Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ABGLT Vocês já ouviram Falar ?

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays,
Bissexuais, Travestis e Transexuais – e organizações
aliadas repudiam os cortes homofóbicos na campanha de
prevenção de aids do Governo Federal
No dia 02 de fevereiro, no Rio de Janeiro, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
lançou a campanha de prevenção à Aids do Carnaval 2012. Segundo informações do
Ministério, a campanha seria direcionada, prioritariamente, para jovens gays,
continuando o tema da campanha do Dia Mundial de Combate à Aids de 2011.
Tal iniciativa se justifica pelos elevados índices de infecção por HIV encontrados em
jovens gays, de 15 a 24 anos. O Boletim Epidemiológico sobre a Aids, lançado no dia
28 de novembro de 2011, mostra que a epidemia tem crescido nessa população nos
últimos anos. De 1998 a 2010, o percentual de casos na população heterossexual de 15 a
24 anos caiu 20,1%. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de
10,1% (Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde).
É importante observar que a Lei 8080/90 estabelece que os dados epidemiológicos
devem ser utilizados pelo SUS - Sistema Único de Saúde “para o estabelecimento de
prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática” (conforme Art. 7º,
inciso VIII).
Segundo relatório do Programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids - UNAIDS
(2006), a epidemia e a resposta a ela mostraram uma relação direta entre a proteção da
saúde e a proteção dos direitos humanos ou, inversamente, entre piores índices de saúde
e violação dos direitos humanos. Nesse sentido, podemos entender como o cenário da
homofobia no Brasil, apontado por diversas pesquisas ao longo dos últimos anos, tem
estruturado a maior vulnerabilidade de jovens gays à epidemia de HIV/Aids.
Diversas diretrizes do UNAIDS apontam para necessidade de responder à epidemia de
HIV com base nos dados epidemiológicos (direcionando as ações para as populações
sob maior risco de infecção), entre elas pode-se citar o documento “Chegando a Zero:
Estratégia para 2011 a 2015”, que faz as seguintes considerações, entre várias:
Programas de prevenção também permanecem inaceitavelmente deficientes
para as pessoas sob maior risco de infecção, como as pessoas que usam drogas
injetáveis, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e profissionais do
sexo femininos, masculinos e trans e seus clientes (p. 35, grifos nossos).
Não se pode mais negar que há normas sociais, sexuais e de gênero que são
prejudicais e impulsionam a vulnerabilidade: a exclusão social de determinados
grupos; a recusa em admitir a existência dos homens que fazem sexo com
homens (p. 36, grifos nossos).
Ainda em junho de 2011, os Países-Membros das Nações Unidas, inclusive o Brasil,
que foi aplaudido na ocasião, renovaram seus compromissos com o enfrentamento da
epidemia, por meio de uma nova Declaração Política sobre HIV/Aids, que estabelece o
ano de 2015 como prazo para a redução da transmissão sexual do HIV em 50 por cento
(item 62). Também é pertinente a seguinte observação contida na Declaração:
29. Observamos que muitas estratégias nacionais de prevenção do HIV têm
enfoque inadequado em populações que segundo as evidências epidemiológicas
estão sob maior risco, especificamente os homens que fazem sexo com homens...
(grifos nossos).
O Programa Brasileiro de Aids já foi considerado referência para o mundo, por ter se
pautado pelo enfoque na promoção dos direitos humanos e na priorização das
populações mais vulneráveis e mais afetadas pela infecção pelo HIV.
Hoje o Governo Federal responde ao crescimento alarmante do número de casos de
homofobia com corte de recursos financeiros para as políticas da área. Os comitês e
grupos de trabalho vêm sendo desmobilizados e pouco aproveitados. Os canais de
interlocução existentes mostram-se ineficientes e improdutivos.
Nesse cenário, o Ministério da Saúde lançou, no dia 02 de fevereiro, a campanha de
prevenção à Aids do Carnaval 2012. Press release enviado pelo Ministério informou que
todo o material da campanha foi apresentado na ocasião. O mesmo foi divulgado dias
antes, no site do próprio Departamento http://www.Aids.gov.br/pagina/2012/50791. A
campanha, conforme divulgado, foi aprovada pela Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República (SECOM).
Entre as peças, três vídeos, com jovens gays, travestis e heterossexuais,
respectivamente, fizeram parte dos materiais divulgados na ocasião. Em seguida, os
vídeos foram retirados do ar. Também foram retirados da relação de materiais da
campanha disponível no site do Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites
Virais. Após diversos questionamentos, inclusive através do Ofício nº 018/2012 da
ABGLT, o Ministério da Saúde informou que os vídeos foram retirados para edição e
que seriam disponibilizados depois.
Posteriormente, em nova informação que contradizia o informe divulgado em 02 de
fevereiro, o Ministério informou que os vídeos apresentados no lançamento da
campanha não foram produzidos para divulgação em TV aberta, e que outro material
seria produzido com essa finalidade. Esse novo vídeo seria apresentado no dia 12 de
fevereiro.
O novo vídeo, já alvo de diversas críticas, traz dois jovens atores, um homem e uma
mulher, informando dados estatísticos. Esse novo material prova que as políticas de
saúde pública também se tornaram alvo da higienização moralista que vem ganhando
espaço no Governo Federal, que se acovarda perante os ataques do fundamentalismo
religioso que ameaçam diuturnamente a laicidade como princípio básico do Estado
brasileiro. Organizações fundamentalistas se reivindicam como responsáveis pela
retirada e pela substituição do material da campanha.
Diante desses fatos, o Governo optou por apresentar contradições ou silenciar-se. Tais
atitudes são constantes em governos antidemocráticos, que não respeitam a sociedade
nem a construção coletiva das políticas públicas. Omitir informações, negar e silenciar
são práticas de governos conservadores, que não têm compromisso com os movimentos
sociais.
A presidenta Dilma não recebe o Movimento LGBT, mas já recebeu duas vezes a
bancada fundamentalista. Relembramos a afirmação que fez no discurso da posse: “Não
haverá de minha parte e do meu governo discriminação, privilégios ou compadrio”.
Não queremos privilégios ou cargos. Queremos políticas publicas baseadas na
Constituição Federal, que diz que todos e todas são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, assim como fez o Supremo Tribunal Federal, no dia 5 de maio de
2011, ao reconhecer a igualdade de direitos.
Se a campanha foi elaborada pelo Ministério da Saúde e aprovada pela SECOM, o que
fez o Ministério da Saúde retirá-la do ar e elaborar novos materiais? Segundo o jornal
Folha de São Paulo, em edição de 14 de fevereiro, o veto partiu da presidência da
república.
A Presidenta Dilma Rousseff não veio a público se explicar sobre o caso.
O Ministério da Saúde não divulgou quem foi o responsável pela modificação da
campanha e pelo veto ao material anterior.
A lealdade do Governo Federal com os religiosos fundamentalistas já havia levado levou ao veto dos materiais didáticos-pedagógicos do Projeto Escola sem Homofobia.
Na ocasião, o veto ao material foi utilizado para barganhar a blindagem do Ministro
Antônio Palocci. Quem está sendo blindado agora? Trata-se de novo acordo da
Presidência da República com a bancada fundamentalista no Congresso Nacional?
Desde então há um silêncio por parte das autoridades competentes.
Até hoje o material ainda não foi liberado, em nenhum formato. Pela liberação imediata
dos materiais para combater a homofobia que assola nossas escolas!
É urgente que as diretrizes para o combate à homofobia discutidas na II Conferência
Nacional LGBT que ocorreu em dezembro de 2011 saiam do papel. Para isso, além de
recursos orçamentários será necessária vontade política e empenho do Governo Federal.
Se a interferência das bancadas fundamentalistas religiosas se mantiver, será impossível
avançar nas políticas públicas de promoção dos direitos LGBT.
Juntamo-nos aos diversos movimentos que questionam o tipo de governabilidade
escolhido por esse governo. Que tipo de governo se pauta pela troca dos direitos de
segmentos de sua população pelo apoio de fundamentalistas religiosos? Quantas
lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais brasileiros precisam morrer
vitimizados pela homofobia e pela aids para esse Governo entender que governar com a
religião fere direitos constitucionais e a laicidade do Estado, além de elevar a violência
contra populações vulnerabilizadas.
A maioria das lideranças do movimento LGBT organizado votou e trabalhou para a
eleição da presidenta Dilma Rousseff, pela continuidade das políticas implementadas no
governo Lula. Infelizmente, até agora, a expectativa de avanços tem sido frustrada.
A ABGLT, Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais, expressa seu repúdio à homofobia institucional que vem se manifestando
em determinadas ações do Governo Federal e convoca todas as entidades de direitos
humanos, suas instituições afiliadas, organizadoras das mais de 200 Paradas do Orgulho
LGBT a combater a homofobia no Brasil.
A ABGLT tomará as medidas necessárias para denunciar a influência do
fundamentalismo religioso junto ao Governo Brasileiro. Recorreremos ao Ministério
Público Federal, à Organização dos Estados Americanos e à Organização das Nações
Unidas, principalmente o Conselho de Direitos Humanos, bem como outros organismos
internacionais.
A ABGLT pede também para se manifestarem formalmente: o Conselho Nacional de
Saúde; o Conselho Nacional LGBT; a Sociedade Brasileira de Infectologia; a Sociedade
Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis; a Comissão da Diversidade do
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; o Conselho Federal de
Psicologia; o Conselho Federal de Serviço Social; a Frente Parlamentar Mista pela
Cidadania LGBT; a Frente Parlamentar Nacional em HIV/Aids; entre outros atores e
atrizes do movimento social brasileiro. Desde já convidamos todos e todas para participarem da III Marcha Contra Homofobia,
em Brasília no dia 16 de maio, com o lema “Homofobia tem cura: educação e
criminalização”, na frente do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação e do
Palácio do Planalto.
Como já disse um ex-ministro da saúde, “O Ministério da Saúde deve cuidar do corpo, e
as Religiões da alma”.
14 de fevereiro de 2012
Assinam as 257 organizações afiliadas (lista baixo) da ABGLT - Associação
Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E
TRANSEXUAIS
Categoria: Organizações Associadas
Associação de Homossexuais do Acre - Rio Branco - AC
Sohmos Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de Arapiraca - AL
Grupo de Gays, Lésbicas da Cidade de Delmiro Gouveia – GLAD - Delmiro Gouveia -
AL
Afinidades – GLSTAL – Maceió - AL
Associação de Homossexuais de Complexo Benedito Bentes – AHCBB – Maceió - AL
Associação de Jovens GLBTs de Alagoas – ARTJOVEM – Maceió - AL
Filhos do Axé – Maceió - AL
Grupo Gay de Alagoas – Maceió - AL
Grupo Gay de Maceió - AL
Pró-Vida – LGBT – Maceió - AL
Grupo Enfrentar – Viçosa - AL
Grupo Direito à Vida - AL
MGLTM - Movimento de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Manacapuru - AM
Associação Amazonense de GLT – Manaus - AM
Associação das Travestis do Amazonas – ATRAAM – Manaus - AM
Associação Homossexual do Estado do Amazonas – Manaus - AM
Associação Orquídeas GLBT – Manaus - AM
Grupo Ghata - Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá – Macapá - AP
Organização Homossexual Geral de Alagoinhas – OHGA – Alagoinhas - BA
Grupo Gay de Camaçari – Camaçari - BA
Fund e Assoc de Ação Social e DH GLBT de Canavieiras e Região – Canavieiras - BA
Grupo Gay de Dias D'Ávila - BA
Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual – GLICH - Feira de Santana -
BA
Transfêmea - Feira de Santana - BA
Eros – Grupo de Apoio e Luta pela Livre Orientação Sexual do Sul da Bahia – Ilhéus -
BA
Grupo Humanus – Itabuna - BA
Grupo Gay de Lauro de Freitas - Lauro de Freitas - BA
Associação da Parada do Orgulho LGBT de Mata de São João – GRITTE - Mata de São
João - BA
Movimento de Articulação Homossexual de Paulo Afonso - Paulo Afonso - BA
Grupo Fênix - Movimento em Defesa da Cidadania LGBT de Pojuca - BA
Associação Beco das Cores - Educação, Cultura e Cidadania LGBT (ABC-LGBT) –
Salvador - BA
Associação das Travestis de Salvador – ATRÁS – Salvador - BA
Associação de Defesa e Proteção dos Direitos de Homossexuais - PRO HOMO –
Salvador - BA
Grupo Felipa de Sousa - Salvador - BA
Grupo Gay da Bahia – Salvador - BA
Grupo Homossexual da Periferia – Salvador - BA
Grupo Licoria Ilione – Salvador - BA
Quimbanda Dudu – Salvador - BA
Grupo de Resistência Flor de Mandacaru – Caucaia - CE
Associação de Travestis do Ceará – ATRAC – Fortaleza - CE
Grupo de Resistência Asa Branca – GRAB – Fortaleza - CE
Movimento Arco-Iris da Sociedade Horizontina – MAISH – Horizonte - CE
GALOSC – Grupo de Apoio à Livre Orientação Sexual do Cariri - Juazeiro do Norte -
CE
Grupo de Amor e Prevenção pela Vida - GAP - Pela Vida – Maracanaú - CE
Ações Cidadãs em Orientação Sexual – Brasília - DF
Estruturação – Grupo d Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Trans de Brasília - DF
ELOS - Grupo de Lésbicas, Gays, Travestis e Trans. do Dist. Federal e Entorno –
Sobradinho - DF
GOLD - Grupo Ogulho Liberdade e Dignidade – Colatina - ES
Associação Gabrielense de Apoio à Homossexualidade – AGAH - São Gabriel da Palha
- ES
Associação das Travestis do Espírito Santo – ASTRAES - São Mateus - ES
AGTLA - Associação de Gays, Transgêneros e Lésbicas de Anápolis – Anápolis - GO
Sociedade Oasis – Anápolis - GO
AGLST-RAQ - Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros da Região Águas
Quentes - Caldas Novas - GO
MCDH-CAT – Movimento por Cidadania e Direitos Humanos LGBT de Catalão/GO e
Região - GO
Associação Desportiva de Gays, Lésbicas, Travestis e Transgêneros de Goiás – Goiânia
- GO
Associação Goiana de Gays, Lésbicas e Transgêneros – AGLT – Goiânia - GO
Associação Ipê Rosa –Goiânia - GO
ASTRAL-GO – Goiânia - GO
Fórum de Transexuais do Goiás – Goiânia - GO
Grupo Eles por Eles – Goiânia - GO
Grupo Lésbico de Goiás – Goiânia - GO
Grupo Oxumaré- Direitos Humanos Negritude e Homossexualidade – Goiânia - GO
Associação Jataiense de Direitos Humanos - Nova Mente – Jataí – GO
ACDHRio – Associação por Cidadania e Direitos Humanos LGBT de Rio Verde/GO e
Região - GO
Grupo Flor de Bacaba – Bacabal - MA
Associação Gay de Imperatriz e Região – Imperatriz - MA
GAPDST - Grupo de Apoio e Prevenção – Imperatriz - MA
Grupo Passo Livre - Paço do Lumiar - MA
Grupo Solidário Lilás - São José de Ribamar - MA
Grupo Expressão - São Luis - MA
Grupo Gayvota - São Luis - MA
Grupo Lema - São Luis - MA
Organização dos Direito e Cidadania de Homossexuais do Estado do Maranhão - São
Luis - MA
Movimento Gay e Alfenas e Região Sul de Minas – Alfenas - MG
Movimento Gay de Barbacena – MGB – Barbacena - MG
ALEM - Associação Lésbica de Minas - Belo Horizonte - MG
Associação de Transexuais e Travestis de Belo Horizonte – ASSTRAV - Belo
Horizonte - MG
Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual – CELLOS - Belo Horizonte - MG
Instituto Horizontes da Paz - Belo Horizonte – MG
Libertos Comunicação - Belo Horizonte – MG
Movimento Gay de Betim - MG
Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Contagem- CELLOS – Contagem - MG
MGD - Movimento Gay de Divinópolis – Divinópolis - MG
MGS - Movimento Gay e Simpatizantes do Vale do Aço – Ipatinga - MG
GALDIUM - Grupo de Apoio Luta e Defesa dos Interesses das Minorias – Itaúna - MG
MGM - Movimento Gay de Minas - Juiz de Fora - MG
MGG - Movimento Gay dos Gerais - Montes Claros - MG
Movimento Gay de Nanuque – MGN – Nanuque - MG
Movimento Gay da Região das Vertentes – MGRV - São João Del Rei - MG
Shama - Associação Homossexual de Ajuda Mútua – Uberlândia - MG
MOOCAH - MG
Associação das Travestis e Transexuais do Mato Grosso do Sul - Campo Grande - MS
Grupo Iguais - Campo Grande - MS
Movimento de Emancipação Sexual, Cidadania, Liberdade e Ativismo do MS - Campo
Grande - MS
MESCLA - MS
Associação de Gays, Lésbicas e Travestis de Cáceres – Cáceres - MT
GRADELOS - Grupo Afro-descendente de Livre Orientação Sexual – Cuiabá - MT
Grupo Livre-Mente – Cuiabá - MT
LIBLES - Associação de Direitos Humanos e Sexualidade Liberdade Lésbica – Cuiabá -
MT
Associação GLS- Vida Ativa – Rondonópolis - MT
Associação das Travestis do Mato Grosso – ASTRAMT - Várzea Grande - MT
APOLO - Grupo Pela Livre Orientação Sexual – Belém - PA
Cidadania, Orgulho e Respeito – COR – Belém - PA
Grupo Homossexual do Pará – Belém - PA
Movimento Homossexual de Belém – Belém - PA
Associação LGBT de Tucuruí - PA
LesbiPará - PA
Associação dos Homossexuais de Campina Grande, Estado da Paraíba - AHCG/PB -
Campina Grande - PB
Gayrreiros do Vale do Paraíba – GVP – Itabaiana - PB
Associação das Travestis da Paraíba – ASTRAPA - João Pessoa - PB
Movimento do Espírito Lilás – MEL - João Pessoa - PB
TABIRAH - Associação de Homossexuais, Lésbicas, Travestis... – Tabira - PE
Grupo Homossexual do Cabo - Cabo Santo Agostinho - PE
Articulação e Movimento Homossexual de Recife – AMHOR – Jaboatão - PE
SHUDO - Associação de Articulação de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos –
Olinda - PE
Grupo Gay de Pernambuco – Recife - PE
Movimento Gay Leões do Norte – Recife - PE
Satyricon- Grupo de Apoio e Defesa da Orientação Sexual – Recife - PE
Atos de Cidadania - São Lourenço da Mata - PE
Grupo Unificado de Apoio à Diversidade Sexual de Parnaíba – O GUARÁ – Parnaíba -
PI
Associação de Travestis do Piauí – ATRAPI – Teresina - PI
GGLOS LGBT - PI
Grupo Expressões - direitos humanos, cultura e cidadania – Cascavel - PR
Associação Paranaense da Parada da Diversidade – APPAD – Curitiba - PR
Dom da Terra – Curitiba - PR
Grupo Dignidade – Curitiba - PR
Grupo Esperança – Curitiba - PR
Inpar 28 de Junho- Instituto Paranaense 28 de Junho – Curitiba - PR
Transgrupo Marcela Prado – Curitiba - PR
Grupo Renascer - Ponta Grossa - PR
Grupo União pela Vida – Umuarama - PR
Grupo Arraial Free - Araial do Cabo - RJ
Grupo Triângulo Rosa - Belford Roxo - RJ
Grupo Cabo Free de Conscientização Homossexual - Cabo Frio - RJ
Grupo Iguais - Conscientização Contra o Preconceito - Cabo Frio - RJ

HOMOSSEXUAL DIFICULDADES

A homofobia é penetrante demais para ser banida da nossa consciência com facilidade, sejamos homossexuais ou heterossexuais. Enquanto houver homofobia na nossa sociedade, qualquer homossexual e qualquer pai ou mãe ou irmão ou amigo de um homossexual terá alguns medos e preocupações bastante legítimos e reais.A orientação sexual homossexual não é limitada a um tipo particular de pessoa. Homossexuais pertencem a todas as idades, classes sociais, culturais, raças, religiões e nacionalidades. Trabalham em todas as profissões. Moram em todos os lugares do país. São bilhões de pessoas e estão em toda parte.Muitos cientistas acreditam que a Orientação Sexual seja moldada, na maioria das pessoas, nos primeiros anos de vida, através de complexas interações de fatores biológicos, psicológicos e sociais, variando de uma cultura para outra.Cientistas descartam os fatores hormonais, genéticos ou congênitos, além de experiências vivenciais durante a infância. Estas interpretações e teorias científicas eram baseadas em medos, tabus e preconceitos.Para a maioria das pessoas, a orientação sexual emerge no início da adolescência, antes mesmo de qualquer experiência sexual. Algumas pessoas relatam ter tentado, durante muitos anos, mudar a sua orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso.A orientação sexual não é uma escolha. Por estas razões, os psicólogos não consideram que, para a maioria das pessoas, a orientação sexual seja uma escolha consciente, que possa ser voluntariamente mudada. Por isso, não se deve falar em “opção” ou “escolha sexual”, mas em “orientação sexual”.O preconceito pelo homossexual baseia-se em esteriótipos preconcebidos, na ignorância ou em fundamentações religiosas homofóbicas.Os esteriótipos nascem da ignorância e do preconceito.As pessoas geralmente temem aquilo que não entendem, e odeiam aquilo que temem. Esta é a base do preconceito e, quando este preconceito é direcionado aos homossexuais, é chamado de “homofobia”.Aprender o máximo que for possível sobre homossexualidade e ajudar a trazer esta discursão mais à tona em nossa sociedade é uma forma de apoiar o homossexual (o qual pode ser aquele que está bem próximo a você e você nem perceba: seu pai, sua mãe ou um de seus irmãos ou um amigo seu etc.). É o mascaramento da homossexualidade e o complô do silêncio que permitem que o preconceito e a discriminação sobrevivam.Orientação Sexual é diferente de comportamento sexual, porque Orientação Sexual se refere a sentimentos e auto-identificação.A Orientação Sexual é um componente da sexualidade humana complexo, indo além do comportamento sexual. A Orientação Sexual engloba sentimentos sexuais, sentimentos românticos, sentimentos emocionais, identidade social e identidade de gênero.Nossa sociedade tem uma “pré-suposição heterossexual”. Nós somos educados – pela nossa família, pelas escolas, pelas religiões e pela imprensa – a achar que todo mundo é heterossexual, e nós somos freqüentemente influenciados a discriminar aqueles que não são. Esta “pré-suposição” somente agora começa a mudar.Devido a esta “pré-suposição” e preconceito, muitas pessoas não começam a entender sua Orientação Sexual até chegarem à adolescência ou mesmo à idade adulta – e isso pode ser muito confuso.Não é fácil uma pessoa descobrir se ela mesma é homossexual. O preconceito que existe na nossa sociedade pode fazer com que a própria pessoa queira esconder o que sente, até mesmo de si própria. E isso pode fazer com que a pessoa se sinta isolada e completamente sozinha.Ninguém sabe exatamente de que forma é determinada a Orientação Sexual humana: por que alguns preferem o mesmo sexo, o oposto ou os dois. Muitos cientistas acham que é uma questão genética, biológica ou psicológica: a Orientação Sexual de uma pessoa pode ser estabelecida antes do nascimento ou nos primeiros anos da infância.Ser homossexual não é apenas natural: é tão saudável quanto ser heterossexual.Não há motivo de se interrogar por que uma pessoa é homossexual. Simplesmente, algumas pessoas são homossexuais e algumas pessoas são heterossexuais, da mesma forma como algumas pessoas têm olhos azuis e outras têm olhos castanhos. Não é algo que uma pessoa pode escolher ser ou não ser. É simplesmente mais uma parte do que a pessoa é.

Olha a Postura

Gente gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos que considero muito importantes principalmente para a classe LGBT e a todos aqueles que lutam por respeito, dignidade e igualdade. Meu objetivo aqui através dessa publicação é manifestar meus pensamentos relativos as Paradas Gays que acontecem por todo país.
Depois de analisar essas imagens respondam: É assim que pretendemos lutar por respeito e igualdade? É esse o caminho? Será que atitudes como essas não só fazem manchar ainda mais nossa imagem, e atribuir de certo modo nossa sexualidade a algum promiscuo e vulgar? E olhem que essas fotos são das mais leves que encontrei, existem coisas piores, muitas vezes até uma falta de respeito a símbolos religiosos extrema! É através de atitudes como essas que buscamos o respeito da sociedade? Onde estão nossos princípios? Onde esta nossa moral? Pra que enfim Parada Gay? O objetivo é esse que vemos nas fotos?

Gente, nossa imagem, é nosso cartão de visita, se desejamos ser bem vistos, é necessário que esse cartão de visita esteja apresentável, não quero aqui criticar aqueles que fazem a Parada Gay, cada um faz de sua vida o que bem entender, só não consigo encontrar em ações como essas algum que favoreça a categoria, muito pelo contraria, até eu que sou homossexual me envergonho em ver cenas como essas, a impressão que tenho, é que as Paradas Gays deixaram de ser um evento em combate a violência e a homofobia ( se é que alguma vez já foram ) para se tornar uma festa, onde gays e cia se reúnem para afirmar a sociedade que somos isso que vemos nas fotos, não preciso nem descrever, quero que cada um reflita se o que digo não faz sentido...


O combate ao preconceito e a homofobia somente terá expressão real e verdadeira quando os membros da comunidade LGBT desenvolverem suas qualidades a beneficio do grupo, e pararem de promover eventos que só mancham mais ainda nossa imagem como pessoas. Precisamos rever nossos conceitos, precisamos de pessoas com postura, princípios, visão e acima de tudo seriedade para que enfim possamos alcançar aquilo que mais almejamos: Liberdade, dignidade, respeito e igualdade. Mais isso só vai acontecer, se deixarmos de brincar, e levarmos as coisas a serio. Fica aqui minha critica a organização das Paradas Gays de todo Brasil.

Sou Gay e estou sendo Discriminado. E agora?

Por Saiba como usar a lei contra a homofobia
Freqüentemente ouvimos notícias de casos de discriminação contra lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais em decorrência de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Os locais variam: o espaço familiar, a escola, o ambiente de trabalho, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais em geral.
Se nunca fomos discriminados, é comum que consideremos esses problemas como algo distante de nós – mas, de repente, quando menos esperamos, acontece conosco. No fim das contas, também é problema nosso. E agora? O que se deve fazer em um caso desses? A discriminação por orientação sexual é crime no Brasil? Há alguma medida que se deva adotar em ocorrências desse tipo?
Neste artigo, tentaremos esclarecer algumas dúvidas e apontar os melhores caminhos para se denunciar a prática de discriminação contra homossexuais sempre que ela acontecer. Por motivos de força maior, enfocaremos, a princípio, o Estado de São Paulo.
1) Discriminar alguém por ser homossexual é crime no Brasil?
Infelizmente, ao contrário do racismo e da discriminação por gênero, a homofobia (aversão, discriminação a homossexuais) ainda não é legalmente caracterizada como crime no Brasil. A Constituição Federal prevê, em seu artigo 5º, XLI, que "a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais", mas isso ainda não foi regulamentado por meio de lei ordinária.
Atualmente, até existe um projeto de lei em andamento na Câmara dos Deputados contemplando os GLBTs, mas ainda não há garantias de que a discriminação contra homossexuais seja reconhecida como crime.
2) Se homofobia não é crime, não se pode fazer nada?
Não é bem assim. Em estados como Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal e de uma série de municípios nesses mesmos estados e em alguns outros da federação, já existem legislações que punem condutas homofóbicas por parte de pessoas e estabelecimentos.
A diferença é que essas leis, de âmbito local, punem administrativamente, em geral por meio de multas significativas e, no caso de estabelecimentos, até cassação de alvarás. Elas não são restritivas da liberdade porque, como dissemos, a homofobia ainda não é crime – e só no âmbito federal poderia ser incluída no nosso Código Penal, que trata de punições desse tipo.
3) No Estado de São Paulo, há lei antidiscriminatória?
O Estado de São Paulo, a partir da promulgação, pelo governador, da Lei nº 10.948, em 5 de novembro de 2001, passou a contar com uma legislação que prevê punições em caso de discriminação contra cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros (travestis e transexuais).
A autoria do projeto foi do deputado Renato Simões (PT/SP), e estão previstas penalidades que vão da advertência até a cassação da licença de funcionamento, passando por multas de 1.000 UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo) ou 3.000 UFESPs e suspensão da referida licença por 30 dias.
A Lei 10.948/2001 foi regulamentada pelo secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania por meio da Resolução nº 088, de 19 de agosto de 2002, e, embora a regulamentação por meio de um decreto emitido pelo governador nos parecesse a forma mais adequada, já é possível fazer valer os direitos previstos nesta lei, bem como a aplicação de suas punições.
4) E o que é discriminação nos termos da Lei 10.948/2001?
O artigo 2º da Lei 10.948/2001 dispõe que são considerados "atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros, para os efeitos desta lei:
I - praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica;
II - proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público;
III - praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei;
IV - preterir, sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou similares;
V - preterir, sobretaxar ou impedir a locação, compra, aquisição, arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer finalidade;
VI - praticar o empregador, ou seu preposto, atos de demissão direta ou indireta, em função da orientação sexual do empregado;
VII - inibir ou proibir a admissão ou o acesso profissional em qualquer estabelecimento público ou privado em função da orientação sexual do profissional;
VIII - proibir a livre expressão e manifestação de afetividade, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos".
O artigo 3º estabelece que "são passíveis de punição o cidadão, inclusive os detentores de função pública, civil ou militar, e toda organização social ou empresa, com ou sem fins lucrativos, de caráter privado ou público, instaladas neste Estado, que intentarem contra o que dispõe esta lei".
5) Se alguém discriminar, quais são as penalidades?
Pelo artigo 6º, verificamos que "as penalidades aplicáveis aos que praticarem atos de discriminação ou qualquer outro ato atentatório aos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana serão as seguintes:
I - advertência;
II - multa de 1.000 (um mil) UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo;
III - multa de 3.000 (três mil) UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, em caso de reincidência;
IV - suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 (trinta) dias;
V - cassação da licença estadual para funcionamento".
O mesmo artigo, em seu parágrafo 1º, estabelece que "as penas mencionadas nos incisos II a V deste artigo não se aplicam aos órgãos e empresas públicas, cujos responsáveis serão punidos na forma do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado – Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968", enquanto o parágrafo 2º diz que "os valores das multas poderão ser elevados em até 10 (dez) vezes quando for verificado que, em razão do porte do estabelecimento, resultarão inócuas".
Já o artigo 7º prevê algo muito importante: a responsabilidade dos funcionários públicos do Estado, civis ou militares, na garantia do cumprimento da lei. Confira: "aos servidores públicos que, no exercício de suas funções e/ou em repartição pública, por ação ou omissão, deixarem de cumprir os dispositivos da presente lei, serão aplicadas as penalidades cabíveis nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos".
6) Tudo bem. Mas, se a discriminação acontecer, como eu utilizo a lei na prática?
A Lei 10.948/2001 já define como as denúncias podem ser apresentadas e encaminhadas. O artigo 4º estabelece que "a prática dos atos discriminatórios a que se refere esta lei será apurada em processo administrativo, que terá início mediante:
I - reclamação do ofendido;
II - ato ou ofício de autoridade competente;
III - comunicado de organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos".
Portanto, o processo administrativo contra a pessoa ou o estabelecimento que praticar discriminação pode ser iniciado tanto em decorrência de reclamação direta da pessoa ofendida quanto por iniciativa de autoridade competente ou ainda por meio da denúncia de organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.
Como veremos a seguir, isso significa que, no que diz respeito a você, é possível tanto acionar, por conta própria, a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania quanto procurar um grupo de defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros ou de direitos humanos.
7) É preciso ser militante ou ter advogado para denunciar?
O artigo 5º prevê que "o cidadão homossexual, bissexual ou transgênero que for vítima dos atos discriminatórios poderá apresentar sua denúncia pessoalmente ou por carta, telegrama, telex, via Internet ou fac-símile ao órgão estadual competente e/ou a organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos".
O parágrafo 1º do mesmo artigo estabelece que "a denúncia deverá ser fundamentada por meio da descrição do fato ou ato discriminatório, seguida da identificação de quem faz a denúncia, garantindo-se, na forma da lei, o sigilo do denunciante".
Finalmente, o parágrafo 2º diz que "recebida a denúncia, competirá à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania promover a instauração do processo administrativo devido para apuração e imposição das penalidades cabíveis".
Não há, portanto, obrigatoriedade de se constituir advogado para encaminhar a denúncia, embora a assistência de um profissional dessa área possa qualificá-la, aumentando as possibilidades de vitória.
Da mesma forma, não é preciso ser militante, embora muitas vezes o apoio de militantes para encaminhar a denúncia possa ser proveitoso.
8) E como funciona o processo?
Depois de encaminhada a denúncia, a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, por meio de sua Comissão Processante Permanente (CPP) – composta por três servidores públicos –, envia uma notificação, via postal, ao denunciado, para que ele se manifeste sobre a denúncia.
Depois do prazo para essa defesa, o processo volta ao presidente da Comissão, que determina, se for necessária, a realização de uma audiência para ouvir testemunhas.
Depois disso, o processo pode ir a julgamento, e, da decisão da CPP, aplicando ou não alguma penalidade, cabe recurso ao secretário de Justiça e Defesa da Cidadania.
9) Existe algum gasto para abrir o processo?
Não. O processo é gratuito. O que podem acarretar despesas é, no caso das pessoas do interior do Estado, protocolar a denúncia na Secretaria, que fica na capital e não tem estrutura descentralizada pelo interior de SP, e arcar com os custos de transporte das testemunhas para a audiência em que serão ouvidas.
10) E, no momento da discriminação, qual a atitude a ser tomada?
Tente argumentar com a pessoa que está discriminando, mas não exagere na tensão, pois isso pode piorar o clima e acarretar algo pior, como uma agressão ou coisa do gênero.
Veja se existem outras pessoas presenciando o fato e verifique se algumas delas se dispõem a ser suas testemunhas. Anote ao menos os nomes e os telefones, para depois pegar os dados completos, inclusive os endereços.
11) É necessário fazer Boletim de Ocorrência?
O Boletim de Ocorrência (B.O.) é o equivalente ao que o Código de Processo Penal define como "notitia criminis", expressão em latim que corresponde a "notícia do crime".
Como já afirmamos anteriormente, o ato em si de discriminar por homofobia não caracteriza crime no Brasil. Portanto, para fazer a denúncia prevista na Lei 10.948/2001, a lavratura de Boletim de Ocorrência não é um pré-requisito indispensável.
Entretanto, fazer um B.O. pode ajudar no sentido de já se ter logo registrado por um órgão público a situação de discriminação – mas atenção: quando a homofobia não estiver associada a uma atitude efetivamente prevista como crime, seja no Código Penal ou em legislação penal esparsa, a autoridade policial poderá recusar-se a redigi-lo, sem que isso signifique que ela está incorreta ou que também o está discriminando.
No entanto, se, além da discriminação, acontecer qualquer atitude que possa ser enquadrada como criminosa, desde os crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação – até lesões corporais, fazer o Boletim Ocorrência é absolutamente necessário, especialmente nos casos de agressão física: O B.O. é o meio mais rápido para se obter a requisição para o exame de corpo de delito, que é feito pelo Instituto Médico Legal.
12) E se eu for agredido e o Instituto Médico Legal não estiver aberto?
Se o IML de sua cidade não funcionar 24 horas, não espere pelo dia em que ele estará aberto, pois, dependendo das lesões ocasionadas – leves, médias ou graves –, as seqüelas podem desaparecer.
Para que isso não ocorra, a vítima deve se dirigir a um hospital para ser atendida e assim garantir que seja feito um relatório médico em que sejam devidamente registradas as lesões.
13) O processo pela Lei 10.948/2001 é o único a ser aberto?
A denúncia com base na Lei 10.948/2001 é fundamental para que seja iniciado um processo que caracterize a homofobia, mas outras medidas processuais também podem ser tomadas.
Se a cidade onde ocorreu a discriminação tiver uma lei municipal antidiscriminatória – como são os casos de Campinas e São José do Rio Preto no Estado de São Paulo, por exemplo –, pode ser aberto ao mesmo tempo um processo no âmbito municipal, funcionando como mais um instrumento de pressão.
Ademais, se, além do ato discriminatório, acontecer alguma atitude que possa ser enquadrada como criminosa (calúnia, injúria e difamação, ameaça, constrangimento ilegal, lesão corporal, entre outras), a vítima pode tomar as providências para que seja aberto um processo criminal.
Se for um crime contra a honra – calúnia, injúria e difamação –, a ação penal é privada, ou seja, é preciso que a vítima constitua um advogado para ingressar com a queixa-crime diretamente perante o Judiciário.
Se for algum dos outros crimes que citamos, a vítima pode comparecer diante do Ministério Público para encaminhar a representação com ou sem advogado, e, a partir daí, se entender que há indício de conduta criminosa, a promotoria encaminhará ofício à autoridade policial (delegado), determinando a abertura de Inquérito Policial – que, ao final, poderá resultar na abertura do Processo Criminal por denúncia do próprio Ministério Público.
Além disso, se a vítima, com a assistência do advogado, entender que sofreu danos morais em decorrência da atitude discriminatória praticada, poderá também ingressar com uma ação indenizatória, pleiteando uma reparação pelos danos morais sofridos.
14) A única reação à homofobia é a abertura de processos?
Os processos são importantes e necessários, pois as penalidades aplicadas a determinados casos, especialmente aqueles que se tornam mais emblemáticos, podem atuar de maneira pedagógica sobre a sociedade.
Já imaginou, por exemplo, o efeito de uma condenação – em processo administrativo, criminal, civil ou qualquer outro possível – contra um notório homófobo, do tipo desses deputados evangélicos que saem por aí propondo projetos de lei de apoio à "cura" da homossexualidade? Pense na repercussão que isso teria e como alguns destes intolerantes pensariam duas vezes antes de nos ofender...
Podemos também – e penso que, sempre que possível, devemos tentar – realizar manifestações públicas (ações diretas) contra estabelecimentos que discriminem cidadãs ou cidadãos por serem lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais.
Isso tem impacto junto à opinião pública e pode servir para, junto com as medidas processuais, advertir os homófobos de que estamos atentos e não aceitaremos qualquer forma de discriminação, seja por orientação sexual e/ou identidade de gênero, seja por que motivo for.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Homens gays relatam drama de viver casamentos de fachada com mulheres Britânico criou grupo de apoio: 'Não existimos no mundo gay, nem no mundo hétero; somos invisíveis."

Membros do grupo de apoio a homns gays casados estão em diferentes estágios: alguns apenas suspeitam que são gays, enquanto outros já contaram a suas esposas 
Décadas atrás, quando os gays da Grã-Bretanha e de outros países ocidentais tinham de enfrentar o ostracismo e viviam sob a ameaça de serem processados, muitos optaram por se casar e esconder sua sexualidade.
Mas mesmo agora, com uma aceitação crescente, alguns continuam optando pelo mesmo caminho.
Nick, que está na casa dos 50 anos, é casado com sua esposa há 30 anos. Ele é gay.
Ele acha que sua mulher suspeitava há muitos anos de sua sexualidade, mas conta que tudo veio à tona quando ele teve um relacionamento com outro homem.
"Ela (esposa) perguntou se eu queria deixá-la, mas eu não queria. Acima de tudo, ela é minha melhor amiga. Então decidimos que continuaríamos juntos como melhores amigos", diz.
Nick não é seu nome real – muitos amigos e parentes do casal não sabem que ele é gay e ele prefere se manter anônimo para proteger sua esposa.
Ele conta que, desde o começo, o casamento não era completo, com muitas dúvidas sobre se eles haviam feito a coisa certa. Ele sempre teve dúvidas sobre sua orientação sexual, e isso se agravou com o tempo.
Tolerância
Como muitos outros homens nessa situação, Nick se viu vivendo uma vida dupla. Na superfície, ele era um homem em um casamento feliz. Mas ele também tinha o hábito de ver pornografia gay. E conta que há seis anos, acabou se relacionando com um amigo gay quando ambos ficaram bêbados.
Nick conta que sua esposa ficou irritada e desapontada quando ela descobriu, e que, àquela altura, ele não tinha mais como negar que era gay.
"Senti que era a oportunidade ideal para ser honesto e contar para ela sobre algo que ela já suspeitava. Então, concordamos que eu se eu não fizesse mais isso, não tocaríamos no assunto – e quando voltasse a acontecer, iríamos falar sobre isso."
Nick admite que seria melhor para sua esposa se ele tivesse admitido antes que era gay. Ela lhe disse que estava desapontada porque ele não havia confiado nela.
"Eu ainda me sinto totalmente grato a ela todos os dias por ela ser tão tolerante", conta.

John, que criou grupo de apoio a homens gays casados com mulheres: 'Não existimos no mundo gay, nem no mundo hétero, somos invisíveis.' 
O casal optou por permanecer junto não por conta das crianças, já que eles não têm filhos, mas, sim, pelos sentimentos que nutrem um pelo outro.
"Está tudo bem com a minha esposa. Tanto que ainda amamos um ao outro e ainda estamos juntos. Mas as coisas poderiam ter sido bem diferentes."
Apesar de o casal continuar junto, eles agora dormem em quartos separados.
Nick prometeu à mulher que ele não vai mais ter relações sexuais com outros homens – ele diz que deve isso a ela.
Mas será que ele consegue manter sua promessa. "Espero que sim. Essa é minha intenção. Sinto como se não tivesse tido uma opção no passado, como se algo tivesse sido imposto a mim. Agora estou tomando a decisão que me parece acertada, que é manter o celibato."
Grupo de apoio
Nick participa de um grupo de apoio chamado Gay Married Men (Homens gays casados), que tem sede na cidade britânica de Manchester e foi fundado há 10 anos. Vários homens viajam de outras partes do país para participar das reuniões.
O fundador do grupo, que prefere ser chamado apenas de John, conta que os homens são, em sua maioria, mais velhos, sendo que muitos casaram nos anos 70 e 80, quando a sociedade era mais hostil aos gays.
Mas por que então eles se casaram?
Nick conta que muitos dos participantes participam do grupo justamente para tentarem se entender.
Andy, de 56 anos, dá seu depoimento: "Alguns achavam que estavam apenas passando por uma fase e que logo encontraria uma mulher que o transformaria em uma homem de verdade, como muita gente dizia."
John, um professor de Manchester que foi casado por sete anos, diz que ele demorou para perceber que era gay. Ele sabia que sua sexualidade era ambígua, mas ele não tinha nem vocabulário para defini-la.
"Eu não sabia como era um homem gay. Na verdade, eu sabia que os gays era afeminados. E eu não me sentia assim. Logo, eu não poderia ser gay, não é?"
'Não existimos no mundo gay porque somos casados'
Os membros do grupo estão em diferentes estágios. Alguns apenas suspeitam que sejam gays, enquanto outros vivem ou viveram com suas esposas, sendo que algumas delas já se casaram com outros homens.
John agora é casado com um homem que é seu parceiro há 23 anos. Andy está se divorciando de sua mulher após 30 anos de casamento e quatro filhos.
"Eu ainda a amo. Nós somos muitos próximos. Somos melhores amigos – o que pode soar estranho para alguns, mas temos quatro filhos juntos…"
Mas muitos outros continuam casados seja por conta da expectativa de amigos e parentes ou porque eles têm filhos e não querem que a família se separe.
Jonh diz que muitos homens se veem desesperados e sem nenhum apoio – muitos sofrem de depressão severa.
"Já vimos muitos caírem no choro porque eles estavam decepcionados e agora estão aliviados por terem descoberto que há outros homens na mesma situação. Porque isso é parte do problema, nós somos um mito, não existimos", conta John.
"Não existimos no mundo gay. Estamos no limite do mundo gay porque somos casados. E não existimos também no mundo hétero. Então, somos invisíveis."
Os membros do grupo dizem que não julgam pessoas como Nick e que a mensagem principal é a de que esses homens não precisam passar por isso sozinhos.
"Há pessoas que estão conseguindo lidar com sua sexualidade e sua família. Eles ainda se relacionam com os filhos, não foram cortados do relacionamento familiar", conta Nick.
"Eu, definitivamente, estou mais feliz agora – ser honesto com a minha mulher me tirou um peso das costas.

Jennifer Hudson faz show surpresa em casamento de rapazes nos Estados Unidos A cantora apareceu na cerimônia como 'o presente' para o casal e os convidados.

Jennifer Hudson foi a maior sensação do casamento de Chris e Scott Lindsey, no Texas, Estados Unidos, na noite de quarta-feira (8). A cantora apareceu de surpresa no palco para um show após o casal dizer o 'sim'.

A cantora e ganhadora do Oscar atendeu a um pedido da organização LGBT Turn It Up For a Change e apareceu na cerimônia como 'o presente' para o casal e os convidados.

Assim que Chris e Scott oficializaram a união, todos foram avisados de que os recém-casados ganharam um recado em vídeo de Hudson. No telão, a cantora parabenizou a união.

"Quando meus amigos me contaram que vocês finalmente poderiam se casar no Texas eu tive que mandar uma mensagem para dar os parabéns", disse ela antes das cortinas caírem e ela iniciar sua apresentação com dois dançarinos.

Obviamente, Hudson causou furor com seu pocket show. Após cantar para os convidados, foi assediada por todos com pedidos de fotos.





É possível ter prazer no sexo anal. Confira dicas para aproveitar ao máximo

Considerado um tabu em certas zonas do globo, o sexo anal começa cada vez mais a fazer parte da vida sexual de muitos casais.

No entanto para muitas mulheres e muitos Homens o inicio nesta nova pratica pode ser dolorosa. No entanto, não existe necessidade para isto. Quando acabar de ler este artigo irá ter na sua mão 4 dicas que o ajudarão a tornar o sexo anal algo inesquecível tanto para si como para a sua parceira.


1 - Não insista com a penetração


Apesar de ser difícil de acreditar, você não necessita de inserir os seus dedos ou o seu pênis no interior do ânus para que a sua parceira ou seu parceiro sinta as sensações associadas ao sexo anal.


Simplesmente por pressionar o seu pênis contra o anus ou fazer movimentos como se de uma borracha se trata-se ela irá retirar prazer.


2 - Faça com que seja bom de todas as vezes


Apesar de todas as minhas amigas e amigos me dizerem que a primeira vez delas deles , ou até mesmo a terceira, doeu como tudo! Isto não têm que acontecer! E quando digo isto estou a falar a sério!


Agora se ambos não estiver calma, vai doer. Se você insistir em colocar o seu pênis no interior do ânus todo de uma vez, vai doer. Se não utilizar lubrificante, vai doer!


Você necessita de falar sobre isto com a sua parceira, ou parceiro e ambos têm que concordar em fazer sexo anal, de boa vontade! Alem de que você deve deixar que seja ambos a indicar o caminho durante o sexo! Deixe que ambos pegue no seu pênis e o introduza lentamente, sendo ambos quem decide.


3 - Estimule a região anal enquanto estiver a fazer outras coisas


A sensação de você a tocar unicamente no ânus dela, ou dele  pode ser pouco confortável para a seus parceiros. No entanto junte-lhe sexo oral ou penetração, e de repente pode-se tornar extremamente agradável.


Por exemplo enquanto estiver a realizar penetração vaginal, ou oral pode introduzir um pequeno brinquedo sexual no ânus da sua parceira, ou parceiro dando-lhe a sensação de penetração.


4 - Obedeça às regras de higiene


Existe uma razão para as mulheres se limparem da frente para trás e os Homens fazer o chuveirinho As bactérias do ânus podem causa infecção na vagina. E esta mesma regra aplica-se ao sexo anal!


Se você coloca os seus dedos ou pênis dentro do ânus da sua parceira, ou parceiro não pode simplesmente voltar a introduzi-los na vagina dela. No entanto existem soluções para este problema. Pode sempre descartar-se do preservativo para sexo anal, e introduzir um novo. Quanto para os dedos, você pode sempre ter por perto toalhas para bebe e limpar os seus dedos.


Lembre-se você pode ir da vagina para o anus, mas não nunca ao contrario!


Certifique-se que o sexo anal é divertido ao fazer com que a sua parceira ou parceiro se sinta confortável com ele ou com ela Mantenha em mente de que o sexo anal é extremamente perigoso é uma boa forma de se transmitirem doenças. Sendo assim se não esta numa relação monogoma, em que ambos efetuaram exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis, mantenha barreiras de látex!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Rosie Jones foi eleita a Mulher mais linda do mundo





Morre adolescente esfaqueada na Parada do Orgulho LGBT de Jerusalém Extremista judeu feriu seis pessoas com faca e foi detido. Jovem de 16 anos morreu neste domingo em hospital.

Um judeu ultraortodoxo ataca pessoas com uma faca na Parada LGBT de Jerusalém nesta quinta-feira (30).
Uma adolescente israelense de 16 anos morreu neste domingo (2) ao não resistir aos ferimentos depois de ter sido esfaqueada, ao lado de outras cinco pessoas, por um extremista judeu durante o desfile do Orgulho LGBT em Jerusalém na quinta-feira (30), anunciou o hospital Hadassah.

O extremista, Yishaï Shlissel, colono ultraortodoxo, detido e indiciado depois do ato, acabara de cumprir 10 anos de prisão por um ataque similar que deixou três feridos na parada do Orgulho LGBT de Jerusalém em 2005.

A adolescente, Shira Banki, havia sido internada em "estado crítico"

Lamentável quando vemos estes tipos de noticias pelo mundo, Porque isso acontece será, que e falta de informação da pessoa? será problemas psicológicos, será Burrice, Infelizmente a sociedade desenvolve em algumas coisas menos nas Mentes, que continua com cérebro de pássaro, Será que um dia seremos livre do preconceitos, da homofobia ? 

Modelos transexuais ganham agência especializada em Los Angeles, nos EUA Transexuais estão finalmente ganhando mais visibilidade no showbiz e no mundo da moda.

Com o sucesso de Caitlyn Jenner, de Laverne Cox, de "Orange is the New Black", e da australiana Andreja Pejic, parece que pessoas transexuais estão finalmente ganhando mais visibilidade no showbiz e no mundo da moda. De acordo com a revista norte-americana "Advocate", uma agência especializada em modelos trans vai atuar em Los Angeles, nos EUA.

Em 2014, a empresa tailandesa Apple Models Management fez história ao se tornar a primeira a criar uma divisão para representar homens e mulheres transexuais. Para expandir os negócios, a agência abre, ainda nesta temporada, uma unidade na cidade californiana.

A parte norte-americana da Apple vai ser comandada por Cecilio Asuncion, responsável pelo documentário "What's the T?". No filme, o filipino exalta a existência de manequins trans como Candy Darling, Tula, Octavia Saint Laurent e, no momento, Pejic e Lea T. "Mas o potencial delas nunca foi completamente explorado por causa do tabu acerca da comunidade trans. E isto tem que mudar", falou ao site da revista.

A Apple já tem seis mulheres transexuais em seu casting norte-americano e está procurando mais homens e mulheres trans dispostos a posar e desfilar. No Brasil, Renata Montezine foi a primeira modelo transexual plus size a participar da Fashion Weekend Plus Size, no sábado (25).

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