O problema da impotência, a falta de desejo sexual, é uma preocupação
que impressiona o homem desde os tempos mais remotos. Durante milhares
de anos, têm-se procurado por uma substância mágica que tenha o poder de
mexer com a falta de libidos. C/ a descoberta do Viagra, também
aumentou o fascínio por ervas afrodisíacas.
Mas, esses
afrodisíacos são mesmo eficientes? A maioria não pode citar muitas
evidências que provam isso, e muitos produtos dirigidos p/ a cura da
impotência, podem causar sérios efeitos colaterais. A seguir daremos
algumas informações sobre alguns produtos.
Ginseng: É conhecido
como um antigo afrodisíaco. Essa fama é devido ao seu uso por milhares
de anos na medicina Chinesa, como parte de tratamento para enfermidade
de senhores de idade.
Estudos c/ animais sustentam sua fama de
impulsionador sexual. Um estudo publicado em maio de 1995, no Jornal
British Pharmacology, concluiu que uma substância pertencente ao extrato
de ginseng, conhecida como ginsenosides, pode funcionar de maneira
similar ao Viagra. O viagra intensifica os efeitos de óxido nítrico, que
ajuda a relaxar as paredes da artéria, permitindo maior fluxo de sangue
no pênis. Os ginsenosides fazem aumentar a liberação de oxido nítrico.
Estudos
c/ humanos mostraram um aumento na qualidade de vida daqueles que
tomavam ginseng. P/ algumas pessoas, isso já é suficiente, pois, uma
pessoa de idade avançada se sentindo bem, pode aumentar o interesse
sexual.
Devido a seu efeito estimulante, não é aconselhavel o
uso desse produto por mais do que 3 semanas seguidas e, caso a pessoa
apresente problemas de pressão alta ou consuma muita cafeína, o uso não é
aconselhável.
Yohimbine: Um século antes do surgimento do
Viagra, o yohimbine, uma substância derivada da casca de uma árvore
africana, era prescrita para problemas de disfunção sexual masculina,
estimulando a ereção.
Um estudo publicado no jornal Archives of
Sexual Behavior, em agosto de 1996, concluiu que yohimbine pode ajudar
os homens c/ dificuldade de ter uma ereção, aumentando o fluxo de sangue
p/ o pênis, e afetando a química do cérebro, também. Por outro lado,
não se tem muita evidência de que o apetite de homens já saudáveis,
aumente.
Ginkgo biloba: Bem conhecido por ajudar processos
mentais, o estrato da folha dessa antiga espécie, também tem sido
estudado por seus efeitos na ereção masculina, causando aumento do fluxo
de sangue no pênis.
Pesquisadores da Universidade da
Califórnia, depois de usarem o estrato em senhores de idade avançada,
para melhorar a memória, notaram que a ereção dos pacientes melhorou.
Testes
foram feitos com 63 homens e mulheres com problemas sexuais causados
por remédios antidepressivos. Os pesquisadores deram a essas pessoas 200
miligramas de ginkgo por dia e concluíram que em 84% das pessoas
tiveram melhora em seus problemas sexuais. Os homens aumentaram a ereção
e as mulheres aumentaram o desejo e tiveram mais facilidade ao orgasmo.
Mas não foi feito um grupo teste para comparar os efeitos.
Porém, fale c/ seu médico antes de usar, pois, devido ao aumento do fluxo de sangue, pode-se reduzir o efeito coagulante.
L-Arginine:
É aminoácido essencial presente em muitas comidas, porém está sendo
oferecida em forma de suplementos p/ melhorar a performance sexual. Os
vendedores argumentam que l-arginine age mais ou menos como o Viagra,
porque o aminoácido é necessário para a formação do óxido nítrico, que é
a substância principal p/ a ereção.
Estudos c/ suplementos de
L-arginine mostraram resultados contraditórios. Um estudo feito em 1999
com 30 homens impotentes mostrou que 1,500 miligramas oral de L-argin
não funcionava melhor que o placebo. Porém, estudo feito com 21 homens
com impotência moderada, que tomaram um suplemento chamado ArginMax
(3,00 miligramas por dia), mostrou melhoras na ereção e satisfação
sexual. Esse estudo foi publicado em dezembro de 1998 no Hawai Medical
Journal. ArginMax também contém ginseng e gingo biloba.