Apesar de ser o último item da minha lista, esta não é, de maneira nenhuma, uma fase de culminância do travestismo, da mesma forma que jamais poderá ser vista como uma etapa totalmente isenta de problemas e dificuldades.


Basicamente, a fase de desenvolvimento do crossdressing é uma permanente reedição de fases anteriores, onde há, inclusive, lugar para aquela sensação inigualável do período de deslumbramento. A única diferença é que agora existe consciência do que está sendo feito, consciência do preço a se pagar para viver o que se deseja e, sobretudo, aceitação da transgeneridade como um aspecto básico da própria personalidade.


Agora eu sei que é impossível separar o ato de me travestir do restante do meu ser: - não se trata de duas pessoas separadas e em conflito uma com a outra, mas de dois aspectos de um único ser, que sou eu. Um ser integral, de carne, osso, mente e espírito.


Aliás, é apenas a falsa separação entre esses dois aspectos do meu ser, imposta a mim pela sociedade, que motivou toda essa difícil jornada de descoberta e aceitação da pessoa que eu realmente já sou.

Mãe apoia filho que se veste como mulher. E você?


Cheryl Kilodavis era uma mãe americana comum. Até que seu filho Dyson, de 5 anos, começou a manifestar frequentemente a vontade de usar roupas femininas. O gosto peculiar para um garoto já era uma característica de Dyson: desde os 2 anos, tudo o que era brilhante e cor-de-rosa despertava seu interesse. Cheryl resolveu encorajar a atitude do filho e escreveu o livro “My Princess Boy” (algo como “Meu Garoto Princesa”), que conta a história de um menino que, assim como Dyson, usa roupas femininas.

O livro, publicado de maneira independente, começou a ser usado na escola de Dyson, em Seattle, como uma cartilha antibullying. Fez tanto sucesso que ganhará este mês uma edição da Simon & Schuster, uma grande editora americana. O caso de Dyson parece ímpar porque o menino se veste de princesa, com tules, babados e brilhos, e sai por aí. Não só no Halloween, como aconteceu com Boo, o menino americano que se vestiu de Daphne, a personagem do Scooby Doo, na festa de Halloween da escola (e que também recebeu apoio dos pais).


Capa do livro "My Princess Boy"

Os pais de Dyson enfrentaram reações negativas. Algumas pessoas disseram que bateriam no filho se ele quisesse sair de bailarina por aí. Há quem diga que Cheryl e o marido, Dean, estariam prejudicando a masculinidade de Dyson. Mas o que isso significa? Para começar, ninguém se torna homossexual. Muito menos por usar rosa ou qualquer outra cor ou vestimenta que as convenções sociais determinaram como femininas. Ou, por acaso, as mulheres se tornaram homossexuais depois que começaram a usar calça, considerada por séculos uma peça exclusivamente masculina? A Martha já escreveu aqui no blog sobre a ditadura do rosa para as meninas . Afinal de contas, por que menina usa rosa e menino usa azul? E gostar de rosa faz alguém gay por que a sociedade decidiu que rosa é cor de menina? Pensando bem, esquisito é acharmos isso normal, e não Dyson gostar dessa cor. A mãe dele entendeu direitinho. “Eu sei que as escolhas dele não têm nada a ver com definição de gênero. Diz respeito apenas ao o que ele acha bonito.”

Mesmo os especialistas não acreditam que haja uma relação entre as preferências mostradas por crianças e a orientação sexual delas. Não se pode extrapolar um comportamento presente, que pode ser influenciado pela presença de irmãs ou amigas, por exemplo, para toda uma vida. No caso do menino Boo, que se vestiu de Daphne, uma amiga da irmã dele usou a mesma fantasia. E aí se ele quis copiar? Eu sou a única menina da família. Cresci com os joelhos esfolados de tanto jogar bola e andar de bicicleta, achava muito mais legal brincar de carrinho e não entendia por que meu irmão e meus primos podiam ficar sem camisa e eu não. Achava uma injustiça. Hoje adoro cor-de-rosa e me acho muito mais sortuda do que os meninos porque tenho a possibilidade de comprar uma infinidade de roupas. É claro que exemplos anedóticos não têm nenhuma validade científica – e os pesquisadores dizem que ainda hoje não há estudos confiáveis capazes de relacionar as preferências infantis à orientação sexual futura. Mas, vamos supor que Dyson e outros meninos que gostam de fantasias de menina sejam gays, qual é o problema? Deveriam os pais bater nos filhos, como sugeriram alguns bárbaros aos pais de Dyson, para “corrigir o problema”? É caso de cadeia dupla: por preconceito e violência.

Só temos a ganhar com crianças como Dyson e com pais como o dele. Será que os coleguinhas de Dyson não vão crescer e se tornar uma geração que acha que não tem nada demais menino usar rosa e roupa de princesa, seja pelo motivo que for?

Gay's, quem os entendem?

Não consigo entender um grupo tão reprimido e ao mesmo tempo tão discriminador de seu próprio grupo.

Estava trocando uma idéia em um forum no Orkut, em uma comunidade de cinemão, pois bem, um tal de Juninho quando viu minha postagem , na qual eu perguntava sobre ir montada no cine Dom José no centrão de Sampa simplesmente já chegou com os pés no meu peito, completamente sem noção nenhuma, descriminando uma pessoa que é do mesmo grupo.

Claro que, pra quem já me conhece, sabe que não rebaixei ao nível do tal Juninho, que se diz um grande conhecedor de cinemão (grande coisa, né?), inclusive me ameaçou, falou que se me ver lá vai avisar o gerente. Coitado, como tenho classe e principalmente respeito pelas pessoas, posso dizer que o gerente no máximo irá dizer que a casa não aceita a presença de crossdressers, o quie acho quase impossível, tendo em vista que não estarei fazendo absolutamente nada de errado, estarei agindo como qualquer outro frequentador.

Esse tipo de reação é comum com alguns (não todos) gay's, principalmente em cinimão, saunas e afins, pois é comum que alguns (não todos) homens prefiram alguém que tenha uma semelhança mais próxima do feminino. Acontece que tem gente, como esse Juninho, não entende e não aceita, ou seja, puro preconceito.

Bareback: Sexo Anal Sem Preservativo

Alguns aspectos importantes a serem observados sobre esta prática, segundo seus seguidores, seriam: a camisinha não foi idealizada para a realização do sexo anal, o preservativo priva os indivíduos de um “sexo real”, pois impediria o contato da pele do pênis com o ânus, a utilização do preservativo tira a intimidade da relação, impõe um distanciamento afetivo, que a camisinha deve ser utilizada por opção e não por imposição, entre outros.



Os indivíduos e grupos que incentivam o bareback como prática sexual alegam que devido aos avanços atuais relacionados ao tratamento anti HIV (terapia anti-retroviral) e ao acesso a ele, em caso de contágio sua qualidade de vida não sofreria qualquer tipo de impacto negativo, já que os medicamentos ao inibir a reprodução do vírus e potencializar o sistema imunológico, impediria o surgimento de enfermidades oportunistas (AIDS). Outro aspecto positivo alegado pelos praticantes do bareback é que a ansiedade e a angustia frente ao possível contágio pelo HIV desaparece uma vez que se sabem soropositivos, e uma vez soropositivo a utilização do preservativo passaria a ser descartada.



Praticantes do bareback relatam que uma vez constatada a soropositividade (contágio), se sentiram mais livres na prática sexual, além de perceberem um aumento significativo tanto no prazer como na satisfação e na performance sexual.



Os grupos para a prática do bareback podem se configurar como mistos, (pessoas soropositivos e negativas), onde não se sabe quem vive com o vírus e quem não, ou por grupos de soropositivos. Membros dos grupos mistos relatam que a possibilidade de seu parceiro ser soropositivo aumenta a adrenalina da relação e que o contágio não seria relevante, vindo a ser em alguns casos um alivio, o fim da preocupação frente ao HIV e o fim do uso do preservativo nas relações.



O bareback se configura de algum modo como um fenômeno e prática sexual moderna, com impacto a vários níveis, tanto social como individual. Ainda se faz necessário investigações mais profundas para entender os processos que estariam operando em sua base, mas creio que alguns elementos já poderiam ser abordados. Abaixo alguns questionamentos pessoais sobre a prática do bareback no Brasil.



 O bareback surge nos Estados Unidos e Europa, locais que concentram os indivíduos economicamente mais favorecidos do mundo, com possibilidade de financiar seu próprio tratamento, exames, consultas médicas e internações. Além de contar com os melhores seguros sociais do planeta. Podem os praticantes do bareback brasileiros contar com estas facilidades?



 O programa HIV/AIDS do Governo Brasileiro é reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo, mas não está isento de problemas e dificuldades. Frente ao constante numero de novos casos registrados anualmente e ao baixo número de óbitos decorrentes do HIV, até quando a qualidade do programa poderá se manter e oferecer para toda a população soropositiva os anti-retrovirais, exames e consultas de modo funcional? E quanto às hospitalizações?



 O preservativo não é barreira de proteção somente para o HIV. O bareback nega a existência das outras DST’S .



 Os anti-retrovirais sozinhos não representam, nem são responsáveis pela qualidade de vida do individuo soropositivo, outros aspectos psicossociais importantes operam nesta situação. Exemplo: sem adesão ao tratamento, dificilmente se obterá o distanciamento das enfermidades oportunistas.



 O soropositivo frente a relações sexuais de alto risco se coloca na possibilidade de re-contágio do HIV, o que dificulta em muito o tratamento e tem impacto negativo na qualidade de vida.



 O que sabem os incentivadores e praticantes do bareback sobre os efeitos colaterais dos medicamentos a curto e largo prazo. A lipodistrofia, (acúmulo de gordura em determinadas partes do corpo), que pode ocorrer devido ao uso dos medicamentos, se configura como uma preocupação para eles?



Colocar-se frente a possibilidade de contagio do HIV através da prática do bareback traz consigo motivações psicológicas que podem ir do sadismo ao masoquismo. A idealização de uma relação sexual mais livre, com um maior contato íntimo e afetivo poderia estar encobrindo uma idealização suicida que começa com o contágio por um vírus e pode ter continuação na idéia de que o medicamento não permite a livre expressão do organismo, ou que os exames, as consultas médicas e a busca mensal de medicamentos tem impacto negativo no seu bem-estar.



Apodere-se do seu corpo, ele único e te pertence. Informe-se , reflita, pense e decida o que você quer e deseja para a sua vida, é uma decisão exclusivamente sua, assim como as conseqüências.

Frota conta por que topou sexo com travesti e fala da rejeição que tem pelo filho



É madrugada de terça-feira (17) e Alexandre Frota está acordado, trocando a fralda do enteado, Enzo Gabriel, pela terceira vez. A cena parece improvável para quem está acostumado com a fama de bad boy do ator, produtor e diretor de 47 anos, que fez fama em novelas globais. Em uma delas, conheceu a primeira mulher, Claudia Raia. No entanto, o sucesso repentino aliado a um temperamento explosivo, acabou por desestruturar sua vida. Envolvido em polêmicas e imerso nas drogas, ele viu as oportunidades minguarem e chegou a atuar em filmes pornôs.

Em entrevista a QUEM, Frota, que namora a dançarina Fabiana Rodrigues e começou a carreira interpretando um pato em uma peça infantil, diz que chora até com programas de televisão, conta que se convidou para o primeiro filme de conteúdo adulto que fez e fala com franqueza sobre a rejeição que sente pelo único filho, Mayã, fruto de um rápido relacionamento.

Assumidamente viciado em sexo, ele só se esquiva quando o assunto é o número de mulheres com quem já saiu. "Essa eu deixo para o meu amigo Renato Gaúcho, que é o rei das mulheres e adora essas contas. Eu não faço estatísticas". Leia abaixo os melhores trechos da conversa:

Família

Fui criado nas areias do Rio e no asfalto casca grossa. Minha escola de rua foi bem forte, bem pesada. Estudei em escola pública. Meus pais se separaram quando eu era criança, e foi cada um para o seu lado. Minha família não se mete em nada da minha vida e ponto final. Eu não converso sobre os filmes pornôs, nem sobre nada do que eu faço, tem esse bloqueio. As minhas decisões sempre foram minhas. Muitas erradas, outras certas, mas sempre fui só eu. Sozinho.

Claudia Raia

Separar da Claudia Raia me desestruturou. Só que ela deu uma entrevista pedindo para que eu parasse de dizer que ela é o grande amor da minha vida. Então eu parei de falar. Todas as vezes que eu mencionei a Claudia, foi muito carinhosamente, mas eu nunca achei que teria uma reconciliação, não pensei nisso. A separação dela e do Edson Celulari me pegou tão de surpresa como pegou o Brasil. A Claudia jamais vai passar despercebida por mim, mas, como conforme ela me pediu, não é mais o grande amor da minha vida. Fiquei chateado com esse pedido, mas não sei se foi a maneira como o repórter colocou ou se foi realmente assim que ela disse.

Fama de bad boy

Esse estigma de bad boy, de pitbull, me afastou da televisão. Isso sempre foi muito forte, mas eu não plantei, ao contrário do que as pessoas pensam. Talvez algumas ações e reações minhas tenham feito isso. Eu também gosto muito de lutas, esportes de ação, e o meu jeito explosivo de ser ajudou a construir isso. As pessoas quando me conhecem se surpreendem. Eu não sou isso que falam. Acontece que se eu gosto da pessoa eu digo, se não gosto digo também. Mas para eu estar de pé até hoje e fazendo o que eu faço, é porque eu tenho talento. Eu poderia ter sido melhor aproveitado em alguns momentos da minha vida. Eu sei que quando eu boto o pé em um programa, gera audiência e interesse. Até que nem gosta assiste.

Arrependimentos

Eu nunca fui santo. Era ovelha negra, questionava, mas não era um cara que faltava à gravação, que chegava atrasado. Eu não fui preparado para o sucesso, então não entendia coisas como alguém precisar gravar na minha frente. Por isso dei tantas cabeçadas, fui tão impulsivo, mais emocional do que racional. Se eu tivesse uma equipe em volta de mim, uma preparação, talvez eu tivesse me saído melhor. Não me eximo da culpa, nunca fui o protótipo do ator queridinho. Se você me perguntar se eu me arrependo de não ter segurado a onda, sim. Eu poderia estar casado com a Claudia Raia, com a minha família, no mesmo patamar que outro atores, claro que me arrependo. Se me avisassem que andar na contramão era tão duro assim, não teria ido.

Inimigos

Eu não tenho inimigos, que eu saiba. Talvez eu tenha desafetos, e alguns deles já viraram afetos. Tenho 47 anos, você vai amadurecendo e se redimindo de alguns erros que cometeu, de injustiças ou desconfortos que tenha criado. No passado eu me irritava muito com o Daniel Filho, e hoje não tem mais nada. Mandei uma carta para ele, que me respondeu, está tudo bem. Eu não tenho raiva de ninguém, já passei por muitas coisas na minha vida, passei por cima disso.

Futuro

A minha hora um dia vai chegar e eu vou provar que eu sou capaz de dirigir e incomodar.
Todo mundo que conversa comigo, do Boni ao Sílvio Santos, me fala da minha capacidade como profissional, do meu empenho artístico. Todo mundo fica impressionando, eu sou um trator trabalhando.

Astro pornô

Eu é que me convidei para fazer pornô. Em 2004 só se falava da Carla Perez e da Sandy. Eu pensei: "Vou procurar o que fazer. E o que eu gosto de fazer? Sexo". Aí eu fui atrás das Brasileirinhas [produtora de filmes adultos] e fiz. Foi uma bandeira difícil de levantar, você cria um desconforto social, familiar, deixa de ser convidado para uma série de coisas. Literalmente, fazer cinema pornô é uma f... Eu nunca tive problema com isso, e por isso eu dei a volta por cima. Não me arrependo de ter feito os filmes, mas da maneira como tudo aconteceu. Foi tudo muito rápido, entrou uma grana forte e eu precisava dela. Eu não me preocupei que isso pudesse limitar minhas chances no mercado porque eu estava limitado por força da vida, pelo preconceito que as pessoas têm comigo, de achar que eu sou um bad boy, um pitbull. Hoje eu não faria mais. Quer dizer, se você chegar aqui com R$ 1 milhão eu não vou ser hipócrita de dizer que não. Não vou falar que se eu não estiver fazendo nada eu não vou fazer. No momento, não quero e não preciso. Minha idade é outra, a cabeça também.

“Tipo um garoto de programa”

Quando me chamaram para fazer um filme com a travesti Bianca Soares, eu parei para pensar: "Poxa, ela é uma travesti, e o travesti não deixa de ser homem. Como é que vai ser? Não é minha pegada". Aí eu olhei pra trás e não tinha nenhum convite de nenhuma televisão. Falei para o diretor: “Me dá R$ 150 mil e eu faço”. Fiz tipo um garoto de programa. Ele disse que não acreditava que eu ia fazer. Pedi para levar o dinheiro para o motel. Ele chegou lá com a grana. Eu falei: “Beleza, faço”. A Bianca ficou mais nervosa do que eu. Tem muito homem que é louco por uma travesti, mas fica dentro do armário. Eu não. Eu fui lá, fiz o filme, ganhei o dinheiro e ainda mostrei como se deve pegar um travesti.

O filho

É um bloqueio muito simples o que eu tenho com o Mayã. Meus pais se separaram quando eu tinha 9 anos. Muito cedo eu estava sozinho na guerra. Outra coisa: eu não me preparei para ter esse filho. Ele não é fruto de um amor. É fruto de uma transa. A criança não tem culpa, é a frase chavão. Só que eu também não. Nasceu. Eu não fujo das minhas obrigações como pai. Dou dinheiro e faço tudo para estar junto nas datas, minha mãe e minha irmã são loucas por ele. Só que eu tenho que ser sincero. Eu não aceito. E não vou para psicólogo, para analista nenhum, não é a hora. Mais para frente, se eu quiser procurar ele e ele me aceitar está ótimo, se não quiser, está valendo. A vida é assim. Só que há poucos dias, eu comecei a conviver com o Enzo Gabriel, que tem 4 anos e é filho da minha namorada. Levo o Enzo para a escola, troco fralda, vou ao judô, ao cinema, ao teatro, brinco. Eu comecei a pensar, sabe... eu perdi um tempo com o meu filho. Uma criança de 4 anos está ensinando um homem de quase 50 anos a viver. Isso talvez um dia me aproxime do Mayã.

Emoções

Eu sou um cara que choro pra caramba. Direto. Com programas de televisão, inclusive. Sábado estava vendo o programa do Luciano Huck e chorei, me emocionou demais. Outro dia chorei em plena 23 de maio [ avenida movimentada de São Paulo], de saudades do Enzo. Choro quando lembro do meu pai. E não escondo nada, choro. Por isso as pessoas ou me amam, ou me odeiam.

Drogas

Eu parei. Tive várias paradas e várias recaídas, até quando eu senti que devia parar. Usava cocaína, porque maconha eu parei no meio dos anos 80. Usei ecstasy também. Eu estava perdendo tudo. Uma hora, achei que ou parava, ou morri. Pensei: “Vou morrer antes da minha mãe?”. As drogas me encheram o saco, me deixaram aflito, me estragaram a saúde. Mas não tenho medo de morrer não. Não tenho medo de nada. Está tudo programado na vida.

Movimento LGBT lutará por direitos de transexuais

O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLS GLBT ou GLBT de São Paulo, Ideraldo Luiz Beltrame, afirmou durante entrevista coletiva realizada hoje que a maior demanda do movimento atualmente é, além da criminalização da homofobia, a garantia dos direitos das travestis e transexuais. Segundo Beltrame, parte dos homossexuais já é reconhecida pela sociedade, mas as transexuais ainda enfrentam sérios problemas.

A coletiva contou com a participação de representantes do movimento e autoridades oficiais. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que a realização da Parada Gay é o exemplo mais emblemático de que na capital paulista prevalece o respeito à diversidade e à cidadania.


Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, também esteve presente e elogiou o tema escolhido para a 15ª edição do evento, "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!". A frase, que faz apologia a um mandamento bíblico, havia sido criticada na ocasião de seu lançamento.


A senadora Marta Suplicy criticou a atuação dos congressistas em relação ao pouco apoio dado às causas GLBT nos últimos anos e defendeu a aprovação do PL 122, que criminaliza a homofobia.


A cantora Preta Gil, eleita diva da 15ª Parada Gay, chegou à coletiva "toda trabalhada no brilho", reforçando seu apoio à causa. Ela se disse honrada com o posto de diva e afirmou: "Espero poder participar da parada todos os anos, independente de ser diva ou não, apesar que eu acho que serei diva para sempre".


O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, reafirmou o caráter político do evento: "É uma festa da cidadania, não é só um carnaval fora de época". Sobre a união de casais homossexuais, ele ressaltou: "Nós não queremos destruir a família de ninguém, queremos construir a nossa".

Liberdade GLS

Estamos acompanhando na Tv e jornais nos últimos tempos uma nova onde de liberdade gay. Com reconhecimento de união estável, parada gay sendo um sucesso, novelas com mais gay's, enfim, era disso que precisavamos, a cada dia percebo que temos mais espaço e liberdade para expressar nossas idéias e sermos cidadãos de verdade.

Eu sendo bisexual e crossdresser também vou começar a experimentar mais essa liberdade, quero poder entrar numa loja feminina e poder dizer que a roupa é para mim, quero sair a noite montada, entrar em um motel com outro homem numa boa, menin@s, chegou a nossa vez!

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