A Câmara Baixa do Parlamento francês aprovou na terça-feira (23/04) o
projeto de lei que prevê o casamento e a adoção para casais do mesmo
sexo, segundo o jornal Le Monde. O texto foi aprovado com 331 votos a
favor e 225 contra após 136 horas e 56 minutos de discussão, anunciou o
presidente da Assembleia Nacional francesa, Claude Bartolone.
A maior parte dos votos favoráveis veio dos deputados da esquerda e
os votos contrários vieram majoritariamente da direita. A oposição de
direita anunciou que vai enviar o texto para ser fiscalizado pelo
Conselho Constitucional, que deverá pronunciar-se nas próximas semanas,
antes da entrada em vigor da lei, prevista para os próximos meses.
O texto do chamado Projeto de Lei Taubira foi votado sem modificações
em relação ao texto aprovado no Senado na semana passada. A França é o
14º país no mundo a autorizar o casamento para casais homossexuais e o
nono a fazê-lo na Europa.
No centro de Bogotá, capital da Colômbia, dois grupos de
manifestantes dividiram espaço na Praça Bolívar na terça-feira (23/04),
em frente ao Congresso da República, em manifestações contra e a favor
do casamento entre homossexuais.
O assunto será debatido no Senado colombiano, que tem até o mês de
junho para decidir sobre o assunto, por determinação da Corte
Constitucional do país. Se aprovado, a Colômbia será o terceiro país da
América do Sul a reconhecer o casamento gay, assim como a Argentina e o
Uruguai.
O Bloco Nacional Pró-Matrimônio Igualitário na Colômbia, que reúne
ativistas de diferentes organizações não governamentais, enviou carta ao
Congresso pedindo a aprovação, lembrando que a Corte Constitucional
espera que uma decisão seja tomada.
Em julho do ano passado, foi solicitada à Corte uma alteração na
definição de matrimônio vigente no país há 125 anos, mas a Justiça se
negou a decidir sobre a definição legal de matrimônio expressa na lei
atual: “união de um homem e uma mulher”.
O Tribunal transferiu o pedido ao Congresso, argumentando que a
Câmara e o Senado devem “superar o estado de omissão legislativa” sobre a
união gay. O Código Civil colombiano reconhece a possibilidade de união
entre duas pessoas do mesmo sexo desde 2010, mas a Constituição, em
vigor no país desde 1991, mantém a definição de que o “casamento nasce
da vontade entre um homem e uma mulher”
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN), informou na terça-feira (23/04) ao Supremo Tribunal Federal
(STF) que a escolha do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a
presidência da Comissão de Direitos Humanos foi válida. Os trâmites
internos foram questionados por meio de mandado de segurança por
parlamentares ligados aos direitos humanos.
Em um ofício de oito páginas, Alves informa que não houve desrespeito
à Constituição e que os parlamentares seguiram ritos previstos no
Regimento Interno da Casa. “É reiterada a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de considerar que decisões tomadas no âmbito
do Congresso Nacional, com base na interpretação de matéria puramente
regimental, são imunes ao controle judicial”, registra o texto.
O presidente da Câmara informa que as “condições especiais”
envolvendo a eleição de Feliciano, com registro de “tumultos”, motivou a
adoção de medidas para que a situação não se repetisse. ‘É também dever
da autoridade máxima no âmbito desta Casa zelar pelo prestígio e decoro
da Câmara, bem como pela dignidade e respeito às prerrogativas
constitucionais de seus membros”, diz o presidente. Ele destaca que o
regimento permite a retirada de qualquer pessoa promovendo distúrbios
dentro da Casa.
Alves informa que os mesmos parlamentares que elegeram Feliciano
ainda compõem a comissão e que, caso a eleição seja desfeita pelo
Supremo, basta convocar novo pleito para obter o mesmo resultado. O
relator do caso é o ministro Luiz Fux.
O prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza (PSDB), foi o único candidato
homossexual assumido a se eleger nas eleições de 2012 em todo o país ao
cargo de chefe do Executivo, segundo levantamento da Associação
Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
(ABGLT). Sociólogo formado, ligado à igreja católica e à teologia da
libertação, o prefeito começou cedo na política. Em entrevista ao G1,
Edgar contou que, apesar dos ataques dos adversários na campanha do ano
passado, sua trajetória na vida pública foi o principal motivo para
obter 53,23% dos votos válidos e garantir a eleição.
“Hoje sou muito feliz. Extremamente feliz. Por que se incomodar com a
sexualidade alheia? Quem tem convicção da sua não se incomoda com a do
outro. No que a minha sexualidade te atrapalha? Essa invasão da vida
íntima das pessoas é feita de forma pejorativa. Dizem que sou anormal.
Eu sou normal, não sou azul, não tenho três braços. Na vida pública a
gente preza pela transparência, não fazia sentido esconder quem eu amo e
quem eu respeito”, afirma.
Atualmente com 34 anos, Edgar começou a conquistar a confiança da
população aos 21 anos, com o início do primeiro mandato como vereador. A
homossexualidade, no entanto, ainda não era declarada. De lá para cá,
ele seguiu como vereador por outros dois mandatos consecutivos até sair
candidato a prefeito no ano passado.
Em 2004, na reeleição para vereador, surgiram os primeiros
comentários sobre sua posição sexual. Mas não tão forte quanto na
eleição para a cadeira principal da prefeitura. A questão da
homossexualidade só foi abordada por ele em público na campanha durante o
último comício antes do pleito municipal. Ele falou no palanque: “Eu
não tenho que esconder com quem eu vivo, quem eu amo. Se eu esconder,
não mereço ser prefeito de vocês. Deus me ama como homossexual”.
Já sua vida íntima sempre foi usada para receber ataques dos
adversários. Segundo Edgar, os políticos tentaram usar sua opção sexual
para atrapalhar a candidatura. “Nunca usei a homossexualidade para levar
uma bandeira e tudo o que eles tentaram fazer caiu por terra. Minha
opção não define meu caráter e meus votos foram devido à minha história
política.”
Na campanha, ele afirmou que a sexualidade não era relevante para o
processo eleitoral. Mas para os concorrentes, sim. “Estão rolando dois
inquéritos na polícia sobre panfletos distribuídos com fotos minha com
meu companheiro. Foram enviados pelos Correios de 5 mil a 10 mil
cartazes. No material tinha uma foto minha com Alex. Ele com a cabeça
deitada no ombro e com vários corações.”
Prefeito assumiu a homossexualidade em público durante o último comício antes do pleito municipal
Outro ataque político conseguiu ser interceptado às véspera do dia da
votação. “É comum que panfletos sejam distribuídos nas ruas. Equipes
trabalharam na madrugada para evitar que o panfleto fosse espalhado.
Tratava de um panfleto com minha foto como uma drag queen, com uma
peruca horrorosa.”
Hoje, depois de mais de 100 dias à frente do comando da cidade, Edgar
afirma que só pensa em um futuro melhor para a população de Lins. Como
chefe do Executivo, ele fala que vai dar sua cara na administração, mas
brinca que não vai pintar as ruas de cor-de-rosa. “Não vou pintar as
ruas de rosa. Não tem a menor possibilidade de laço ou de rosa. E o rosa
não é a cor do movimento gay: é colorido. Quero fazer uma administração
moderna e fazer a cidade dar um salto de qualidade. Lins tem um
potencial logístico extraordinário. Você não faz nada de bom se você não
pensar grande. Não posso mudar o Brasil, mas esse pedacinho do país vai
ser mudado.”
Adolescência
O prefeito contou que sofria demais quando tinha relação com algum
homem ainda na adolescência. A primeira relação sexual foi com um rapaz
aos 14 anos. “Na hora tem o desejo, mas depois vinha a carga religiosa, a
carga moral. Era um sofrimento danado. Chegava em casa chorando. Tomava
banho e esfregava o braço até quase sair a pele. Ficava sentindo o
cheiro da pessoa e me virava o estômago. Em programas de televisão que
discutiam a homossexualidade, as pessoas falavam que se libertavam aos
19 anos. E daí eu falava que precisava me curar. E por coincidência ou
algo que a própria mente projetou, aos 19 anos eu me assumo também pra
mim. Sair do armário não tem que ser para os outros. Tem que ser para
você. Esse é o grande passo porque você rompe a barreira da depressão,
do sofrimento”, avisa.
Edgar de Souza afirma que também fez sexo com mulheres. A primeira
vez, aos 16 anos. Atualmente, o prefeito de Lins tem uma relação estável
há 9 anos com outro homem, Alex, de 31 anos. Os dois trocaram alianças
depois da eleição no ano passado e moram juntos em uma casa com dois
meninos, de três e dois anos, além da mãe das crianças. Elas foram
adotadas depois de um problema com o pai, que é dependente químico.
Religião
Na vida pública, Edgar sofreu preconceito dentro da igreja, mas ele
diz que está com a consciência tranquila. “A minha formação cristã fez
eu reconhecer que Deus me ama como homossexual. Dentro da igreja sempre
tive a consciência muito tranquila. Tive um problema de embate pessoal
com a doutrina quando houve a publicação de um documento do Vaticano do
Papa Bento XVI, que falava que os homossexuais não poderiam atender ao
sacerdócio. Mas a vivência nas comunidades é muito maior do que isso.”
A opção sexual dividiu seus apoiadores religiosos na campanha
eleitoral. “Durante a campanha tive apoio de vários pastores e de muitas
igrejas evangélicas. Não podemos generalizar. Obviamente também tiveram
vários pastores que foram contra por conta da minha homossexualidade.
Também tiveram católicos mais conservadores que acham que a
homossexualidade é um problema.”
Marco Feliciano
O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), que preside a Comissão de
Direitos Humanos da Câmara (CDH) e é alvo de protestos por todo o país,
também deixou o prefeito de Lins indignado com algumas declarações. “Me
senti muito ofendido quando o Marco Feliciano colocou no Twitter que o
destino da criança criada por casais homoafetivo é ser vítima de
pedofilia. É uma idiotice que não tem tamanho. A maior parte de casos de
pedofilia acontece em relações heterossexuais, porque a maior parte das
pessoas é hetero. Larga a mão de ser idiota falar uma coisa dessa. Ele
coloca todo mundo sob suspeição. Sabe aquela coisa, se na rua tem um
traficante todo mundo se torna traficante.”
Apoio nas ruas
Nas urnas, Edgar de Souza conquistou 53,23% dos votos válidos. E nas
ruas da cidade, os moradores não se incomodam com a homossexualidade do
prefeito. O que eles querem é avaliar o trabalho como administrador de
Lins. “Acho que não tem nada a ver. Cada um faz aquilo que gosta. Ele é
um cara que veio da roça e uma pessoa muito boa. Esperamos que ele faça o
bem para a cidade”, disse o funcionário público aposentado, Sebastião
Germano da Silva.
Outra moradora também é a favor de discutir apenas o desenvolvimento
da cidade. Para a garçonete Tânia Aparecida Rodrigues, a opção sexual de
Edgar não deve ser envolvida com a condição de prefeito. “Jamais vai
atrapalhar ele na prefeitura. Não interfere nas coisas da cidade.
Queremos que ele faça Lins crescer. A opção sexual é um assunto
particular. A cidade inteira sabe que ele é gay.”
O ator Jackie Chan participa de uma campanha do grupo Aliança Gay e
Lésbica contra a Difamação (GLAAD, em inglês), na qual aparece em vídeo
saindo de um armário para declarar a sua posição a favor das pessoas que
lutam pela igualdade. O vídeo foi divulgado no canal da ONG no YouTube.
“Não basta falar sobre aqueles que lutam pela liberdade e pela
igualdade. Eu estou com vocês. Eu quero aqueles que lutam. Acreditem em
mim. Eu luto muito” diz o ator. Na sequência, ele sai do armário, diz
seu nome e acrescenta: “Estou saindo do armário por aqueles que lutam
pela igualdade”.
A transexual e cabeleireira Débora Moreira Mori, 44, foi assassinada
na tarde de hoje. Ela estava em casa, onde também funciona o salão de
beleza, quando foi encontrada por uma funcionária. De acordo com a
Polícia Militar, essa funcionária viu dois rapazes saírem da casa e
ligou para o 190.
Débora foi encontrada com as mãos amarradas para trás e com um corte
no pescoço, provavelmente uma facada. A polícia suspeita de que ela
conhecia a dupla, já que abriu o portão. Os assassinos levaram jóias,
celulares e dinheiro. Um deles, menor de idade, foi apreendido pela PM
próximo à casa. Ele já havia assaltado uma farmácia no centro de Poços
de Caldas, a mão armada, durante a manhã. A arma, uma garrucha, também
está com a polícia.
O amigo da vítima, Carlos Henrique Mizael, disse que não imagina quem
possa ter cometido o crime, pois não soube de nenhuma ameaça ou
inimizade da transexual. A hipótese de latrocínio, roubo seguido de
morte, é a mais provável. “Estávamos com viagem marcada. Liguei para ela
três vezes durante o dia e ela não atendeu. Achei estranho ela não
retornar”, lamenta o amigo.
Eleita como deputada em Cuba, Mariela Castro prometeu trabalhar com
mais intensidade pelos direitos de homossexuais na ilha. Mariela é filha
de Raúl e sobrinha de, Fidel, que chegou a perseguir gays e lésbicas
nos primeiros anos após a implantação de seu regime, em 1959. A
plataforma de Mariela Castro inclui a aprovação de um novo Código de
Família na ilha, que contempla tanto a união consensual de pessoas do
mesmo sexo quanto o direito à reprodução assistida por casais de
lésbicas que querem ter filhos as uniões, o entanto, não seriam
reconhecidas como casamento.
A recém-eleita deputada é diretora do Centro Nacional de Educação
Sexual (Cenesex). Por causa do centro, o sistema de saúde da ilha voltou
a realizar cirurgias de mudança de sexo, em 2008 duas décadas após uma
polêmica primeira tentativa.
O governo de Barack Omama pediu formalmente na sexta-feira à Suprema
Corte do país a revogação de uma lei que determina, em nível federal,
que o casamento pode ser apenas a união entre um homem e uma mulher. O
pedido foi encaminhado pelo Executivo americano em uma carta enviada aos
nove membros da instância, que devem avaliar entre os próximos dias 26 e
27 de março a questão polêmica do abertura do casamento à comunidade
homossexual por meio da revogação do “Defense of Marriage Act” (Doma, na
sigla em inglês), ou Lei de Defesa do Casamento, de 1996. O texto
afirma que um casamento só pode ser realizado entre um homem e uma
mulher.
De acordo com a administração Obama, o Doma “é contrária às garantias
fundamentas de igualdade perante a lei” previstas Constituição e
“impede dezenas de milhares de casais homossexuais legalmente casados
nos seus Estados de usufruir dos mesmos benefícios federais dos casais
heterossexuais”. ”Esta discriminação não pode ser justificada em nome de
interesses governamentais e, por isso, a lei DOMA é inconstitucional”,
afirmou o executivo americano na carta assinada pelo Advogado-Geral da
Casa Branca, Donald Verrilli. O casamento gay, a despeito do Doma, já
foi legalizado em nove dos 50 Estados americanos.
Obama deu, nos últimos meses diversos sinais de que queria garantir à
comunidade homossexual o acesso ao casamento, em nível local e federal.
No seu discurso de posse, no dia 21 de janeiro passado, Obama afirmou,
abertamente, seu apoio ao casamento gay.
Campanha pede cancelamento de registro de Silas Malafaia como psicólogo
O que o pastor Silas Malafaia tem em comum com Renan Calheiros, o
“Veta, Dilma!” (contra o novo Código Florestal) e os índios
guarani-caiová? O líder evangélico também virou tema de um
abaixo-assinado na Avaaz.org, como as listadas acima. E, por conta dele,
está sendo investigado pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de
Janeiro.
A turma da internet se voltou contra Malafaia, líder evangélico há
três semanas, após sua participação no programa “De Frente com Gabi”
(SBT), da jornalista Marília Gabriela. A Avaaz.org é uma organização de
ativistas criada em 2007 que faz mobilizações sociais através da
internet. A palavra Avaaz significa “voz” nos idiomas hindi e persa e
“som” em urdu (dialeto paquistanês). Na entrevista, ele atacou o que
chama de “ativismo gay” e se disse contra a adoção de crianças por
casais homossexuais usando argumentos como “eu não acredito que dois
homens possam desenvolver um ser humano ou criar uma criança perfeita no
sentido total”.
Também foi mencionada, no programa, sua formação de psicólogo. Uma
petição lançada no dia 8 no Avaaz pede, portanto, a cassação do registro
de profissional de Silas Malafaia pelo Conselho Regional de Psicologia
carioca. Os autores da proposta contra Malafaia se baseiam em artigo
instituído em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia, que proíbe
emitir opiniões públicas e tratar a homossexualidade como um transtorno.
Cogitado pelo Partido Social Cristão para presidir a Comissão de
Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP)
afirmou que não é homofóbico, mas é contra o ato sexual entre pessoas
do mesmo sexo.
A confirmação do nome do deputado para o colegiado deve ser feita
nesta terça-feira (05/03). A comissão recebe e investiga denúncias de
violações de direitos humanos e discute e vota propostas na área. E é o
presidente da comissão quem determina a pauta dos projetos que devem ser
votados.
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