Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Parada Gay 2012 Parada Gay de São Paulo 2012

A primeira manifestação do orgulho gay no Brasil aconteceu em São Paulo, em 1996, e desde o começo teve uma carcaterística curiosa: seu público record. A edição deste ano contou com um milhão e meio de pessoas. Em 2005, o número subiu para 1,8 milhão e, em 2007, a organização estimou cerca de 3,5 milhões de participantes. Esse número a converteu no maior evento do mundo desse gênero, com um público massivo tanto do Brasil, como internacional. 
A Parada Gay, cujo nome oficial é Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), acontece na Avenida Paulista e a cidade fica praticamente interditada durante sua realização. A festa, que possui como objetivo principal a reinvidicação dos direitos do coletivo, também organiza debates, seminários, shows e palestras sobre o assunto. A cada ano, possui um tema diferente. Pesquise voos baratos para São Paulo e desfrute da parada Gay 2012

Parada Gay 2012

A Parada Gay 2012 de São Paulo é a 16ª edição do Mês do Orgulho LGBT, e acontecerá no dia 10 de Junho 2012. O lema dista edição vai ser "Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!". O acontecimiento vai ser muito importante por ser a 16ª edição e a previsão é de que a festa tenha um público ainda maior que os outros anos.
O desfile e os demais eventos serão organizados pela Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. A previsão é de que a festa tenha um público ainda maior que os outros anos, diversos trios elétricos, espetáculos, uma feira cultural e exposições. Saiba mais no site oficial da entidade.

Hotéis gay-friendly em São Paulo

Pode encontrar muitas opções interessantes de hotéis gay-friendly em São Paulo com eDreams.

Homenagem aos Gays do mundo inteiro

Hoje aqui em Fortaleza e em São Paulo teremos a parada gay, a luta contra a homofobia, contra todos os preconceitos que existem em cima da galera LGBT, hipocrisia da sociedade apenas isso, olhem para dentro de vocês próprios e vivam felizes se importando com suas vidas e não com a dos outros.
Então em homenagem a bandeira Gay, que é super colorida, vou postar roupas e acessórios super coloridos.

Vamos aprender a dar conta de nossas próprias vidas gente!

MODA DE RUA NA PARADA GAY

A nossa coluna de moda de rua na revista Época SP tem interesse em ver, na simplicidade dos looks de todo dia, o que de mais legal as pessoas usam em determinadas ocasiões e enventos – pra então pensar em que idéias a gente pode dividir com todo mundo que lê a revista. Imagina então que delícia ver os looks de quem foi assistir à Parada do Orgulho Gay aqui em SP! Era um domingo super super frio mas nem isso espantou o povo: todo mundo apostou em sobreposições pra ir se desfazendo de tanta roupa (porque no meio de tanta gente aquilo esqueeeeenta, viu) e em cores mais neutras – a gente achou que era pra contrastar com tanto arco-íris! Mais que isso, tava todo mundo confortável (quando não tavam “montadas”, né?) e bem bonitinho.
parada_tachas
A coluna tá aqui embaixo, com os nossos textinhos originais apontando cada interessância vista nos nossos modelos de vida real. Mas o nosso maior achado naquele domingo foi o Eric (aqui em cima!), que não entrou na edição mas que foi o nosso “modelo” favorito no dia das fotos! Ele tava tão colorido, mas tão colorido – na camiseta, no colete, no moletom e no lenço – que até o cabelo entrou na festa pra participar da coordenação de tantas cores. Mas o melhor tava em detalhe: depois de fazer uma calça velha virar bermuda, o Eric TACHOU O BOLSO DE TRÁS TODINHO pra partir o coração de todo mundo de inveja! E de estímulo pra fazer também, que ele falou que foi superfácil fazer, viu (a gente a-ma “gente que faz”). Quem vai tentar levanta a mão! \o/
Plus a mais: na galeria de fotos ali emabaixo tem todos os looks fotografados  
parada
Pra aquecer, mas nem tanto: o colete de tricô fino da Melina complementa a calça e a camiseta tipo polo acrescentando estampa e cores interessantes ao look. A padronagem tipo argylé, super formal por essência, fica descoladíssima combinada com o tênis colorido e vira a graça do look.
A calça jeans em modelagem skinny do Lourenço poderia ficar básica se não tivesse a lavagem cinza, em coordenação perfeita com a regata no mesmo tom. O tênis bege e preto fica elegante junto com as outras cores do look – todas neutras, competadas pelo paletó super estilizado com botões dourados e mangas mais curtas.
Julia misturou calça jeans com paletó leve, e desse jeito fez com que elementos dos guarda-roupas formal e informal estivessem em perfeita harmonia pra dar conforto ao look. O tênis baixo, em cor neutra, complementa tudo em parceria com a regata branca – que se não mostrasse essa pontinha de barriga deixaria tudo ainda mais elegante, mesmo com clima informal.
O turismólogo Marcos completou o look bermuda + suéter sobre camisa com uma jaqueta quentinha. A sacada ficou por conta da modelagem moderna da jaqueta, confeccionada em lã tradicionalmente usada pra ternos formais. O chapéu protege tanto do vento frio quanto do sol!
Quem disse que cores só criam impacto quando usadas em profusão? A Samira prova no look simples mas bem pensado que pontos coloridos  fazem a diferença num visual neutro: o sapato cor de rosa e o verde intenso – da camiseta e da sombra nos olhos! – tira a sainha branca do comum. A sobreposição de camisetas é o truque pra espantar qualquer frio.

Moda no mundo GAY

A democracia da moda não poderia deixar de lado uma boa (se não a maior) parcela de seus seguidores: os GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis e Transexuais. Sempre antenados com o que há de novo no mundo fashion, são grandes consumidores de marcas famosas, sejam elas tradicionais  ou recém lançadas e não abrem mão de um toque de personalidade e criatividade aos looks.


Essa parcela de seguidores da moda sejam eles homens ou mulheres, não se prendem a estereótipos e estão sempre inovando. Uma das novidades é ser másculo, onde quanto mais “homem” eles parecerem mais sexy e atraente ficam. O que tira aquela imagem de que para ser gay tem que ser delicado e afeminado. Foi basicamente inspirados em  um dos maiores e admirados  personagens da cena gay Brian Kinney representado pelo ator Gale Harold no seriado Queer as Folk.

             
Outro exemplo a ser seguido ( e já é) é o de Katherine Moenning, interprete de Shane  no seriado The L Word, com estilo único e roupas “roubadas” do guarda roupas masculino ela mantém sua legião de fãs e seguidores do seu modo de vestir.



         Há também aqueles que independentes da sua condição sexual optam por seguir (ou não) a moda contemporânea sem se ligar a títulos. Como mulheres super femininas em suas roupas de grife que em momento algum indica traços de sua preferência sexual. Exemplos: Olivia Wilde, Sarah Shahi e Kristanna Loken.


!!!! O MUNDO É GAY !!!!! 2012

SÃO AS PARADAS GAYS PARANDO O BRASIL!!!
Gente, este fim de semana tá bombando! São paradas da diversidade em praticamente todas as regiões do país. Da bela Marabá, no querido Pará, até Porto Alegre, POA, para os íntimos. É muita alegria, festa, diversão, porque o engajamento político LGBT não carrega a sisudez e a seriedade-serialidade dos movimentos que não entenderam a turbulência revolucionária. Nada de sambódromo ou confinamento! Parada é para isso mesmo que ela diz: parar. O trânsito, o ir-e-vir, a rotina, o cotidiano obnubilado de uma moralidade apassivadora e castradora. É para parar o preconceito, a homofobia, a discriminação, a exploração das minorias produtoras de riqueza por um capitalismo cuja função é sugar a vitalidade do trabalho, seja ele qual for. Portanto, maninh@s, parem! Parem de ficar paradas aí e vão cair na balada engajada e consciente das paradas gays por todo o país. Se podemos mobilizar capitais e cidades Brasil afora num final de semana, sem prévia combinação, apenas pela potência ativa desejante de mudanças e de uma existência mais prazeirosa, então porque não se mobilizar todos os dias para construir os direitos e o respeito que a gente quer?
Então, moçadinha, é arregaçar as mangas e suar muito na pista, mas não só na pista de dança, mas em todas as pistas do existir. Suar pra gozar uma existência mais alegre e produtiva. Escolham aí embaixo, tá? Detalhe: ainda tem as paradas de Marabá (PA) e Maricá (RJ), que não disponibilizaram o cartaz.

6a Parada Gay de Montes Claros – MG
8a Parada Gay de Salvador – BA
13a Parada Livre LGBT – Porto Alegre (RS)
9a Parada Gay de Madureira (RJ)
6a Parada Gay de Itaúna (MG)
3a Parada Gay de Ipatinga (MG)
4a Parada Gay de Arapiraca (AL)
4a Parada Gay de Caruaru (PE)
 CALENDÁRIO COM IMAGENS SACRAS EM ESTILO GAY ‘CAUSA’ NA ESPANHA. Associações espanholas de defesa dos direitos LGBT lançaram esta semana um calendário, com o objetivo de promover uma discussão sobre os feriados santos. De acordo com o entendimento das associações, sendo a Espanha um estado laico, não deveriam existir feriados por razões de igreja. Eles propõem, por exemplo, que o Natal deixe de ser comemorado como o nascimento de Cristo para ser considerado o Dia da Democracia. Mas o que ‘causou’ mesmo em todo o babado foram as fotos do calendário: reproduções de imagens sacras, com um viés LGBT. Santas em versões drag queen, ornamentos pouco ortodoxos, como preservativos e vibradores, tudo o que choca a carola comunidade católica, que no entanto, não se assusta com a violentação do corpo de seus sacerdotes em nome de uma dogmática castradora. Para o Cogam (Coletivo de Gays, Lésbicas, Transsexuais e Bissexuais de Madri), trata-se de mostrar um outro ponto de vista, o das pessoas que não se identificam com a doutrina católica, e que se incomodam com a sua intrusão no estado laico. “Mas também não é uma provocação a onipresença da igreja e a negação da homossexualidade por parte do clero, fazendo uso dos seus ícones? A arte está para isso: para romper os esquemas”, afirmou Miguel Angel González, do Cogam. Representantes da igreja que se sentiram ofendidos devem apelar para leis de proteção da crença – coisa que os homoeróticos não têm – e processar o grupo. Pode não ser arte, nem ter rompido os esquemas, mas que evidenciou a homofobia institucional enrustida na relação promíscua entre estado e igreja, isso fez. Ui!

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO RIO TERÃO INCLUSÃO DO NOME SOCIAL EM REGISTROS DE OCORRÊNCIAS

Movida pela força política pelo Decreto 43.065, assinado em 8 de julho de 2011, que dispõe sobre o direito do uso do nome social por travestis e transexuais na administração direta e indireta do estado, e, como também, do encontro com o superintende de Direitos Individuais Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Joel Nascimento, a chefe de Polícia Civil do Rio, Marta Rocha, anunciou que travestis e transexuais terão a inclusão do nome social em registros de ocorrências.    
De acordo com a decisão da chefa da Polícia Civil, Martha Rocha, antes do carnaval uma portaria será assinada com essa determinação.
“Vamos realizar reuniões com delgados titulares e treinamento aos policiais para receberem essas populações nas delegacias.
A Polícia Civil está inserindo no seu registro de ocorrência o nome social das travestis e transexuais. Vítimas e testemunhas de crimes poderão usar este nome. O nome social será incluído junto com o nome do registro civil. Nosso objetivo é que essas pessoas mão sejam vitimizadas pela segunda vez nas delegacias”, afirmou Martha Rocha.

HOMOSSEXUAIS SÃO AGREDIDOS VIOLENTAMENTE POR TAXISTAS DO AEROPORTO DO RIO

Dois homossexuais que tentavam pegar um taxi no aeroporto internacional do Galeão do Rio de Janeiro foram agredidos violentamente por dois taxistas. A agressão nazi-fascista foi motivada porque os dois homossexuais não quiseram fazer a corrida em um dos taxis de um dos dois motoristas.
Ao se recusarem entrar no taxi o motorista iniciou uma sessão de palavrões e depois passou para a agressão física com socos e chutes. Um rapaz que passava no momento tentou apartar a covarde agressão, mas foi surpreendido com a entrada violenta de outro motorista na agressão, sobrando para ele alguns socos.
Um dos rapazes caiu no chão e foi o que um dos agressores quis: passou a chutar-lhe a cabeça. A violência continuaria se não fosse à interferência de seguranças e policiais. Uma dos agressores, de 31 anos, foi imediatamente preso, o outro, de 41 anos, fugiu sendo logo em seguida identificado e preso.
Os dois violentos agressores foram indiciados por tentativa de homicídio, e os rapaz que foi vítima dos chutes na cabeça teve vários ossos do rosto quebrado e se encontra internado em um hospital na Ilha do Governador, mas não corre risco de morte. 

Homofobia é tabu em sala de aula

 

Capacitação de professores e nova abordagem do tema, relacionando-o com ciências humanas, são necessárias para que o problema seja repensado

 Atos de homofobia por discriminação ou violência são uma realidade em salas de aula, o que reforça a importância de debates sobre a diversidade sexual nas escolas. O problema é que muitas vezes faltam capacitação e preparo para o profissional de educação lidar com um assunto que já não é novidade, mas que para muitos continua um tabu.A dificuldade de discutir a violência contra homossexuais em instituições de ensino foi objeto de estudo da tese de doutorado “O silêncio está gritando: a homofobia no ambiente escolar”, defendida recentemente pelo presidente da Associação Brasileira de Lés­­bicas, Gays, Travestis e Tran­se­xuais (ABGLT), Toni Reis, na Uni­versidad de la Empresa de Mon­tevidéu, no Uruguai. Reis fez uma pesquisa qualitativa em quatro escolas de Curitiba que mostrou que há homofobia no sistema de ensino.

 
Antônio Costa / Gazeta do Povo / Toni Reis, presidente da ABGLT, também defende que a homofobia seja tratada dentro da área de Direitos HumanosToni Reis, presidente da ABGLT, também defende que a homofobia seja tratada dentro da área de Direitos Humanos 
 

Apesar de pouco abordado nas escolas, o combate à homofobia tem a ajuda de algumas políticas públicas. Veja quais são os programas da Secretaria de Estado da Educação:Nome SocialPara estudantes travestis ou transexuais, acima dos 18 anos, o espelho do livro de registro de classe, o boletim e o edital de notas são redigidos com o nome social. As declarações e o histórico escolar ainda são feitos com o nome civil. No caso de profissionais da educação, o nome social também é respeitado.Encontro Estadual de Educação LGBTO encontro promove o diálogo entre os educadores para torná-los qualificados para lidar com as diferentes temáticas referentes à homofobia. O evento é necessário, pois, com as diversas práticas discriminatórias, as crianças que sofrem diretamente com elas acabam desistindo dos estudos.Saúde e Prevenção nas EscolasOs cursos visam formar professores e profissionais da saúde para lidar com a promoção e a prevenção da saúde entre adolescentes e jovens. Entre os assuntos abordados estão conteúdos de gênero, diversidade sexual e direitos sexuais.Protagonismo JuvenilO programa procura desenvolver a educação entre os alunos de escolas estaduais. São discutidos temas como uso de drogas, maternidade e paternidade responsável, racismo, gênero e diversidade sexual e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

O acompanhamento de discussões em grupos de estudantes e professores e entrevistas com responsáveis pelas escolas levaram à conclusão de que há políticas públicas para lidar com a questão, mas elas não são colocadas em prática. “Falta formação e falta discussão sobre o tema. Os professores não têm uma educação continuada e se sentem inseguros para lidar com a situação”, conta Reis.Professora do Núcleo de Edu­ca­­ção da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Araci Asinelli da Luz considera que as escolas não têm trabalhado a sexualidade. “O que a escola faz é trazer a questão somente quando o problema aparece e mostra como ela não sabe lidar com o problema.” Para ela, há ausência de políticas públicas claras para as salas de aula. “O desconhecimento é uma maneira das pessoas lidarem com a questão. Não ver ou não querer ver resolve o problema porque ele vai embora”, afirma.Nova abordagemO psiquiatra Lincoln César An­­drade, especialista em sexualidade humana, afirma que os professores precisam ter contato com seu próprio preconceito para poderem trabalhar o tema com os alunos. Andrade explica que para que o professor vivencie o assunto, o ideal é que o trabalho seja feito em grupo para que o docente se coloque no lugar do aluno que sofre a homofobia e veja como é agressivo ter de esconder sua orientação sexual.Os especialistas concordam que a abordagem sobre a homossexualidade na escola não é a mais adequada. Para eles, o tema não devia estar ligado às áreas de Saúde e Biologia. “Esse é um tema de Direitos Humanos. As pessoas têm que ser respeitadas. É preciso fazer valer isso no cotidiano e aceitar a diversidade como nossa realidade”, explica Araci.A Secretaria Municipal da Educação de Curitiba (SME) tem um plano de ação que irá tratar da homofobia em outros campos. A previsão é de que o projeto seja implantado ainda no primeiro semestre deste ano. “Geralmente, se trabalha o assunto na aula de Ciências. Não queremos que ele seja estritamente biológico, mas também histórico, social e cultural”, explica Elaine Beatriz de Oliveira Smyl, coordenadora de Educação para as Relações Étnicorracias e de Gênero da SME.Reis, que viveu e vive a homofobia no seu cotidiano, concorda que a nova abordagem é necessária. “Parece óbvio que a homossexualidade deve ser tratada como direito humano. Eu, com 47 anos, especialização, mestrado, sempre achava que devia estudar o tema para as pessoas me respeitarem”, conta. “Mas, não. O respeito tem que ser para com o ser humano, não importando outras coisas. Não precisa saber o que faz a pessoa ser homossexual; isso já carrega um preconceito. O que precisa é respeito”, completa Reis.Após polêmica, MEC engaveta projetoSuspensos desde maio do ano passado, os kits do projeto “Escola sem Homofobia” não têm prazo para chegar às salas de aula. Com a recente posse de Aloizio Mercadante como ministro da Educação, o ministério (MEC) não sabe como fica a situação do polêmico kit.Composto por um guia para professores do ensino médio e três vídeos para serem passados em sala de aula, o kit gerou polêmica na bancada religiosa do Con­­­gresso e chegou a ser chamado por alguns de “kit gay”. Para a professora do Núcleo de Educação da UFPR, Araci Asinelli da Luz, o nome dado já é preconceituoso. “Quando se coloca um estigma desses, o preconceito da sociedade vem junto, como se o assunto tivesse que ser engolido goela abaixo.”Araci destaca que o kit serve como medida de emergência. “Há necessidade de abordagem imediata, de um material de apoio que dê conta de corrigir alguns conceitos. A discussão está chegando na escola e os professores precisam ter uma referência”, diz.O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Tra­­vestis e Transexuais, Toni Reis, afirma que falta material didático para os professores trabalharem a questão. “Vamos ter que desenterrar esse material suspenso. Esperamos sensibilizar a presidente [Dilma Rousseff] para que cada município e estado tenha acesso a esse material.”Para os dois, a resistência de alguns setores da sociedade ao tema dificulta a existência do kit. “Como o tema é polêmico, tentaram colocar uma dúvida sobre o material para tentar quebrar a confiabilidade dele. Ele precisava de revisões, mas já testei com alguns alunos de ensino médio e é um começo”, conta Araci.ProibiçõesReis também lembra que a suspensão do kit abriu precedente. “Em alguns lugares [como São José dos Campos, em São Paulo] surgiram projetos de lei que proíbem a discussão da diversidade sexual nas escolas”, lamenta.

 

17/04/2012 - Audiência no Senado com gays e evangélicos em Brasília vira perigoso circo na mídia



UFC que nada, a mídia aguarda para o próximo dia 15 de Maio um embate entre o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) Toni Reis e pastor Silas Malafaia, em Brasília. Pelo menos assim a mídia tem divulgado uma importante reunião para se discutir a PLC 122 no Senado, como se fosse a luta do século

Nem todo homossexual se incomoda com a atitude de alguns fanáticos religiosos que insistem em pregar contra gays. Nem todo evangélico discrimina os homossexuais ou vê neles alguma forma de pecado. Toni Reis não representa os gays, assim como Silas Malafaia, o pastor da Igreja Vitória em Cristo, não carrega qualquer legitimidade de falar em nome dos evangélicos ou de Deus. Eles representam as entidades que fazem parte, ponto. Ambos irão se encontrar no dia 15 de Maio em audiência pública no Congresso Nacional sobre o projeto de lei que busca criminalizar a homofobia no Brasil. O encontro é divulgado pelos dois, com ares de já ganhou e promessa de muita emoção.

A mídia lança a data e o embate como se houvesse uma guerra declarada entre comunidades. O que há, na verdade, são suas personalidades que se auto atacam na mídia, em nome dos grupos que supostamente representam. A discussão já saiu da discussão e entrou no campo das vaidades. Malafaia se dirige a Toni Reis diretamente, o mesmo ocorre do outro lado. Os dois já teriam entrado na Justiça contra o outro por calúnia e difamação. Mesmo assim,  concordaram de participar de tal audiência pública.

O evento ocorrerá um dia antes da Marcha Nacional LGBT, no Senado Federal, dia 16, onde o projeto espera para entrar em votação. Se Malafaia convocar seu séquito para estar com ele em Brasília, pode realmente haver um perigoso choque “de culturas”, em plena Esplanada dos Ministérios, até mesmo durante a audiência no Senado.

A “briga” tira foco da discussão principal, sobre aquele gay esquecido pelos legisladores, pela Justiça, pelo governo e que perde a fé em Deus, por ser vítima de preconceito em casa, na escola, no trabalho e por onde ele passa. Aquele gay que vive com medo de ser morto ou de viver, porque o preconceito o paralisa. É para este gay que precisamos aprovar uma lei que diga que o mundo é um lugar seguro para ele e que não será discriminado por ser diferente.

Deputados argentinos devem aprovar lei que permite casamento de gays estrangeiros no país

Quase dois anos após a aprovação do casamento gay, a Argentina parece estar disposta a se firmar como um espaço capaz de garantir os direitos LGBT em sua totalidade.

Prova disso é um projeto de lei que casais de gays e lésbicas do mundo inteiro se casem em Buenos Aires sem que precisem comprovar residência fixa no país. O texto explica que para a realização do casamento será preciso apresentar o passaporte com o carimbo de entrada no país, o endereço onde o casal está temporariamente e um comprovante de duração do tempo em que pretendem ficar na Argentina.

O projeto de lei lembra que o artigo 20 da Constituição do país estabelece que “enquanto estiverem em território argentino, todos os estrangeiros estarão protegidos pelos direitos civis conferidos aos cidadãos, podendo se casar de acordo com a lei”.

Recentemente, os paraguaios Simón Cazal, de 31 anos, e Sergio Lopez, de 18, se tornaram o primeiro casal gay estrangeiro a realizar o casamento no país.

Educação e Diversidade Sexual

Conversando dias atrás com alguns amigos no MSN, me deparei com a pergunta "o que você acha de escolas GLBT?".
A principio estranhei o termo "GLBT". Me questionei se seria escola para filhos oriundos de famílias homoafetivas ou escola para indivíduos homossexuais.
Logo entendi que se tratava de escola para filhos oriundos de famílias homoafetivas.
Opinei como critica da sociedade, mãe, homossexual e estudante de direito. Pequenos detalhes que talvez valorizem a minha opinião a respeito do assunto.
Em primeiro lugar, vejo que existem pontos positivos e negativos na relação "Escola direcionada a filhos de pais Homossexuais", podendo exaltar, em primeiro lugar, ao fato de que, estando em uma escola assim, as chances de uma criança sofrer algum tipo de preconceito pelo fato de ter duas mães ou dois pais reduz drasticamente, além do fato de, positiva ou negativamente, poderem conviver com indivíduos de uma mesma relação que eles.
Negativamente falando, uma escola direcionada a "filhos de pais homossexuais" se concentraria em apenas uma realidade. Não é isso que eu quero para os meus filhos. Apesar de preveni-lo a sofrer por uma escolha minha, não poderei fazer isso sempre. Eu, como mãe, quero acostuma-lo e torná-lo preparado para novas ofensivas relacionadas á minha opção sexual, como um pai que leva um filho para o campo de batalha para que ele acostume-se e aprenda desde cedo as táticas da luta.
Ou seja, quero dizer que, posso preveni-lo desse preconceito até uma certa idade, mas depois ele terá que enfrentar o mundo lá fora, e o baque pode ser bem maior.
Sabemos que a aceitação entre as crianças é maior. Da mesma forma que a adaptação e o desenvolvimento do seus senso critico e defesa. Se o meu filho crescer em um meio diversificado, junto a filhos de pais separados, famílias"comuns", filhos de mães solteiras, entre outros, isso irá prepara-lo melhor para a vida, pois, chegando a uma determinada altura, ele compreenderá que todos temos algo de diferente dos demais, que o torna ainda mais especial. E esse "algo diferente" nele, é o fato de ter duas mães, e ser amado pelas duas.
Hoje em dia está cada vez mais comum dentro das salas de aula crianças oriundas de diferentes grupos familiares. Lembro-me de que, quando eu frequentava a Educação Infantil, o modelo de família era baseada naquele conceito "Pai, Mãe e filhos". Hoje isso deveria mudar. Poderiam ensinar a respeito da diversidade baseando-se no modelo familiar também: "Mãe, Mãe e filhos", "Pai, Pai e filhos", "Mãe e Filhos".
Me impressiona o ar de surpresa com que alguns profissionais da educação olham uma criança ao descobrir que ela tem duas mães ou dois pais. E o ar de desespero quando pensam na forma que irão educá-la diante de outras crianças, como se fosse um deficiente em meio á tantas outras crianças super capacitadas. O segredo disso é treinamento e naturalidade. Treinamento. Naturalidade. O que há de diferente nisso?
Outra coisa que entrou em questão foi a distribuição do kit Gay. Sinceramente, apesar de ser mãe e homossexual, sou contra a distribuição de tal.
Parto do principio de que, não podemos obrigar uma determinada escola a distribuir o material sem a sua devida vontade, isso deveria ser opcional. Fui educada em uma escola religiosa, e, com relação ao homossexualismo, apesar de serem contra, respeitavam. Era visível o esforço que faziam para tal. Penso na dificuldade que seria distribuir e falar de um tema como esse. Mesmo que as escolas fossem obrigadas a distribuir tal material, a educação de fato começa em casa. Pensem em uma criança que tem a mente trabalhada na questão de diversidade sexual, aceitar os gays, mas em casa tem um pai homofóbico que fica a enchendo de bobagem ao observar o que está aprendendo. Quem ela ouvira em primeiro lugar? O pai. E o que acontecerá? Herdará ou copiará a sua revolta. Costumo dizer que a melhor escola é a vida, com o tempo, por força do destino ou da própria inteligencia, ela aprenderá a aceitar isso e ver tal ato com normalidade.
E, de fato, como afirmam muitas criticas, que tem ao menos um parágrafo de inteligência. Melhor seria gastar dinheiro com merenda escolar que anda faltando nas escolas, e investir não somente na aceitação da homossexualidade em especial, mas de todas as diferenças, como cor, porte fisico, escolha sexual, entre outros.

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