Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Como Aceitar ser Gay

Se você se sentir muito atraído(a) por pessoas do mesmo sexo, ou de ambos os sexos, mas precisar sentir que você aceitou isso dentro de si mesmo, aqui está um guia para ajudá-lo(a).
Você descobriu sua orientação sexual, e você é perfeitamente normal. Aceitar quem você é e ter orgulho disso é o próximo passo no caminho para sair do armário, e, eventualmente, a ter um relacionamento gay bem sucedido. Algumas pessoas têm dificuldade em aceitar a sua orientação sexual por causa do desconforto e pressão pessoal ou social. A maioria das pessoas da comunidade LGBT sabe por experiência própria que aceitar a sua sexualidade fará com que você se torne uma pessoa mais feliz e aberta.

Passos

 
 

Descubra se você é gay. Às vezes, as pessoas questionam suas sexualidades. Há muitos graus de orientação sexual, e se você achar que você não se encaixa facilmente em uma categoria, talvez você seja bissexual. Não se permita ser rotulado(a) até que, ou a menos que, você esteja pronto(a) e disposto(a) a isso. Se você sentir que você não se encaixa, ou se não conseguir entender por que você não é como as outras pessoas em sua vida, lembre-se que você é uma pessoa única, e não precisa ser como os outros, e que ser você mesmo e aceitar a si mesmo por quem você é, é algo do qual se sentir imensamente orgulhoso(a).


Lembre-se que você não escolheu sentir atração por membros do mesmo sexo, e que as tentativas de mudar a sua orientação sexual são geralmente dolorosas e sem sentido no final. Às vezes, é difícil ajudar os seus amigos heterossexuais ou membros da família a entender essa questão, porque eles não têm um quadro de referência para o que você está passando. Tente encorajá-los a ver a sua orientação sexual da mesma forma como eles veem a cor dos seus olhos - é algo com que você nasceu e não escolheu. É simplesmente uma parte do seu ser, e não algo que você pode mudar. Não é uma necessidade; ser gay é apenas uma forma de ser, e não há absolutamente nada de errado com isso, e nem há nada de errado com você por ser gay.Muitas pessoas acreditam que a orientação sexual é uma escolha. Se isto for uma verdade para você, especialmente se você se sentir atraído(a) por ambos os sexos, você pode querer avaliar suas escolhas. Viver sua vida na homossexualidade pode ser uma escolha difícil em muitas sociedades em todo o mundo. Se você sentir que você fez uma escolha, você deve se sentir confortável com isso. Todo mundo tem suas próprias batalhas e opções a fazer, e as normas das sociedades nem sempre podem ser normais para você. Se você achar que pode fazer a opção de aceitar a sua sexualidade, seria melhor encontrar amigos e entes queridos para apoiá-lo(a), mas não se sinta, ou deixe-se ser, pressionado(a) a acreditar que você deve "mudar suas maneiras”. Se alguém tentar forçar uma opinião com a qual você não concorda, dizendo, por exemplo, que os seus desejos não são naturais, são pecaminosos ou que isso são sintomas de um transtorno mental, procure outra pessoa para lhe apoiar. Não há evidências de que "ajudar os homossexuais a se tornarem heterossexuais" é possível, e os tratamentos para "mudar" a orientação sexual, que eram comuns na década de 60 e 70, foram muito prejudiciais para as pessoas submetidos a eles e não ajudaram em nada em qualquer mudança da sexualidade.
 Desenvolva e expresse a sua individualidade. Se a sua forma preferida de fazer algo se desviar daquilo que muitos julgam como normal, seja ela o que for, então, sinta-se orgulhoso(a) disso - você é quem você é. Entenda que uma pessoa que é gay não é diferente de ninguém. Como todo mundo, os gays têm sonhos e objetivos, e querem companheirismo e amor como qualquer outra pessoa que você conhece. Esforce-se todos os dias para ser o melhor que você puder ser, e lembre-se das qualidades positivas e atributos que fazem de você um indivíduo único. Fale pra você mesmo que para os outros aceitá-lo(a), primeiro você tem que aceitar a si mesmo. Se você não puder aceitar a sua orientação sexual e se sentir confortável e confiante em sua própria pele, outras pessoas acharão mais difícil aceitá-lo(a)plenamente. Este é o seu direito de amar, ninguém tem o direito de dizer o contrário. Diga a si mesmo: "Eu sou uma pessoa com sentimentos; intelecto e uma vida, assim como todo mundo, eu sou único e individual, e ninguém tem o direito de escolher a minha vida por mim. O fato de eu ser gay é apenas uma parte de quem eu sou, assim como ser criativo(a), ou otimista, ou ter olhos castanhos são também partes de quem eu sou. Talvez eu não seja como muitos dos meus amigos, mas eu escolho viver a minha vida de uma maneira autêntica e feliz. Esta é a minha vida, e eu escolho ser feliz”. Lembre-se que você não está sozinho(a). Há muitos gays em todos os tipos de comunidades, e há muitas pessoas disponíveis para quando você precisar de apoio. Você pode encontrar grupos de apoio, consultores, membros da família e amigos aos quais recorrer, mesmo que seja apenas alguém para ajudar a esclarecer os seus sentimentos. Procure um grupo onde você se sinta confortável, e onde haja outros gays para conversar. Faça novos amigos, e ao fazer isso, você vai estabelecer uma nova rede de apoio e incentivo ao seu redor. Mostre às pessoas quem você é. Sair do armário é o passo mais ousado em aceitar sua orientação sexual, no entanto, depois de tomar esse passo e ser capaz de viver completamente, não significa que você tenha que mudar o seu modo ser ou suas preferências. Não vá tentar mudar a si mesmo ou desejar que você fosse como as outras pessoas em sua vida para que os que lhe rodeiam se sintam confortáveis. Há mais de 6,7 bilhões de pessoas no mundo, e você não pode agradar a todos, e aqueles que se preocupam com você continuarão a lhe amar por quem você é. Se alguém não puder aceitar a sua sexualidade nem for capaz de respeitá-lo(a), então ele ou ela não vale o seu tempo ou sua preocupação; não é sua culpa se alguém não é capaz de aceitá-lo(a).

Homossexualidade: Ser ou não Ser. Eis a questão.

ste talvez seja um dos assuntos mais delicados sobre o qual escrevi desde que comecei a assinar esta coluna sobre educação. Devo esclarecer que o descrevo como “delicado” não apenas pelas inúmeras controvérsias que o cerca, mas principalmente pelo preconceito arraigado que o condena à fragilidade e que nos exige a máxima sensibilidade e sutileza para abordá-lo.Em primeiro lugar, devemos lembrar que, a melhor forma de combate ao preconceito sempre foi a informação. Nesse caso, até mesmo o nome durante muito tempo utilizado, para denominar a pessoa que tem afinidade sexual somente com indivíduos do mesmo sexo é profundamente desfavorável, ou seja, o sufixo "ismo" é usado para terminologia de palavras associadas a doenças. Por isso, hoje não se usa mais a palavra homossexualismo. O correto é usar homossexualidade ou homoafetividade, esta última para não dar a conotação meramente sexual.
           Em segundo lugar, as principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de Psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença ou distúrbio ou perversão. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade uma doença. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual e, em 1999, estabeleceu regras para a atuação dos psicólogos em relação às questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e/ou cura da homossexualidade. No dia 17 de maior de 1990, a Assembléia-geral da Organização Mundial da Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação Internacional de Doenças (sigla CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.1
               De posse dessas informações, é imprescindível suprimir o preconceito interno e tentar desmitificar algumas opiniões formadas antes mesmo de ter os conhecimentos adequados. Ser gay ou ser lésbica não é questão de opção sexual. Ninguém escolhe “ser ou não ser” homossexual ou heterossexual. Em ambos os caso, o desejo é espontâneo e involuntário. Existem vários fatores que estabelecem esta orientação, os quais nada dependem da vontade das pessoas, por esse motivo não podem ser definidos como uma opção. Acredita-se que fatores genéticos, culturais e sociais influenciem. Entretanto, nem mesmo a ciência ou psicólogos chegaram a qualquer conclusão.
           Sabemos que para a grande maioria dos pais (e ainda mais para os filhos) é um verdadeiro dilema o processo de definição da homossexualidade. Os pais sentem-se frustrados, culpados e questionam-se: “onde erramos?” Os filhos, por sua vez, também se culpam de certa forma por não “corresponderem às expectativas” e relutam, sofrem, sentem-se confusos. Dependendo do ambiente em que vivem, sentem-se sufocados pelo preconceito, pelo temor da rejeição e pela angústia de ter que esconder esse segredo de todos e principalmente da família... Mas enfim, não existem culpados, nem inocentes nessa história. Ninguém é homossexual para torturar os pais ou rebelar-se contra a sociedade.
              Segundo Steve Bidduplh  (livro Criando Meninos da Editora Fundamento – pág 124)2: “Mesmo antes do nascimento no nosso filho, já fizemos um mapa para a vida dele. E os sonhos são sempre conservadores: carreira, casamento e netos para sentar no colo! Descobrir que o filho adolescente é homossexual destrói várias dessas esperanças tão queridas, substituindo-as por imagens que lhes parecem obscuras e lhes assustam. É natural sofrer e se preocupar.”
           Em meio a todos esse “tsunami” de decisões, receios, aceitações e aprendizados, se eu posso dar uma sugestão, seria : a regra geral é educar seus filhos para uma sexualidade sadia. Isso envolve esclarecimentos e, sobretudo saber ouvi-los.  A pergunta mais importante não deveria mais ser: “onde erramos?” e sim: "Como devo agir para que meu filho (a) seja verdadeiramente feliz?” (tanto pessoal como profissionalmente falando). Chegou o momento de aprender mais.Tentar se opor ou “remar contra a maré”, nesse caso, não é a estratégia mais aconselhável.
           Como diz o médico, Dr. Dráuzio Varella: “não vale a pena insistir em um debate tão antiquado, seria o mesmo que discutir se a música que ouvimos ao longe vem de um piano ou de um pianista. Por que é tão difícil aceitar a riqueza da biodiversidade sexual de nossa espécie? Por que insistir no preconceito contra um fato biológico inerente à condição humana ?”3
          Entendo que para os pais o processo é lento e doloroso, pois trata-se não apenas de vencer o preconceito em si, mas por saber das dificuldades que o filho (a) irá enfrentar nessa sociedade essencialmente heterossexual. Contudo, deve-se respeitar os direitos individuais de cada pessoa, deixando de lado os medos e dogmas. O amor não deve mudar por conta de uma orientação sexual. O vínculo amoroso deve ser capaz de vencer o preconceito.
            E finalmente, se acharem que necessitam de auxílio, não para reverter a situação, mas para aprender a lidar com esta, uma psicoterapia seria de grande ajuda.
 

Não é preciso ser homossexual para ser gay

A história de Billy Elliott é a verdadeira “cura gay” para quem teme a liberdade e a tolerância

 

O deputado federal evangélico Marco Feliciano e seus seguidores precisam assistir com urgência ao musical Billy Elliott, em cartaz até dia 18 no Credicard Hall, em São Paulo. Isso porque eles descobrirão que os segredos da “cura gay” que eles preconizam são revelados no espetáculo – e que a tal cura é o avesso do que pretendem. Não se trata de submeter os homossexuais a um “tratamento” regenerativo, mas de fazer o inverso: educar os preconceituosos, ensinando-lhes que a tolerância e o preconceito não têm mais lugar no mundo de hoje. Billy Elliott demonstra que não é preciso ser homossexual para ser gay. Pois ser gay é uma atitude cultural, não uma condição biológica. Tenho certeza de que o papa Francisco aprovaria minha afirmação.
Para entender a razão dessas transformações da visão sobre a cultura gay, vale conhecer as origens e o desenvolvimento da produção e o enredo da peça. O musical Billy Elliott estreou em 2005 no West End de Londres com grande sucesso e continua em cartaz. Tornou-se um clássico do gênero. Ele repetiu o êxito na Broadway e em Sydney no ano passado. A produção da Broadway faz uma curta temporada em São Paulo, até dia 18. Estreou no fim da semana passado com casa lotada e direito a ovação no final. O espetáculo – deslumbrante, apesar de chegar ao Brasil em versão reduzida, já que o Credicard Hall não dispõe de recursos de palco, mas apenas um tablado – é baseado no filme do ano 2000, dirigido Stephen Daldry com roteiro de Lee Hall. Foi o músico Elton John quem procurou Hall para criar o musical.
O resultado foi além de um grande espetáculo: virou um trabalho socialmente responsável. Para educar e fornecer meninos atores e bailarinos para o musical, a produção fundou uma escola de dança e atuação que tem formado profissionais de incrível habilidade. São dezenas de Billys Elliotts que saíram dessa escola, e hoje se destacam na indústria do entretenimento. Nem todos são homossexuais.

Homossexualismo e Narcisismo

Freud afirma que a fantasia homossexual possui uma relação íntima, talvez invariável, com a paranóia, mas não constitui seu mecanismo (Freud, 1911). Preconiza que na paranoia existe uma fixação do sujeito no estádio do narcisismo. É por meio do mecanismo particular da paranóia que ele percebe que, diferentemente da neurose, o desligamento da libido dos objetos é utilizado de modo particular: a libido, uma vez retirada dos objetos, reflui para o eu com a finalidade de engrandecimento do mesmo. Encontramos nas palavras do psicanalista Antonio Godino Cabas uma síntese precisa: “o homossexualismo da psicose não é um dado objetal. É uma referência narcisista, é um dado do sujeito” (1988, p. 94 &– grifos meus). 
Quanto à aproximação entre homossexualismo e narcisismo, embora Freud tenha sempre defendido em sua obra que o homossexual masculino realiza uma escolha de objeto narcísica, justamente em Introdução ao narcisismo (1914), em que ele formula a noção de narcisismo, afirma primeiro que tanto a escolha narcísica de objeto como a escolha anaclítica de objeto estão presentes em todos os sujeitos, de acordo com a premissa da existência de um narcisismo primário; segundo, que o narcisismo diz respeito a uma imagem ou a um ideal. Cabe lembrar que, segundo Freud, o amor é narcísico e que o narcisismo integra o curso regular do desenvolvimento.
 Quem sofreu alguma perturbação no desenvolvimento da libido, escolhe o objeto de amor a partir de sua própria pessoa. Tudo indica que procuraram buscar a si mesmos como objetos de amor, escolha de um tipo que chamaria de narcisista. O Homossexualismo é um exemplo.

Parada Gay 2014

Parada Gay de São Paulo 2014
A primeira manifestação do orgulho gay no Brasil aconteceu em São Paulo, em 1996, e desde o começo teve uma carcaterística curiosa: seu público record. A edição deste ano contou com um milhão e meio de pessoas. Em 2005, o número subiu para 1,8 milhão e, em 2007, a organização estimou cerca de 3,5 milhões de participantes. Esse número a converteu no maior evento do mundo desse gênero, com um público massivo tanto do Brasil, como internacional. 
A Parada Gay, cujo nome oficial é Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), acontece na Avenida Paulista e a cidade fica praticamente interditada durante sua realização. A festa, que possui como objetivo principal a reinvidicação dos direitos do coletivo, também organiza debates, seminários, shows e palestras sobre o assunto. A cada ano, possui um tema diferente. Pesquise voos baratos para São Paulo e desfrute da parada Gay 2012

Parada Gay 2014

A Parada Gay 2012 de São Paulo foi a 16ª edição do Mês do Orgulho LGBT, e acontecerá no dia 10 de Junho 2012. O lema dista edição vai ser "Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!". O acontecimiento vai ser muito importante por ser a 16ª edição e a previsão é de que a festa tenha um público ainda maior que os outros anos.
Na Parada Gay 2014 o desfile e os demais eventos serão organizados pela Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. A previsão é de que a festa tenha um público ainda maior que os outros anos, diversos trios elétricos, espetáculos, uma feira cultural e exposições. Saiba mais no site oficial da entidade.

Hotéis gay-friendly em São Paulo

 Parada Gay

Minha experiência como Crossdresser (CD)

Hoje temos o depoimento de um Crossdresser que tenho certeza que esclarecerá as dúvidas de muita gente

Achei legal a ideia para ter a oportunidade de esclarecer melhor a quem achou estranho, ou até mesmo bizarro, esse negócio de homem heterossexual que tem a fantasia de se vestir de mulher. “Como assim hétero que se veste de mulher? E eu sou o Batman!” Claro que quem achou isso tem o direito de continuar achando, bem como achar uma pouca vergonha, se for o caso. No entanto, convém sempre ter uma postura cautelosa antes de sair criticando o que não conhecemos bem.
Vou tentar contar um pouco do que é ser CD (crossdresser) para mim, baseado nas minhas experiências pessoais e também no que aprendi através da internet, lendo relatos de outras crossdressers. Mas deixo bem claro que não procuro falar em nome de uma categoria ou coisa do tipo, pois acho que isso seria uma grande besteira (cada um tem a sua história).
Não recordo quando “tudo começou”. Lembro que sempre fui uma criança tímida e retraída, sem muitos amigos. A figura feminina sempre me atraiu, mas de dois diferentes modos. Por um lado eu era atraído pelas mulheres, de uma forma precoce até. Observava as meninas e também as mulheres adultas, imaginando coisas picantes com elas. Não só as mulheres em si, mas todo o contexto relacionado a elas, ou seja, o universo feminino em geral, como mulheres usando roupas sexys, bem maquiadas, unhas pintadas e bem feitas, etc.
Por outro lado essas coisas do universo feminino me atraíam em si mesmas. Ou seja, além de me sentir atraído pelas mulheres, de algum modo eu tinha uma curiosidade – que acabou se tornando um desejo – de me ver como elas, podendo usar aqueles lindos vestidos, usando maquiagem, ter cabelos compridos etc.
A situação pode parecer confusa, mas a verdade é que essas duas coisas sempre conviveram em mim. Mas nunca senti atração por meninos e garanto que nunca cheguei nem a tocar em algum (como os famosos trocas-trocas).
Eu não tinha jeito afeminado, mas não era um típico menino normal, que gostava de brincar na rua, empinar pipa, etc. Nunca fui chamado de “bichinha” ou coisas do tipo, porém sempre fui considerado o menino esquisito, por ser muito tímido e pouco enturmado.
Com cerca de 11 anos eu tomei coragem e passei o meu primeiro batom, escondido no banheiro. Foi uma emoção nova, uma sensação de realização misturada com o medo de ser descoberto. A experiência tinha que voltar a ser repetida e de fato acabou se tornando um costume. Sempre que estava sozinho em casa passei a vestir roupas da minha mãe ou irmã, me maquiava com batom, lápis, rímel, o que mais estivesse disponível. Se houvesse uma peruca iria amar (o máximo que consegui foi um daqueles chapéus de festa junina com umas trancinhas penduradas rs). Nessa idade os sapatos da minha mãe já quase não me serviam, mesmo assim eu os usava, ficando com parte do pé para fora.
Desfilava pela casa dessa maneira, me sentindo uma linda mulher. Aos poucos fui sentindo vontade de algo mais. Eu queria interagir com alguém como mulher (não falo sexualmente, mas apenas conversar com alguém que me tratasse como mulher). Vale lembrar que na época ainda não estava difundida a internet. A solução que eu encontrei foi pegar a lista telefônica e ligar para salões de beleza pedindo informações sobre corte de cabelo, depilação, unhas, ou até mesmo dia da noiva rs, tornando a voz o mais feminina possível. A sensação de prazer foi enorme em “ser mulher” ao telefone. Além do prazer especial em escolher nomes como Michely, Vanessa e ser chamada por Tais. Confesso que preferia mil vezes quando quem atendia era mulher, pois interagir com uma me fazia sentir estar sendo tratada por outra mulher como uma “igual”, o que aumentava a sensação de estar sendo mulher.
Paralelamente a isso continuava sem ser um garoto popular na escola. Apesar de ser um menino considerado bonito, nunca tive coragem de chegar em uma menina. A verdade é que se fui namorar depois de adulto, por incrível que pareça.
A prática crossdresser foi parando conforme eu ia vendo que já estava crescido e com muitas características masculinas. Não é que a vontade tenha diminuído, é que agora como rapaz quase homem o resultado daquelas produções amadoras não era satisfatório, aquilo não me satisfazia mais. Isso sem falar no medo em ser descoberto. Por isso aos poucos parei com esse costume de me “montar”. Mas no fundo mantinha a vontade de poder me produzir belissimamente, utilizando-me de todo o arsenal disponível em maquiagens, perucas, etc, tal como as transformistas da TV. Mas era um sonho impossível, impraticável.
Até que aproximadamente em 2006 eu passei a acessar regularmente a internet e descobri, por assim dizer, um outro mundo. Descobri o termo crossdresser e vi que havia muitas outras pessoas com histórias muito parecidas com a minha. Eram meninos que durante anos mantinham externamente a postura de homens normais e viris mas que guardavam em segredo esse desejo de ser menina.
As histórias variavam bastante. Algumas dessas crossdressers que eu descobri eram meninos afeminados, que se identificavam plenamente com o sexo feminino. Eram na verdade transexuais em fase de descoberta, ou seja, desses meninos que na escola são atormentados chamados de “viadinhos” e coisas semelhantes.
Outros casos, porém, eram de homens que sempre levaram uma vida normal como meninos, muitas vezes sendo “pegadores” de garotas, praticante de esportes (podiam ser inclusive os tais meninos populares dos colégios). Percebi que esse “fenômeno”, se assim se pode chamar, não atingia somente pessoas com determinado tipo de comportamento aparente, mas que de fato qualquer um poderia ser uma crossdresser.
No entanto verifiquei também um aspecto bem pouco, digamos, glamouroso. Vi diversas “CDs” que entendiam que ser crossdresser era vestir uma calcinha e tirar fotos da bunda, muitas vezes peluda, colocando no orkut. Isso sempre foi algo bem bizarro pra mim, pois pra mim aquilo não tinha e não tem nada a ver com a feminilidade, a qual eu entendo ser se comportar e se vestir como uma mulher de classe, em todos os seus aspectos; ser sexy sem ser vulgar. Inclusive, imagino que quem nunca tinha ouvido o termo crossdresser e tenha resolvido pesquisar na internet – após a matéria anterior aqui do site – tenha se deparado com fotos assim e logo concluído que essa prática não passa de uma grande promiscuidade generalizada. Não é bem assim. Existem casos e casos como eu disse.
Acredito que um bom número de pessoas que procuram apenas sexo – gays que curtem ser passivos e sabem que certos homens curtem isso – embarcaram nessa onda, se denominando CDs e oferecendo suas bundinhas com calcinha na internet. Não que eu critique quem faz isso. Mas entendo que o que mais fascina a crossdresser de verdade é viver o universo feminino como um todo, procurando alcançar o máximo possível a imagem de uma mulher.
Outro detalhe: eu enfatizei anteriormente o fato de ser CD não ter nada a ver com ser gay, o que é verdade. Mas não quer dizer que toda CD seja heterossexual. Pelo contrário, existem as que saem com homens sim. Não vou esconder um aspecto bem “perigoso” do crossdressing: a fantasia de se ver como mulher pode acabar provocando uma certa curiosidade em querer estar com um homem. Afinal, se a imaginação de uma CD quer viver a experiência de ser uma mulher de verdade, é até natural que ela acabe por imaginar situações em que está se entregando a um homem (afinal para viver plenamente a experiência de ser mulher, só mesmo sendo vista como tal por um homem). Acredito que algumas vivam essa fantasia apenas na imaginação, enquanto outras acabam partindo para a uma situação real. Nesse caso acho que podem acontecer duas coisas: não gostar e nunca mais repetir ou acabar gostando.
Não tenho condições de analisar esse aspecto a fundo, mas posso dar alguns palpites: provavelmente boa parte das CDs sejam homossexuais que não se aceitaram ou não se descobriram ainda, fazendo com o crossdressing seja uma porta de entrada para isso. Outra parcela dos casos consiste naqueles que são apenas heterossexuais, mas cuja fantasia em ser mulher os leva a ter pensamentos eróticos em que desempenham o papel de mulher no sexo. Eu diria que essa é a principal contradição que pode ser encontrada nesse mundo crossdresser. Se tal indivíduo decide abandonar a simples fantasia e partir para a real com um homem poderá ainda assim ser considerado heterossexual? Seria válido o argumento se ele dissesse ser 100% hétero como homem, e sair com homens apenas para satisfazer o seu ego alternativo feminino? Cada um fique à vontade para dar a sua resposta. E finalmente temos as CDs cujo único interesse é viver o universo feminino, não tendo nenhuma fantasia de estar com um homem. Muitas dessas procuram até mesmo mulheres que aceitem esse lado feminino e curtam “montá-las”.
Depois desse apanhado geral sobre o crossdressing, voltemos um pouco à minha história: desde que passei a ser CD na internet consegui em 3 ocasiões, após reunir uma certa coragem, marcar uma hora com uma pessoa (foram pessoas diferentes em cada ocasião) para me produzir do jeito que eu sempre quis. São maquiadoras (em um caso foi uma mulher, nos outros dois duas travestis). Deste modo pude realizar essa fantasia de me ver como garota e tirar algumas fotos, sensação maravilhosa para mim. Gostaria de fazer mais vezes, mas é complicado fazer tudo com discrição, especialmente agora que estou namorando (uma mulher, claro). Nem preciso dizer que até a presente data ninguém sabe desse meu lado oculto e não sei o que faria se alguém descobrisse.
Penso que talvez o melhor seja parar de fazer isso, especialmente depois que me casar. Mas a verdade é que imagino que não será fácil.

O que as mulheres pensam sobre homens que usam calcinhas

Ola, descobri recentemente esse site, e quero compartilhar com vcs. Sou muito bem resolvido sexualmente, sou hétero e venho a perguntar a vcs mulheres, o que acham de homem que tem fetiche por lingerie, e alem do fetiche, gosta de usar elas no dia a dia. Qual sua opinião nisso, aceitaria o namorado, marido usando? Sim? Não? Por quê?
Eu podia te dar uma opinião clichê que ao meu ver beira a hipocrisia e dizer que “desde que haja amor tudo é válido”, e acho que essa frase pode até ser verdadeira em alguns casos, que pode não ser o seu. Acredito que fora o amor, é importante encontrar uma pessoa com mente aberta, sem muitos preconceitos, e há quem diga que uma pessoa fetichista seria melhor ainda!! É claro que havendo amor tudo fica mais fácil, mas o bonito na frase nem sempre fica válido na prática.
Por esses tempos perguntei para nossos seguidores do facebook o que eles acham de homens que vestem calcinhas, e como esperado, muitos acharam um fetiche um tanto quanto estranho, outros vieram em “off” me dizer que isso é coisa de quem joga no outro time, porém, uma pessoa comentou que não entende o motivo das mulheres poderem usar cuecas e ninguém achar estranho (ao contrário, muitos homens acham a coisa mais sexy do mundo!), e os homens não poderem usar calcinhas!! E realmente isso é algo a se questionar: por que não?!
Acredito que o maior desafio para muitas mulheres é ter certeza de que você realmente deseja elas e não um homem. Mesmo você sendo um hétero muito bem resolvido, infelizmente muita gente ainda associa esse fetiche com a ideia do homem ser gay. Assim, não fica muito difícil pensar que se a mulher achar que você joga no outro time, ela poderá acabar se afastando não por preconceito devido à sua orientação sexual, mas sim por medo de você não gostar dela, e ela não poder te satisfazer, entende? Se você conseguir convencer sua parceira que você é “muito macho sim senhor”, acredito que será meio caminho andado para você ser aceito, de calcinha e tudo!!!
Como disse anteriormente, muita gente acredita que esse desejo é coisa de gay enrustido, e quando acrescentamos isso ao fato do mundo ainda ser muito machista, não fica difícil prever algumas possíveis dificuldades. Vale a pena lembrar que muitas vezes as mulheres são muito mais machistas do que os próprios homens, e fora isso, ainda reza a lenda de que mulher gosta de “homem 100% macho, de cueca boxer de preferência!”. Nisso acaba havendo a possibilidade de mesmo que ela acredite que você é 100% hétero, ela ainda assim não sinta tesão em te ver de calcinha por ver nisso uma posição feminina e frágil, coisa que pode acabar criando uma sensação de que você é tão “feminino” quanto ela.
Acredito que esse fetiche também dependerá muito do gosto pessoal de cada pessoa. É claro que o machismo e a necessidade de “ser protegida” acaba afastando muitas mulheres desse fetiche, porém, ainda assim vestir calcinhas pode ser considerado como uma questão de gosto: sabe aquela pessoa que não gosta do verde? E a outra que ama, mas não gosta do azul? Pois é… Mesmo que você convença sua mulher de tudo o que foi dito acima, é importante você encontrar alguém que nutra esse gosto em comum contigo.
Por fim, você já parou para procurar comunidades que tem mulheres que gostam de homens de calcinhas? Acho que essa pode ser uma saída “mais direto ao ponto”, e que te poupará maiores procuras e preocupações em ter que “tentar adivinhar” qual é o gosto das mulheres da rua. Sem contar que acredito que no mundo tem mais gente fetichista do que imaginamos, mas que como nem sempre falam sobre isso abertamente, acabam sendo “descobertos” em comunidades específicas. Acho que todo mundo vive melhor quando se sente parte de um grupo, basta você procurar o seu, que com certeza existe!

Minha mulher quer que eu fique usando calcinhas!

Leitor: Me diz o que faço, temos mais de 30 anos de casados, minha esposa sempre foi fiel, nunca percebi nada, dias desses ela começou a pedir que eu pusesse uma calcinha fio dental, que ela comprara errada, (pois nunca usou) tentou vários dias até que um desses eu pus, confesso que gozamos muito alem do normal, agora ela diz que vai comprar uma preta de rendinha, só pra mim, eu disse que jamais vou usar, ela falou… se vc quiser eu uso uma cueca sua, mas adoraria te ver com um fio denta de rendinha (pois tenho a bunda bem redondinha), não sei que passa na cabeça dela,. agora o que faço? tenho receio que vire rotina, ela dia aki entre 4 paredes ninguem vai saber amor… e ai…?

Sua esposa é uma tremenda de uma espertinha! Tá na cara que ela já comprou a dita calcinha de caso pensado, ou seja, ela comprou com a intenção de convencê-lo a usar. Entendo que, de início, a proposta dela pode parecer assustadora para um homem sexualmente pacato.
Mas isso que sua mulher está lhe propondo é mais comum do que se imagina e já tem até nome: cross-dressing, prática que consiste em usar objetos ligados ao sexo oposto por diversas razões que podem ir desde motivos profissionais até a simples obtenção de prazer sexual durante uma transa, como é o caso de vocês e eu até me arriscaria  dizer que o prazer disso tudo se encontra justamente em poder se sentir no outro através do uso de um objeto que está diretamente ligado ao seu sexo. É como se através dessa troca de peças de roupas vocês estivessem psicologicamente trocando de sexo e talvez esse seja o grande barato embutido nessa prática para muitos casais.
Apesar de achar estranho, você parece ter gostado e muito da novidade. Prova tal foi que gozou como se estivesse em lua de mel. O que parece estar te afligindo apenas é o fato de isso fugir ao convencional. Mas em trinta anos de casados, sua esposa já deve estar cansada de fazer apenas o tradicional, e provavelmente esteja querendo apenas oxigenar, dar uma sacolejada na vida sexual de vocês. Parece que deu certo e embora você não se sinta psicologicamente à vontade para repetir a dose, você não precisará ficar usando peças intimas femininas (se não quiser) sempre para apimentar a relação se também tomar atitudes para movimentar a vida íntima de vocês, já que, ao que tudo indica, é o que sua esposa pretende com essa proposta.
Então, por que você não a chama para fazerem uma visitinha a um sex shop e lá escolherem produtos que nunca tenham usado? Garanto que essa peregrinação sexy a uma loja dessas mexerá e muito com a libido de vocês. Se não quiser fazer esse passeio com ela em uma sex shop para ela não cair na tentação de querer comprar outra calcinha para você (rsrsrsrsrs), por que não vai sozinho a uma dessas lojas e compra algum acessório do seu agrado e manda entregar juntamente com um bilhetinho bem safadinho com a assinatura de algum pseudônimo, só para criar um clima engraçado como se fosse algum admirador secreto dela, mas que pela letra ela saiba que se trata de você e manda entregar na casa de vocês? Garanto que quando você chegar, ela vai estar pegando fogo e louca para usar os tais acessórios.
Poderia também em um fim de semana propor a ela assistirem a um filme sensual como De Olhos Bem fechados, Último Tango em Paris completamente pelados como se fossem dois adolescentes. Acho que só o fato de serem duas pessoas que já estão na meia idade fazendo coisas íntimas como se fossem dois adolescentes já pode dar uma sacudida e tanto na vida sexual de vocês, pois poderá trazer à tona muita coisa boa do início do relacionamento.
Também poderia criar um ambiente especial no quarto ou na casa de vocês para fotografar sua esposa de lingerie para compor uma espécie de álbum erótico só de vocês. Tenho certeza que ela se sentiria incrivelmente sexy com todo esse clima. Mas se for fazer isso, cuidado para não deixar as fotos vazarem.
Digo tudo isso para você demonstrar à sua esposa que também deseja apimentar o relacionamento de vocês, e passe a oferecer a ela novas experiências e sensações que possam fazê-la esquecer desse fetiche de querer vê-lo vestido com as peças íntimas do vestuário feminino. Essa talvez seja uma boa maneira de você se livrar dessa saia, digo, calcinha justa (rsrsrsrs) de forma sutil, sem magoar sua esposa e com grandes chances de otimizar a relação de vocês.

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