Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dicas para quem quer se transformar em travesti

Ola hoje vou dar umas dicas para aquelas pessoas q sente q tem essa essencia feminina e querem virar lindas bonecas....
Primeira dica q eu dou:vc realmente tem q ter a certeza d q e isso q quer...nao vire travesti por modinha,nem pq vc acha bonitinho..vire para adequar seu psicologico com seu corpo....
Tendo a certeza d que e isso q vc quer..e tendo a consciencia d que nao sera facil pq a sociedade realmente e muito preconceituosa quando o assunto e travesti e tendo a consciencia d q vc ira pagar o preço d suas escolhas assim como eu pago o preço...c vc esta decidida entao la vai...

Preimeiramente monte um guarda roupa femininino e aos poucos use por exemplo uma blusinha feminina com uma outra peça de roupa masculina para a sociedade nao ir percebendo....foi o q eu fiz e deu certo..
Segundo:comesse a se hormonizar..uma coisa q eu digo qualquer pilula ou injeçao d hormonios da efeito....quando eu tomava hormonio tomava 3 comprimidos por dia e so!nunca fiz receitas e coqueteis mirabolantes para ter uma imagem feminina ...nao precisa so com 3 comprimidinhos de ciclo 21 ainda consegui meus seios e varias outras coisitas mais...mais hje eu parei d tomar hormonios por causa do alto indice d cancer e outras doenças q a pilula tras(fiquei com medooorsrsssr)

Terceiro:o cabelo e o grande trunfo da travesti quando mais comprido tiver mais disfarça os traços masculinos...fora q modela o rosto..portanto deixe seu cabelo crescer hein mocinha?!
Quarto:maquiagem tbm e o grande trunfo das travestis base,po,corretivo..sao essenciais(eu nao saio sem ta de base e po)aconselho a vc nao ezagerar na maquiagem pois c exagerar vai ficar muito em evidencia q e travesti pq os traços masculinos por si só ja sao meio exagerados entao nada d make d drag hein..maquiagem discreta!
Quarto:outro trunfo das bonecas e o silicone avantajado que alem d super feminino..desvia a atençao(assim como o cabelo)e disfarça mais ainda q vc nao e mulher...quanto mais seu corpo ficar modelado como mulher +vc vai passar batida nos lugares...
Quinto trunfo:roupas bonitas elegantes e nada muito extravagante pq a imagem d travesti ja passa uma imagem pesada imagina com um vestidinho rosa choque de latex?nao da ne?ficaria muito em evidencia q somos travesti..nada aver...
Aconselho usar roupas mais sobrias como as propias garotas usam.shorts jeans.blusinha basica...acessorios bacanas como brincos de argola pulseiras emfim....
Ou seja quando somos travestis..principalmente na sociedade precisamos estar discretas nada d dar uma d bixa escandalosa...pq ai ja viw ficamos mais visadas ainda do q ja somos...entao e isso nem essas sao as dicas principais.....
Espero ter ajudado aquelas q realmente querem dar esse passo em suas vidas...
E igual eu falei nao e facil..mais nois temos q correr atras de nossa felicidade ne?bjxxxxx


Tenho Tido Vontade de Sair com um Travesti. Será que Sou Gay?

Tenho 32 anos e sempre namorei com mulheres, nunca tinha tido dúvidas sobre minha orientação sexual até então. Mas de uns tempos para cá, tenho fantasiado com travestis e estou com muita vontade de fazer sexo com um deles. Mas é claro que venho reprimindo esse desejo, pois tenho medo do que as pessoas possam achar e tenho medo que isso possa indicar que sou gay. Me ajudem, por favor.

 Se existe algo que ainda é um tabu gigantesco na sociedade, são as travestis. Nem me refiro ainda ao sexo com elas, me refiro a invisibilidade na qual elas são submetidas. Falamos  sobre isso em um outro texto:

“Além de terem nascido em um corpo que não corresponde com sua mente, as travestis são, talvez, as maiores representantes da classe dos invisíveis existentes na sociedade – o que chega a ser irônico, dada a aparência excêntrica delas. Ninguém fala sobre a situação de discriminação que elas vivem. Travesti já nasce sem oportunidade – ou vai trabalhar em salão de cabeleireiro ou vai pra ruas. Nem casas noturnas costumam as aceitar, quem dirá os outros estabelecimentos. Pense bem, quantas travestis você conhece que trabalham em lugares que não sejam esses dois citados? E não venha me dizer que não conhece porque provavelmente existem poucos travestis no mundo – basta dar uma voltinha pelos seus pontos de encontro que com certeza irá mudar de opinião. E aí, como fica? O que acontece com as travestis que não querem ser prostitutas e nem cabeleireiros? Essa situação deveria ser caso de cotas, como as de deficientes – todo estabelecimento responsável deveria ser obrigado a contratar uma porcentagem de funcionárias travestis. Seria um tapa lindo na cara dos preconceituosos e traria de volta a dignidade dessas pessoas.”
Ou seja, o tabu é tão grande que mal se pode falar sobre a existência delas, quem dirá falar que sente tesão por elas. Isso nos leva de volta à questão já muitas vezes abordada aqui no Casal Sem Vergonha, sobre a intrigante mania que as pessoas têm de precisar definir tudo. Queremos dividir bilhões de seres humanos únicos em categorias limitadas – gay, hétero ou bi. Mas existe muita gente que não se enquadra e nenhuma dessas categorias – e passa a vida sendo convencido de que deveria se encaixar em alguma delas.
Um exemplo clássico são homens que, como você, sentem desejo por travestis. Durante muito tempo da minha vida, tentei entender em qual categoria essas pessoas se enquadravam. Nunca consegui uma resposta concreta, porque não acreditava que apenas gostar de sexo anal, por exemplo, pudesse transformar um homem em gay – já que ser gay implica em uma outra série de desejos e comportamentos, não tem nada a ver com sentir prazer em uma parte específica do corpo. Até que um dia, ao entrevistarmos o psicólogo e sexólogo Cláudio Picazio, perguntamos quais os motivos para um homem querer sair com um travesti. E ele respondeu da forma mais simples e esclarecedora que eu poderia esperar:
“Muito simples. Porque ele gosta de um travesti. Um cara que sai com um travesti não é um gay incubado, porque é mais fácil sair com outro homem. Alguém se encontrar com um homem no carro, é mais fácil – “Esse aqui é meu amigo lá do futebol”. E é mais fácil também sair com uma mulher. Então, ele sente tesão por um travesti. Por essa mulher com pênis. Ele tem tesão em ser penetrado sim, mas por um homem? Não. Por uma mulher. Ele não é gay – ele deseja uma mulher com pinto. Tem mulheres que usam um pênis de borracha e comem seus maridos. Ok. Provavelmente se isso não acontecesse, eles irias procurar travestis. Ele sente prazer com penetração anal, mas ele não quer um cara. Ele quer uma mulher.”

Concurso elege a transexual e travesti mais bonita de Minas Gerais

O Miss Pantera Transsex 2013 faz parte dos eventos do Dia Sem Preconceito
 
Um concurso escolheu a transexual e travesti mais elegante e bonita de Minas Gerais na noite desta sexta-feira (27), em um shopping de Belo Horizonte. O Miss Pantera Transex 2013 faz parte das ações da segunda edição do festival Dia Sem Preconceito.

Foram 10 candidatas que desfilaram em maiôs, shortes e camiseta e vestidas para baile de gala. Entre cada desfile, apresentações artísticas animaram o público no local. Além da Miss Pantera, também foram eleitas a mais carismática, mais fotogênica e mais elegante.

A ação busca também promover o respeito e se afirmar contra a violência das transexuais e travesis. Para uma das organizadoras do evento, Luiza Pheiffer, o preconceito diminuiu, mas ainda há muito pelo o que lutar

— É preciso mostrar para a sociedade que somos gente como qualquer pessoa. Estão matando muitas travestis, muitas transexuais, precisamos parar com isso.

Uma das participantes do concurso, a transexual Clara Gouveia, de 25 anos, conta que saiu da casa dos pais com 18 anos, para evitar mais constrangimentos com a família. Quando conseguiu seu primeiro emprego, ela foi alvo do preconceito de colegas de trabalho.

— Fizeram um abaixo assinado para que eu usasse o banheiro masculino. Minha surpevisora me disse que eu não precisava ficar preocupada, porque eles me contrataram sabendo o que eu era e que era opcional para mim usar o banheiro masculino ou feminino.

O dono do shopping onde foi realizado o concurso, Elias Tergiline, afirma que a iniciativa é essencial para as empresas que querem ser pioneiras na luta pelo preconceito.

— A gente vê o mundo empresarial colocando o preconceito acima dos lucros. Todas as empresas deviam fazer esse tipo de evento.

A vencedora do Miss Pantera Transsex 2012, Gabi Campbel, participou desta edição como jurada. Ela conta que toda a produção não sai barato e que as candidatas precisam se esforçar serem vencedoras.

— Um título é sempre o título. Eu brinco, dizendo que eu vim aqui passar a coroa, mas o título eu vou ter para sempre.A vencedora do Miss Pantera Transsex 2013 foi transexual Ashley Kathy. Ela ficou emocionada e desfilou novamente, com faixa e coroa, para os jurados. Ela afirma que o concurso é muito importante na valorização da comunidade transex.

— As travestis estão precisando se mostrar para o povo, não na avenida. Elas precisam se mostrar ao público. A sociedade precisa ver nós todas.

Carteira com nome social para travestis é lançada em Belém

Documento será emitido pela Polícia Civil no mesmo papel do RG.
Carteira substitui o RG nos órgãos e entidades do poder executivo do Pará.

Carteira de identidade social é lançada em Belém. travestis (Foto: Cláudio Santos/ Ag. Pará )

Começam a ser emitidas nesta quinta-feira (3), em Belém, as primeiras carteiras com nome social para travestis e transexuais, que permitirá o reconhecimento das pessoas pelo nome com o qual se identificam. O documento será lançado às 17h, em uma cerimônia no Hangar – Centro de Convenções e Feira da Amazônia. Às 15h iniciará a emissão da carteira para as pessoas que estão cadastradas junto a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) por meio do programa Oportuniza Pará, de promoção à cidadania LGBT.
A carteira de nome social será emitida pela Polícia Civil, em papel cédula, com ícones de segurança, assim como é com o RG. O documento é válido nos órgãos e entidades do poder executivo do Pará. O direito foi assegurado pelo Decreto 726/ 13, publicado em maio no Diário Oficial do Estado.
O segmento homossexual do Pará comemora a conquista, resultado de anos de luta dos movimentos sociais. Graziella Bittencourt, 18 anos, sempre se sentia constrangida quando era chamada de Mateus. O nome masculino já não a representava socialmente. Como 5% da população paraense, ela é uma das travestis que, agora, podem ser chamadas pelo nome com que são reconhecidas socialmente.
Com a carteira de nome social, Graziella não passará mais por situações de constrangimento. Integrante do Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Greta), ela diz sentir-se incluída e reconhecida socialmente a partir da oficialização da mais nova identificação.
 coordenadora da Livre Orientação Sexual da Secretaria de Estado de Justiça de Direitos Humanos (Sejudh), Bruna Lorrane. (Foto: Cláudio Santos/ Ag. Pará ) “A carteira com nome social vem após uma grande luta das meninas, principalmente do grupo de que faço parte, o Greta, então, para mim, o documento é uma resposta do governo do Estado, dizendo que está olhando e trabalhando por nós. A presença de uma representante do segmento na Sejudh reforça este retorno, pois ela sabe dos nossos problemas e atua de forma a combater os pontos críticos”, reconhece Graziela, referindo-se à coordenadora de Livre Orientação Sexual da Sejudh, Bruna Lorrane.
De acordo com a diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, delegada Simone Machado, o primeiro Estado brasileiro a adotar a carteira de nome social para travestis e transexuais foi o Rio Grande do Sul, mas apenas como documento auxiliar ao registro geral (RG). O Pará, assim, é pioneiro ao assegurar no documento os dados civis. “Substituímos o RG pela carteira de nome social, ao contrário do Rio Grande do Sul, onde ela é valida apenas mediante a apresentação da carteira de identidade”, frisa.
Bruna Lorrane, que também é militante de movimentos sociais, afirma que o documento é uma resposta do governo à população travesti e transexual do Pará. “A carteira de nome social era uma ânsia, uma necessidade desta comunidade, que há muito tempo, principalmente no que diz respeito à população trans, luta para garantir”, destaca.
“Em todas as instituições do governo do Estado, o documento terá validade de identificação social. Nas escolas, hospitais e órgãos de segurança, servidores estarão capacitados a receber a carteira. Portanto, em toda prestação de serviço público estadual deve ser aceita”, reforça a coordenadora.
Serviço: Lançamento da carteira com nome social, nesta quinta-feira (3), no Hangar, em Belém. As interessadas em adquirir o documento devem declarar-se travesti ou transexual em entrevista a psicólogos e assistentes sociais da Sejudh, que fica na Rua 28 de Setembro, 339. Somente a partir daí, podem ir à Delegacia Geral, na av. Magalhães Barata, portando duas fotos 3x4, o RG original e um comprovante de residência atualizado.

Os medos do homem: desemprego, tamanho do pênis, ficar sozinho e traição

O que eles levam para o divã? Quatro psicólogos falam sobre os temores mais comuns do sexo masculino. Achar que o pênis poderia ser maior, ser criticado e ter a relação terminada pela parceira são alguns deles.
Medo de perder o emprego e ficar pobre é comum entre homens, dizem especialistas
“Não é o tipo de coisa que eles falam socialmente, entre os amigos, mas na conversa surge”, diz Marisa de Abreu, psicóloga clínica, sobre um dos medos dos homens que costuma atender: o de ter muitas mulheres e não conseguir um relacionamento sério com nenhuma.
Aos ouvidos de muitos caras, este medo pode parecer uma piada e ir de encontro à imagem daquele “macho alfa” rodeado de mulheres, mas Marisa afirma que embora eles dificilmente admitam isso em uma mesa de bar, ele existe. “É o medo de ter muitas garotas e não se apaixonar por nenhuma, ou seja, de que a quantidade não ofereça uma pessoa com quem ele possa manter um relacionamento de qualidade.” No fundo, soa mais como o medo de ficar só.
E quando se trata de ficar sozinho, a situação pode ser extremamente grave, segundo o psicólogo Antonio Carlos Alves de Araújo, com 25 anos de experiência. “As relações estão cada vez mais efêmeras, não aliviam a angústia. A rede social é um passatempo, não vai eliminar o efeito da solidão porque não tem base consistente, não é um amigo com história. Você vai eliminar o medo quando tem uma história”, afirma.
Em seu consultório, Araújo revela que boa parte de seus pacientes é do sexo masculino, opinião compartilhada por outros dois especialistas, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, mas no caso de Marisa, isso não ocorre. “Não, a maioria aqui é de mulheres. A proporção já foi bem maior há uns 15 anos, mas elas são maioria. Às vezes tem aquela coisa machista de homem que é homem resolveu seus problemas sozinhos.”
“Antigamente não tinha tanto homem. Hoje em dia tem bastante, eu diria que é de igual para igual, e tem crescido o número de adolescentes, entre 18 e 25 anos”, revela Amaury Mendes, professor e médico do ambulatório de sexologia da UFRJ. Ailton Amélio da Silva, psicólogo e professor da USP, acredita que eles tendem a procurar por profissionais do mesmo gênero porque se sentem mais à vontade: “Sendo outro homem, eles imaginam que serão compreendidos, melhor acolhidos”.
Marisa pode ter menos pacientes do sexo masculino que Antonio, Ailton e Amaury, mas ao serem questionados sobre quais são os maiores medos que eles observam nos homens, os quatro traçam panoramas parecidos – curiosamente, nem sempre eles envolvem doença ou morte – que se complementam quando colocados lado a lado. Veja quais são abaixo:
NU COM A MÃO NO BOLSO
“O homem é ligado à identidade profissional dele. Na nossa cultura a identidade masculina é muito definida pelo sucesso, e o grande medo deles é o fracasso na área profissional. A autoestima vai para o brejo. Se a pessoa perde o emprego e fica muito tempo sem, já começa a se deteriorar”, avalia Ailton. “O maior medo não é nem doença e morte, é a pobreza, perder o emprego, ficar em dívida, não pagar. É importante entender que as pessoas adquiriram um padrão de vida que, comparado ao século passado, não se imaginava. Isso traz um medo da perda”, completa Antonio.
SOLIDÃO
Autor de estudos sobre a solidão, Antonio Carlos diz que um dos grandes temores do homem – e possivelmente das pessoas em geral – é ficar sozinho. “As pessoas já não querem casar tanto, não querem união estável. O pessoal quer ficar, e, ao mesmo tempo, tem medo da solidão que bate. O maior índice de suicídios acontece entre sexta e domingo, os dias em que há uma pressão social para que você esteja com alguém. É um levantamento do Estado que apenas profissionais têm acesso.”
TIMIDEZ E NÃO PODER FALAR “NÃO”
Para Marisa, a timidez costuma ser um dos obstáculos para o homem na hora de tomar a iniciativa em uma conversa com uma mulher. “Pega o homem para burro, principalmente entre os mais jovens. A sociedade cobra aquele que não toma iniciativa, que é menos proativo”, diz Ailton.
No entanto, quando elas tomam a iniciativa, outro medo pode aparecer, de acordo com o professor da USP, o de não poder “não”. “Existe um mito de que o homem tem que estar sempre pronto, não pode falhar, tem que corresponder as expectativas sociais. Ele se cobra, sente que não está funcionando, que não é tão macho. Não pode.”
“Para alguns homens pode ser extremamente incômodo porque eles acham que não podem recusar. O homem generaliza, acha que mulher é mulher e acabou. Acha que não pode recusar, que ela chegou, cantou, tem que comer. Mexe muito com a questão da masculinidade, ele pensa que se recusar vão achar que ele é gay”, analisa Amaury. No cenário levantado pelo especialista, eles se sentem desconfortáveis ao serem abordados por elas, e vale aqui uma reflexão que nada tem a ver com os medos masculinos e foi levantada recentemente pelo site Olga e a campanha “Chega de Fiu Fiu”: quantas mulheres não se sentiram incomodadas com a cantada que pode ter sido, na verdade, um assédio da nossa parte? Pense um pouco nisso antes de seguir a leitura.
FIM DA RELAÇÃO
“O homem é mais dependente do relacionamento que as mulheres. Nessa linha quem mais me liga aos finais de semana é o homem, não as mulheres”, conta Ailton, que diz manter um celular ligado o tempo todo caso os pacientes, quase sempre do sexo masculino, se encontrem em situações de emergência. “Quem mais faz uso são eles, ao contrário daquela imagem de durão. Com o terapeuta eles sofrem.” O psicólogo afirma ainda que começa a sair com várias mulheres após o fim de um relacionamento não é a solução: “Não é sinal de força, é de fraqueza. Ele não suporta o vazio, essa porção de encontros não preenche o vazio. Em 87% dos casos, segundo o IBGE, o homem também perde a guarda dos filhos”.
E A TRAIÇÃO
“Com a independência feminina o medo de ser traído também surge forte, pois antigamente a sociedade repressora garantia a fidelidade da mulher”, analisa Marisa. Além da “traição convencional”, Araújo ressalta que agora há também a pulada de cerca no campo virtual.
“Cerca de 90% dos casos de terapia de casal aqui são de infidelidade, e nem precisa ser no plano real. O cara às vezes nunca transou com outra mulher, mas trocou e-mails maliciosos. É um fenômeno moderno, de três anos para cá. O homem tem esse medo, esse pânico porque é muito fácil hoje em dia. O engraçado é que eles reclamam desses aplicativos, como Facebook e Tinder, mas não saem deles”, diz Araújo. “Eu ria no começo. O pessoal fazia terapia por causa de um e-mail. É para tanto? Quem está regulando a vida social das pessoas é o Facebook.”
MEDO DA CRÍTICA
Na análise de Antonio Carlos, as pessoas – ele não faz distinção de gêneros aqui – têm muito medo de não serem aceitas no mundo corporativo ou social, trocam de carro – no caso dos homens – a cada dois anos para agradar, e em alguns casos chegam a ter um complexo de inferioridade. “Pessoas que podem ser ricas, têm automóveis importados e não se julgam merecedores. Elas se sentem culpadas por ter uma boa casa, apartamento, veículo, e passam esse sentimento para quem está em volta, têm medo da crítica”, explica.
O psicólogo cita um exemplo do meio artístico para exemplificar sua fala. “Pega a Karen Carpenter (cantora dos anos 60 e 70). Eles eram certinhos, o Nixon os convidou para tocar na Casa Branca, era um grande sucesso. Um dia disseram que ela estava meio gorda, ela entrou em uma anorexia nervosa, morrendo em 1983. Opinião alheia tem um peso muito importante na autoestima. Aquela eugenia de [Adolf] Hitler está aí. Quem não consegue corresponder a um certo padrão dança. Pode ser famoso, rica, não tem aparato de autoestima. Medo é questão do inconsciente, não vem de fatores externos. Tem que trabalhar seu lado psicológico.”
“ISSO NUNCA ACONTECEU ANTES”
Segundo Amaury Mendes, não importa a idade, o medo de falhar na hora H aflige todos os homens, com uma tendência maior entre os jovens. “A gente tem visto uma geração de meninos criados muito dentro de casa, com essa coisa do vídeo (pornografia), a masturbação sendo uma prática constante. É masturbar e gozar. Com isso os meninos acham que é sexo rápido ali, na festa, no carro, em pé, rapidinho. Isso está fazendo com que muitos tenham ejaculação precoce e disfunção erétil.”
“Quando a mulher era submissa, duas gerações atrás, ela nem ousava dizer para o homem que queria sexo oral ou anal. Hoje grande parte dos homens têm medo quando ela diz isso, quando pede uma posição nova, eles pensam que ela já fez isso, que ela está querendo que ele mostre o quanto ele é potente”, completa o especialista.
TAMANHO É DOCUMENTO?
“O tamanho do pênis está sempre presente. Está vinculado a ter uma maior ou menor masculinidade”, diz Mendes. Segundo o ginecologista, “o grande valor do homem é o documento”, a ponto de muitos darem nomes para os seus. “O Chico Buarque comenta no filme ‘Vinicius’ que um pouco antes da morte do Vinicius, o próprio Vinicius diz que se pudesse voltar da morte, voltaria exatamente igual, mas com o pênis um pouco maior. Essa sensação [de achar que o pênis não é grande o suficiente] de certa forma estimula uma inadequação no momento do sexo. O homem fica pensando no pênis dele e que a companheira também está pensando nisso.”

Prefeito gay inicia mandato em perigosa cidade mexicana

Não é fácil ser homossexual no México. O país é o segundo no ranking dos crimes de motivação homofóbica na América Latina – o primeiro é o Brasil
Benjamín Medrano Quezada (foto: AP)
Cidade mexicana assolada por cartéis tem novo prefeito, que assumiu homossexualidade
Também não é fácil ser prefeito em alguns Estados do norte, como Zacatecas, objeto de uma furiosa disputa por parte dos Zetas e do Cartel do Golfo
E que tal ser as duas coisas de uma só vez?
Foi isso que aconteceu neste domingo com Benjamín Medrano Quezada, que se tornou o primeiro prefeito abertamente gay de Fresnillo, o município mais importante de Zacatecas.

Menino artista

Falando por um telefone celular de um carro em movimento, Medrano Quezada conta à BBC Mundo os feitos de uma vida colorida.
Relata que em 1972, aos seis anos de idade, viajou com o irmão de sua cidade natal em Zacatecas para os Estados Unidos, onde se integraram a uma caravana artística.
"Éramos os assistentes dos artistas e depois pedíamos dinheiro ao público", disse. Dessa forma, os irmãos viveram três anos e meio, enviando dinheiro para o sustento de sua família.
"Não havia telefone, nos comunicávamos por uma carta que demorava 30 dias para chegar. E nessa carta mandávamos US$ 60 (RS$ 136) por mês."
Essa experiência marcaria para sempre sua existência: "viver sozinho, sem meus pais, com muitas necessidades, mas em cidades onde as pessoas pensam diferente, onde têm uma forma de vida diferente da que temos no México, principalmente falando de respeito. E não apenas em relação à sexualidade, mas ao ambiente, ao não fumar, ao não jogar lixo. Creio que isso foi parte da minha formação".
Ele voltou ao México onde terminou seus estudos básicos e logo cursou direito. Ao mesmo tempo continuou sua carreria de cantor – "animando bares e festas" – e se integrou ao sindicato dos artistas. Lá, ao se transformar em secretário, se lançou na política.
Todo esse tempo ele viveu sua sexualidade livremente, mas sem torná-la assunto público.

Homofobia

No México – assim como quase em todo mundo – as estatísticas de crimes homofóbicos não são claras.
Em maio, no Dia Internacional contra Homofobia e Transfobia, o diretor de uma ONG indicou que o número de assassinatos cometidos contra homossexuais entre 1995 e março de 2013 era de 798.
Um deputado de esquerda, por sua vez, disse que os crimes cometidos entre 1995 e 2007 eram 627.
Mas no que todos parecem estar de acordo é que o México ocupa o segundo lugar, depois do Brasil, no ranking desse tipo de crime na América Latina: só em 2012, uma organização ligada ao governo brasileiro registrou 336 crimes considerados homofóbicos no Brasil.
Os números mexicanos não englobam todos os Estados. Segundo analistas, poderiam ser o triplo. E debaixo dos números visíveis de assassinatos se esconde, como um iceberg, uma realidade cotidiana de descriminação e abusos.
Foi essa realidade que fez Benjamín Medrano "sair do armário".

Campanha negra

Uma parada. A chamada telefônica caiu justo no momento em que o novo prefeito de Fresnillo contava sobre a violência que sentiu na própria pele. Como, durante a campanha eleitoral, começaram a circular rumores de que havia abusado de menores de idade.
Na nova chamada, ele retoma a conversação com a BBC Mundo.
"Invenções irresponsáveis sobre o mau que poderia ser feito a um povo ser governado por uma pessoa de minha orientação sexual. Disseram isso publicamente e contrataram uma empresa de telemarketing para telefonar todos os dias para as casas das pessoas de Fresnillo para falar mal”.
Essa campanha negra fez Medrano Quezada assumir sua sexualidade de maneira pública.
E para a surpresa de muitos, em uma área com reputação de ser conservadora e machista, o candidato que aceitou publicamente ser gay ganhou por uma margem ampla a prefeitura para o Partido institucional Revolucionário (PRI), no qual milita.
"Para as pessoas o que menos importa é com quem você dorme ou o que faz de sua vida privada. O que eles precisam é de resultados de seus governantes, pessoas que não fiquem ricas. Eu creio que a orientação sexual, apesar de ser o que provoca mais curiosidade mórbida, é o de menos".

Sem agenda gay

O que mais Benjamín Medrano ressalta em cada uma de suas entrevistas é que não possui uma agenda marcada por sua sexualidade.
"Minha agenda é baseada no desenvolvimento social e humano de todos que vivemos em Fresnillo, independente de sua orientação sexual", afirma.
Paradoxalmente, alguns dos ataques e críticas pós-eleitorais sugiram de pessoas que dizem acreditar que ele não está suficientemente comprometido com a causa gay.
Uma de suas declarações causou polêmica ao ser interpretada como contrária ao casamento homossexual.
"O que eu disse é que não depende de um prefeito promover ou não o casamento gay. Essa é uma tarefa exclusiva dos deputado, especialmente dos federais".
"Nunca disse que não sou favorável, serei um promotor dos direitos que temos, mas não serei o impulsor (do casamento gay), porque eu não o faria em Fresnillo. Inclusive eu disse que não me casaria", afirmou.

Guerra de cartéis

Mas em Fresnillo, município com população de 230 mil habitantes, há temas mais urgentes. Nenhum deles é maior que a segurança.
Há alguns anos, o Estado de Zacatecas se converteu em um objeto de disputa entre os Zetas e o Cartel do Golfo, já que é uma das principais rotas de tráfico de drogas entre a costa do Pacífico e o nordeste do país.
E Fresnillo está no centro das linhas de disputa. Homicídios, extorsões e desaparecimentos estão aumentando.
Em fevereiro deste ano cerca de dois mil pessoas realizaram uma marcha pela paz nas ruas do município. Muitos dos participantes tinham uma história dolorosa para contar.
Diante desse panorama, o que pode fazer o novo prefeito de Fresnillo?
"Naturalmente não é fácil. O que pretendemos fazer é, primeiro, equipar a nossa polícia, certificá-la. Fazer com que a polícia passe por controles de qualidade e dar a ela melhores salários para evitar que sejam cúmplices dos grupos armados."
Desde 15 de setembro o debate sobre sua sexualidade deve deixar de prevalecer no cotidiano de Quezada e será substituído por um outro, sobre a efetividade de sua gestão.
Durante a entrevista com a BBC surgem muitas palavras sobre o que pode ocorrer daqui por diante: pressão, expectativas, temor, transparência. Mas nem uma vez foi mencionada a palavra medo.
 

Ala gay de presídio da Paraíba é tema de Programa da Globo News



Detentos conseguiram regalias como não precisar cortar o cabelo e ser chamado pelo  
Detentos conseguiram regalias como não precisar cortar o cabelo e ser chamado pelo "nome social"

A discriminação sofrida pelos LGBT na cadeia têm sido amainada na Paraíba. Já falamos aqui da iniciativa do Estado de abrir alas gays em três presídios por lá. Agora, o jornalista Fernando Gabeira foi visitar um deles e mostra em seu programa na Globo News, que vai ao ar nesta terça-feira, 01., às 21h30.
Na Penitenciária Modelo Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger, em João Pessoa, sete LGBT dividem esse espaço arco-íris. Ali, conseguiram duas conquistas: são chamados pelo nome que escolheram e não são obrigados a raspar o cabelo.
“Na ala gay, a gente tem mais privilégio. Na ala masculina, muitos rapazes têm preconceito, querem exigir várias coisas. Por eu ser travesti, era obrigada a cozinhar, lavar pratos”, fala Luana Lucrécia.
A cabeleireira Danyelly relata o preconceito que sofria na ala comum. “Eles não queriam ficar sentados ao lado da gente, tomar água no mesmo copo ou dormir do lado de travesti ou homossexual. Entristecia. Agora, a gente está mais tranquilo”.
A ala diferenciada justifica-se. O secretário de Assuntos Penitenciários da Paraíba, Wallber Virgolino Silva, contou à reportagem que quando entrou no sistema prisional, soube do caso de uma travesti que tinha sido violentada por 20 homens em uma só noite.
“A gente sabe que a discriminação fora do cárcere é grande. Dentro, esse preconceito se acentua. Visando humanizar o sistema e também preservar a integridade física e psicológica da comunidade LGBT, criamos essa ala nos principais presídios da Paraíba”, afirma o delegado.

Casal gay ganha direito a lua-de-mel no Rio

Tufvesson e Piva fizeram cerimônia em 2011 e se uniram legalmente mês passado. Agora, casal vai descansar na Itália 
O estilista e coordenador especial da Diversidade Sexual do Rio de Janeiro, Carlos Tufvesson, e o arquiteto André Piva se tornaram o primeiro casal homossexual a conquistar o direito à licença-gala pela prefeitura do Rio.
O casal, que legalizou a união de quase 20 anos em setembro, conseguiu o mesmo benefício que é concedido a servidores municipais heterossexuais quando se casam: um período de folga de alguns dias para curtir a lua-de-mel. Os dois pretendem curtir essa licença na Itália.

Manifestantes protestam contra proibição de parada gay na Sérvia

Ativistas dos direitos dos homossexuais exibem faixa que diz: "Isso é o Orgulho", em Belgrado Foto: AP 
 Ativistas dos direitos dos homossexuais exibem faixa que diz: "Isso é o Orgulho", em Belgrado 
Centenas de pessoas do coletivo LGBT realizaram na madrugada deste sábado um "passeio de protesto" pelo centro de Belgrado, que transcorreu sem incidentes, depois da proibição pelo terceiro ano consecutivo da parada do orgulho gay da capital da Sérvia.

Os manifestantes, acompanhados por jornalistas e agentes da polícia, marcharam do edifício do governo até o Parlamento da Sérvia, em uma ação não anunciada publicamente, e organizada através de mensagens de texto e pelo Facebook, segundo a emissora B92.

"Nosso objetivo é demonstrar que nós também temos o direito de nos reunir, que essa liberdade deve ser garantida a todos os cidadãos. Hoje fomos privados dessa liberdade", comentou Goran Miletic, membro do conselho de organização da parada gay.

As centenas de manifestantes sofreram com gritos ofensivos por parte de alguns cidadãos, enquanto o tráfego pelo centro da capital era brevemente suspenso durante o protesto.

As autoridades sérvias proibiram ontem a parada do orgulho gay, que estava prevista para hoje, por considerar que existia risco que ocorressem incidentes.

Em outubro de 2010, quando os homossexuais sérvios realizaram sua primeira marcha em Belgrado, grupos homofóbicos deixaram mais de 150 feridos, a grande maioria deles policiais.

Tudo pronto para a 36ª edição do Miss Brasil Gay

Faltando pouco mais de 15 dias para a realização do concurso de beleza Miss Brasil Gay, a organização do evento divulgou, na tarde desta terça-feira, 30 de julho, os nomes das 27 candidatas (26 estados brasileiros e o Distrito Federal) que concorrerão ao título de Miss Brasil Gay 2013 (ver tabela abaixo). Além dessa informação, foram divulgadas as atrações da 36ª edição do concurso, que este ano ocorre pela segunda vez no Cine-Theatro Central, no sábado, 17 de agosto. "Será um espetáculo luxuoso. Vamos utilizar o tema Deluxe Edition, que contará também com a criação de um dos maiores artistas da cena gay, Ikaro Kadoshi", afirma o diretor artístico do concurso, André Pavam.
Segundo Kadoshi, as apresentações serão mescladas desde a ópera, passando pelo cabaré, até chegar as modernidades dos grandes shows. "Vamos homenagear todas as 35 misses que venceram o concurso, além dos profissionais envolvidos no evento desde o início. Queremos que as pessoas entendam a mensagem desta edição." De acordo com Kadoshi, no total serão nove números: a abertura do evento, o desfile de trajes típicos, show, trajes de gala, mais 15 minutos de show e a coroação da vencedora. "Entre os nomes que vão brilhar nesta edição estão a Luiza Gasparelli, Sasha Zimmer, Andréa Andreus, Suzy Brasil e eu. Além disso, vamos homenagear a Fernanda Muller, que durante muito tempo foi uma das apresentadoras do concurso, e morreu neste ano." Para Pavam, a Fernanda era uma grande apresentadora. "Trouxe a Fernanda para o concurso. Em 2007 ela estreou como artistas e desde 2008 ela era apresentadora."
Nos palcos da 36ª edição do evento, quem assume a tarefa de substituir Fernanda Muller é Meime dos Brilhos, que já esteve à frente do concurso durante anos e, com seu talento e elegância, é ícone da cena gay carioca e brasileira. Junto dela, Paulo Nahal mais uma vez comanda o palco.

O Central

Para o diretor artístico, o teatro é o lugar ideal para a efetivação do Miss Brasil Gay. "O Central combina com o conceito do evento. Ele valoriza a beleza do concurso. Fora isso, temos as questões técnicas, pois os clubes de Juiz de Fora não estão capacitados a receberem eventos deste porte, devido às adequações exigidas pelos Bombeiros, após o incêndio na boate Kiis", diz.
Para Pavam, a realização do concurso do Central também vai movimentar e economia local. "É um ponto de fácil acesso. Com isso, o público vai poder curtir outras festas que tiverem ocorrendo na cidade, após o término do Miss Brasil Gay", acrescenta, destacando que o Central é um Patrimônio Histórico da cidade, e o concurso um patrimônio imaterial.
Kadoshi comenta que há um mês veio a Juiz de Fora para conferir a estrutura do Central. "O teatro tem uma estrutura maravilhosa, que permite que todos os presentes assistam aos espetáculos, além de uma acústica de qualidade.

Tema

O tema desde ano é Todos Somos Iguais em Direitos, e foi proposto pelo professor do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Marcelo do Carmo Rodrigues, que é um dos colaboradores do evento. O tema pretende transformar o discurso teórico em ação. "Esse é o papel do Miss Brasil Gay. A vinda do evento ao teatro vai trazer essa discussão para o Centro da cidade. Se voltarmos em 1976, quando o concurso foi fundado, veremos que o movimento gay começou com o Miss Brasil."
Segundo Rodrigues, a escolha do tema está relacionada ao atual momento histórico, em que os direitos humanos estão em destaque, assim como o acesso a eles pelas minorias sociais, o casamento gay e os números da homofobia no Brasil.

Apoio

O Miss Brasil Gay tem o apoio da UFJF e da Prefeitura de Juiz de Fora, que disponibilizam recursos e apoio técnico e logístico essenciais para a viabilização do evento. "A universidade está aberta a qualquer tipo de pensamento. O Central abriu as portas para o evento, por se tratar de um acontecimento cultural e de arte. Sempre que possível, vamos abrir a casa para esses acontecimentos", afirma o pró-reitor de cultura da instituição, Gerson Guedes.
A secretária do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Danielle Rabelo Feyo, também acredita que o evento irá fomentar a economia local, e impulsionar o turismo em Juiz de Fora, já que este ano será mais central. "Vamos mostrar o que a cidade tem a oferecer aos turistas."
O concurso foi idealizado pelo cabeleireiro Chiquinho Mota na década de 70, conta com desfile em traje típico, ressaltando as características e determinados aspectos culturais do estado que representam; traje de gala, marcado pelo luxo e pelo primoroso trabalho de estilistas, além de shows com artistas do cenário gay nacional. "Eu gosto muito do Central. É um sonho realizar esse evento aqui", diz Mota.

Ingressos

Parte das vendas está sendo feita pelo site do concurso. Os demais lugares serão vendidos na bilheteria do teatro, a partir do dia 2 de agosto, das 10h às 19h. Os preços variam entre R$ 15 (galeria/meia-entrada) e R$ 60 (plateia A - inteira).

Em 2012

Em 2012, o evento não ocorreu porque não houve a captação de todos os recursos financeiros necessários para a realização da festa, segundo informou a organização do concurso.
 concurso

Postagens populares