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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A cada dia, oito casos de violência contra homossexuais são denunciados ao Disque 100

Serviço da SDH recebeu 2.830 denúncia entre janeiro e novembro de 2012. Segundo o presidente da APOGLBT, número de ocorrências é muito maior.
 De janeiro a novembro de 2013, o Disque 100, serviço telefônico da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), recebeu 2.830 denúncias de violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). O serviço recebe, em média, oito denúncias por dia.

No entanto, ressalta o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Fernando Quaresma, o número de denúncias está longe de representar o que acontece na realidade. “Não é um número real. É um número elevado, mas não é real, porque não engloba pessoas que não conseguem assumir a sexualidade e que sofrem com a homofobia, nem casos de homicídio em que as famílias não assumem que a pessoa morta era LGBT. Há muitos outros casos que não entram na estatística que é feita. O número de casos é muito maior”, disse Quaresma, em entrevista à Agência Brasil.


O Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, divulgado pela SDH, informou que, de janeiro a dezembro de 2011, 6.809 violações de direitos humanos foram relatadas ao Disque 100, à Central de Atendimento à Mulher e à Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a secretaria, tais violações envolveram 1.713 pessoas, o que deu uma média de 3,97 violações por vítima. Só o Disque 100 recebeu 4.614 denúncias de homofobia naquele ano.


A própria secretaria reconhece que as notificações não correspondem à totalidade dos casos de violência homofóbica, já que muitos deles não são denunciados.


O Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública de São Paulo registrou 50 ocorrências de homofobia somente no primeiro semestre deste ano. Pelas projeções do núcleo, o ano de 2012 deve terminar com aumento de 15% no número de casos em comparação com as ocorrências do ano anterior, quando a Defensoria recebeu 66 relatos.


“Desde 2007 [quando o núcleo foi criado para receber denúncias e dar entrada em processos administrativos referentes a casos de homofobia), em todos os anos, têm aumentado [o número de relatos de violência homofóbica]. Nunca houve retrocesso. E ultimamente os registros têm aumentado muito, seja porque há mais casos de violência por discriminação, seja porque as pessoas denunciam mais”, destaca a defensora pública Vanessa Alves Vieira, coordenadora do núcleo.


A Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, que analisa as denúncias e, em caso de constatação de ato homofóbico, instaura processo administrativo com base na Lei Estadual 10.948, de 2001, recebeu 264 processos por homofobia no período de 2002 a 2012. Deste total, 117 processos ainda estão em andamento.


“A população LGBT, até dez anos atrás, era 'invisível', ficava ‘dentro do armário’, no jargão popular, e não reivindicava seus direitos e espaços, nem denunciava a violência que sofria. De dez anos para cá, isso mudou consideravelmente”, ressaltou a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria Estadual da Justiça de São Paulo, Heloisa Gama Alves. Segundo a secretaria, em 2011, foram instaurados 63 processos. De janeiro a julho deste ano, foram abertos mais 34 processos. A secretaria informou que nove multas e 46 advertências foram aplicadas desde que foi aprovada no estado a lei que prevê esse tipo de punião. Quando os casos envolvem estabelecimentos comerciais, a lei preve suspensão ou a cassação de licença de funcionamento.


“Uma lei que criminalize a homofobia só pode ser [instituída] por meio de lei federal aprovada no Congresso. A lei em vigor no estado [de São Paulo] é de cunho administrativo, ou seja, a vítima de homofobia faz uma denúncia, que chega à Secretaria de Justiça e, se há indício de conduta homofóbica, instaura-se um processo administrativo”, explicou Heloisa. Segundo ela, nos casos de homofobia, o que mais tem chamado a atenção da secretaria é o crescimento da violência dentro das próprias famílias,. “Tem havido muitas denúncias de agressão verbal por parte de parentes, de pessoas do ciclo íntimo da vítima”.


A delegada Margarete Barreto destaca que a violência homofóbica ocorre em toda parte, embora seja mais frequente na rua e no trabalho. A titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância aponta o xingamento como o tipo mais comum de violência contra a população LGBT.


Para a delegada Margarete, uma forma de evitar a violência homofóbica seria discutir “a fundo” a questão do preconceito. “É importante investir em políticas públicas preventivas. No Brasil, temos uma mania: quando aparece um crime, aumenta-se a pena para esse crime, mas não se discute a questão a fundo. Temos que discutir o preconceito em sua raiz. Todos eles. O racial, o religioso, o social, a intolerância esportiva. Temos que escancarar, abrir essas cortinas totalmente. Não só um pedacinho”.


Ela defende ainda alterações no Código Penal, com aumento das penas para crimes de ódio. “Melhor do que uma lei que criminalize a homofobia seria uma qualificadora genérica para crimes de ódio, que alcançaria tanto crimes de racismo quanto homofobia e intolerância religiosa." Na opinião da delegada, tecnicamente ficaria melhor e não haveria tanta resistência de algumas bancadas para aprovar a lei. Assim, se ocorrer um homicídio que tenha como motivo a homofobia, o criminoso responderá pelo crime de homicídio e terá a pena aumentada ou agravada por causa da motivação homofóbica, explicou.


Para Fernando Quaresma, porém, a proposta da delegada não resolveria o problema no todo. “Realmente, poderia haver um agravante em relação a homicídio ou lesão corporal por questão de discriminação ou orientação sexual. Isso pode ser feito, mas a homofobia não ocorre só na hora em que a pessoa apanha ou morre. Ela ocorre também nas escolas, nas famílias, nas religiões. O agravante não abrangeria estas situações." Por isso, Quaresma defende a aprovação do Projeto de Lei (PL) 122, que criminaliza a homofobia e está em tramitação no Congresso.


A defensora pública Vanessa também defende a aprovação do projeto. “O PL 122, que está em andamento, prevê que os crimes praticados por orientação sexual tenham pena mais rigorosa. Acredito que a lei [quando aprovada] possa contribuir para mostrar à sociedade que essas condutas não podem ser toleradas”.


Existem vários canais disponíveis para denúncias de violência homofóbica, que podem ser feitas pessoalmente, em órgãos estaduais, como a Defensoria Pública e a Secretaria de Justiça, no caso de São Paulo, ou pelo Disque 100. Heloísa lembra, porém, que, para fazer a denúncia, é preciso buscar testemunhas e fazer um boletim de ocorrência. “Isso é importante mesmo em casos de agressão verbal ou xingamentos. Hoje é possível fazer o boletim de ocorrência [em caso de agressão verbal] pela internet. O mesmo boletim de ocorrência eletrônico feito em São Paulo para perda de documentos ou furtos, hoje é possível também para casos de injúria, calúnia e difamação”.
 

APOGLBT confirma o 12º Gay Day no Hopi Hari

Atividade integra a programação oficial do 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo e ocorre no dia 9, véspera da Parada.A 12ª edição do Gay Day, promovido pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) será realizada em Hopi Hari, maior parque temático da América Latina, no dia 9 de junho, a partir das 11h. A atividade integra a programação oficial do 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo e, como de costume, ocorre na véspera da Parada realizada na Avenida Paulista.

O Hopi Hari já recebeu o Gay Day em edições anteriores, sendo a última realizada em 2007. A volta da atividade para o parque será marcada com uma novidade: simultaneamente, ocorre o Hopi Night, que reúne música eletrônica, performances artísticas e tecnologia. O evento traz o tema “Alien Experience”, com a proposta de surpreender os visitantes com um show de projeções visuais e o conceito de proporcionar uma viagem sensorial ao som do DJ Cyborg, que comanda a balada a partir das 18h.


“Numa época em que enfrentamos tanta resistência do setor privado para a sensibilização com a nossa causa, a parceria demonstra que o Hopi Hari tem compromisso com a inclusão no combate à homofobia”, afirma o presidente da APOGLBT, Fernando Quaresma, que convida a todos os manifestantes para mais uma vez ocupar o espaço e levarem a alegria e irreverência do Orgulho LGBT ao parque.


Especialmente para a ocasião, o Hopi Hari, em parceria com a APOGLBT, concederá desconto no valor do passaporte, sendo vendido antecipadamente a R$ 59,00. O preço promocional é válido para a compra realizada diretamente da sede da APOGLBT (Praça da República, 386, conj. 22) ou no estande identificado durante a 12ª Feira Cultural LGBT, marcada para o dia 7 de junho (quinta-feira, feriado de Corpus Christie), das 10h às 22h, no Vale do Anhangabaú.


Mais informações sobre a programação, transporte e ingressos podem ser consultadas em
www.hopihari.com.br. A APOGLBT também esclarece dúvidas nos telefones  (11) 3362-8266  e  (11) 3331-5556 , e pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br.


Sobre o Gay Day


Promovido pela APOGLBT desde 1999 como atividade integrante do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, atualmente é considerado o maior evento LGBT em espaço privado do país, com público estimado em 9 mil pessoas. Surgiu nos moldes de realizações semelhantes que ocorrem anualmente em famosos parques de diversões estrangeiros, como no Walt Disney World (EUA).


Apesar de seu caráter celebrativo, o principal objetivo do Gay Day é promover a autoestima da população LGBT, através do convívio fraterno com os demais públicos do parque, formados em sua maioria por crianças, jovens e famílias. A atividade também serve de alerta para o sofrimento causado pela homofobia na infância e para a necessidade da formação da cidadania pautada no respeito às diversidades.



16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo


O calendário anual de atividades culturais e político-sociais promovido pela APOGLBT chega a sua 16ª edição com o tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização!”. A reivindicação é para que seja aprovado o projeto Escola Sem Homofobia, que visa preparar os professores da rede pública para o combate ao bullying homofóbico, e o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06 - há seis anos em tramitação no Senado –, que pretende criminalizar a homofobia em âmbito nacional, assim como está previsto para o racismo e outros crimes de ódio.


Além do 12º Gay Day, a programação conta com o Ciclo de Leituras Dramáticas (8, 12, 22 e 29 de maio, na Livraria da Vila - Lorena), o 10º Ciclo de Debates (28, 30, 31 de maio e 1 de junho, no SESC Consolação), a 12ª Feira Cultural LGBT (7 de junho, no Vale do Anhangabaú), o 12º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade (8 de junho, na Academia Paulista de Letras) e encerra com a 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (10 de junho, na Avenida Paulista).



Sobre o Hopi Hari


Localizado a 15 minutos de Campinas e meia hora de São Paulo, Hopi Hari conta com completa infraestrutura. Em uma área de 760 mil m², o parque oferece atrações para todos os gostos e idades, variedade de alimentação, espaço exclusivo para mamãe e bebê, espaço para guardar mochilas e pertences, locação de carrinhos de bebê, serviço médico, além de sanitários, fraldários e bebedouros em todas as regiões. Serviço de atendimento ao visitante disponível em todo o horário de funcionamento do parque. Estacionamento para 5 mil veículos.


O parque ainda conta com diversas saídas de ônibus localizadas em pontos estratégicos da região metropolitana de São Paulo, para facilitar a comodidade e o acesso do público. Para quem deseja ir de carro, o estacionamento possui vagas para 5 mil veículos.


Mais informações sobre a programação, transporte e ingressos podem ser consultadas em
www.hopihari.com.br. A APOGLBT também esclarece dúvidas nos telefones  (11) 3362-8266  e  (11) 3331-5556 , e pelo e-mail paradasp@paradasp.org.br.

Parada Gay 2013 Parada Gay de São Paulo 2013

A primeira manifestação do orgulho gay no Brasil aconteceu em São Paulo, em 1996, e desde o começo teve uma carcaterística curiosa: seu público record. A edição deste ano contou com um milhão e meio de pessoas. Em 2005, o número subiu para 1,8 milhão e, em 2007, a organização estimou cerca de 3,5 milhões de participantes. Esse número a converteu no maior evento do mundo desse gênero, com um público massivo tanto do Brasil, como internacional. 
A Parada Gay, cujo nome oficial é Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), acontece na Avenida Paulista e a cidade fica praticamente interditada durante sua realização. A festa, que possui como objetivo principal a reinvidicação dos direitos do coletivo, também organiza debates, seminários, shows e palestras sobre o assunto. A cada ano, possui um tema diferente. Pesquise voos baratos para São Paulo e desfrute da parada Gay 2012

Parada Gay 2013

A Parada Gay 2012 de São Paulo foi a 16ª edição do Mês do Orgulho LGBT, e acontecerá no dia 10 de Junho 2012. O lema dista edição vai ser "Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!". O acontecimiento vai ser muito importante por ser a 16ª edição e a previsão é de que a festa tenha um público ainda maior que os outros anos.
Na Parada Gay 2013 o desfile e os demais eventos serão organizados pela Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. A previsão é de que a festa tenha um público ainda maior que os outros anos, diversos trios elétricos, espetáculos, uma feira cultural e exposições. Saiba mais no site oficial da entidade.

Hotéis gay-friendly em São Paulo

Pode encontrar muitas opções interessantes de hotéis gay-friendly em São Paulo com eDreams para a Parada 2013.

Calendário Parada Gay 2013 no Brasil

Neste ano 2011 é a 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, é aborda o problema da homofobia. A celebração será em Junho 2013.

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