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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Homem de saia, salto alto, batom e lingerie

CROSSDRESSERS: Heterossexuais que sentem prazer ao se vestir de mulher

Desde a infância, Roberto preferia estar no grupo das meninas, e olhava mais para vitrines femininas. Quando jovem, usava roupas da mãe ou da irmã, em segredo.

“Você repara mais em coisas que só mulheres reparam”, afirma. Ele não é homossexual, mas sente prazer em se vestir como mulher. Roberto é um crossdresser (CD) e Vanessa está incorporada à sua personalidade.

O crossdressing é um tipo de travestismo considerado Distúrbio de Identidade de Gênero – quando a pessoa não se adequa ao seu gênero físico. Segundo a psicanalista Eliane Kogut, cujo tema da tese de doutorado foi o crossdressing masculino, ele é um distúrbio principalmente do ponto de vista cultural, pois vai contra costumes e tradições vigentes. Ela acredita que, futuramente, o crossdressing deve ser visto de outra forma, como a homossexualidade, que deixou de ser considerada um distúrbio em 1974.

Segundo Roberto/Vanessa, o que os CDs sentem é a necessidade de vivenciar o sexo feminino. “Queremos nos vestir e nos portar como uma mulher. É assim como uma necessidade que se tem de fumar ou beber”, conta. Eliane concorda e diz que não se trata de uma escolha. “Se eles não se vestirem, a angústia vai a níveis muito elevados. É como uma droga, porque existe uma espécie de fissura”. Essa angústia oscila entre a vontade incontrolável de se vestir de mulher e a negação total do ato.

Os CDs normalmente começam a se travestir ainda na infância, antes da chegada da puberdade. Segundo a pesquisa de Eliane, a maioria começa entre quatro e seis anos de idade. Não há comprovação de que haja alguma relação com a carga genética, porém, acredita-se que o fator biológico e o cultural se complementam na formação de um crossdresser. “A influência cultural pode vir de uma mãe apagada, um pai mais agressivo, ou mais ausente, que seja alguém com quem o filho não queria se identificar”, explica a psicanalista.
Caricaturas de mulher
Eliane ressalta ainda que há grandes diferenças entre os travestis ‘normais’ e os CDs. Os travestis são homens com características femininas adquiridas por meio de hormônios ou plásticas, que agem e se vestem como uma mulher, e geralmente são homossexuais. “O CD é um travesti diferente, que tem a vida masculina estruturada também”, explica. A imagem que se tem dos travestis está muito associada à marginalidade. Os CDs são, na maioria, pessoas bem sucedidas, que trabalham e levam vidas relativamente normais.

Segundo Vanessa, eles não têm a pretensão de se tornarem mulheres perfeitas. “As mulheres já nascem prontas. Nós passamos por todo um aprendizado e chegamos a uma caricatura do que é uma mulher”. Muitos CDs, que são heterossexuais em sua maioria, brincam que gostam tanto de mulheres que resolveram tornar-se uma.

Se o CD é solteiro, pode formar seu guarda-roupa feminino com mais liberdade. Já quando é casado, contar para a esposa é um passo difícil. Muitas vezes, essa condição não é aceita pela mulher, o que pode inclusive acabar com relacionamentos. No entanto, muitas apóiam e, às vezes, até participam.

Vanessa foi casada por 20 anos, e sua esposa não aceitava a situação. Seus dois filhos não sabem que o pai é CD. “Eu viajava muito, aí levava as roupas e me satisfazia escondido”. Vanessa, no entanto, acredita que o principal não é a aceitação dos outros, mas a própria. “Várias vezes eu tentei negar isso. Mas até você descobrir quais são seus limites, é um caminho dolorido”, diz. Quando ainda não sabia o que era o crossdressing, achava que era homossexual. “Eu sabia que a sociedade não aceitaria, eu não queria ser gay! E, ao mesmo tempo, eu nunca me senti atraído por menino nenhum”, lembra.

Eliane diz que eles pensam que são aberrações até descobrirem que existem pessoas com o mesmo problema. A facilidade de encontrar informações na internet e organizações como o Brazilian Crossdresser Club (BCC) ajudam muito. O BCC realiza eventos para que os CDs possam conviver socialmente e aproveitem momentos de encontro para ficarem ‘montados’ (vestidos de mulher). Compartilhar as experiências com pessoas que passam por situações semelhantes é muito importante para eles, segundo Eliane.

Marido, pai e crossdresser
Atualmente, Vanessa diz que só se relacionaria com uma mulher que aceitasse e tivesse pleno conhecimento do crossdressing. “De que adianta amar uma pessoa, mas não compartilhar com ela minha totalidade? Não quero mais esconder, já chega o que escondo no trabalho e da família”, afirma. Como mora sozinha, Vanessa tem mais liberdade para guardar suas peças femininas. “Tenho um guarda roupa que qualquer mulher teria, e há muito tempo que só uso lingerie feminina”, revela.

Para os que têm a cumplicidade da esposa, fica mais fácil assumir o crossdressing. Reinaldo é casado, tem filhos e parte de sua família conhece seu outro lado. No escritório em que trabalha, onde também é o chefe, não esconde Kelly de seus funcionários. “Eu consegui transmitir para eles que o Reinaldo é o que é, um bom profissional, e é isso que importa”. Mas, quando está montado e encontra algum conhecido, a desculpa é sempre algo do tipo ‘perdi uma aposta, por isso estou assim’. O anonimato, segundo ele, é o ‘grande barato’ do crossdressing. Vanessa concorda: “Seu vizinho ou alguém da sua família pode ser um CD, e você, talvez, nunca saiba disso”.

Carlos/Patrícia é hétero convicto e nunca teve dúvidas sobre sua sexualidade. “Mulher põe roupa de homem e ninguém liga. Mas se um homem põe uma sandália, uma saia, é gay. Não posso fazer isso e continuar a ser heterossexual?”, questiona. No entanto, ele admite que o crossdressing não é considerado “normal” na sociedade, e respeita a visão de quem não entende. Ele acredita que por ter desenvolvido mais seu lado feminino consegue também entender melhor as mulheres. “Vou comprar roupa no shopping junto com a namorada, a gente dá opinião um pro outro, é uma relação diferente”, explica. Rafaela, sua namorada, completa: “É como se fosse a sua melhor amiga, mas é seu namorado ao mesmo tempo”.

Crossdressing não é fetiche
Segundo a tese de Eliane, uma parte dos CDs é bissexual e outra é heterossexual. Ela não conheceu, durante toda a pesquisa, um crossdresser que fosse homossexual. Quanto ao erotismo, que é aquilo que provoca e mantém a excitação, eles não se enquadram em nenhuma dessas opções. Para um homem homossexual, por exemplo, o objeto de desejo é outro homem. Para o heterossexual, é o sexo oposto. Mas, para os CDs, apesar de terem relações com os dois gêneros, o erotismo não está voltado para a outra pessoa, e sim para a própria figura feminina que eles constroem.

Essa figura não é uma personagem, porque não se trata de uma atuação. “São eles próprios”, diz Eliane. E também não é apenas um fetiche porque, no caso dos fetichistas, a relação com o vestuário feminino não está associada ao transtorno de gênero. É apenas um desvio do objeto de desejo sexual para peças específicas, como calcinhas ou sapatos de salto alto. “Esses que têm apenas o fetiche de botar uma calcinha e aparecer no Orkut ou numa webcam não são CDs de verdade”, explica Vanessa.

A grande diferença, de acordo com Eliane, é que os CDs têm alguns componentes femininos na personalidade. Mas a mulher que eles acreditam ser é criada do ponto de vista masculino, a partir do que eles acham que a mulher é e pensa. “As mulheres não sentem prazer em balançar os cabelos, com o ‘toc toc’ dos tamancos, ou em vestir uma meia calça, por exemplo. Mas, para eles, o prazer de ser mulher é vestir a roupa e balançar os cabelos”, exemplifica a psicanalista.

"Higiene Intima para sexo Anal"

Penetração anal... "Truques"!
Este post é para dar algumas dicas para a facilitação da penetração anal, sendo a informação válida tanto para homens como para mulheres. Lembro-me de na altura em que contei a algumas amigas minhas que era homossexual, elas terem de imediato feito perguntas acerca da penetração anal, da qual elas tinham algumas dúvidas e receios... Começo por dar o ponto crítico para a facilitacção de uma penetração anal: descontração e relaxamento, são a chave principal para que tudo corra bem. No entanto, e de modo a facilitar a penetração que por vezes poderá provocar alguma dor, temos alguns artigos que nos podem ajudar. Para além dos conhecidos e tradicionais lubrificantes, existem outros com (um ligeiro) efeito analgésico, como por exemplo o viscogel, a xilocaína e a lidocaína, à venda nas farmácias. Depois temos ainda a possibilidade de fazer um enema (termo científico), ou em inglês "Shower Shot", mostrado na figura. watersport2.jpg

Este aparelho, utilizado por questões de higiene (pois limpa o anus, evitando situações desagradáveis na penetração) deve ser usado hora e meia sensivelmente antes da penetração e consiste em ligar o tubo a uma torneira, colocando a outra extremidade do tubo no anus (com ou sem difusor). A água a usar deve ser morna, devido a ser a temperatura mais ajustada ao nosso organismo e portanto não provocará choque térmico, e também porque a água morna facilita o relaxamento dos músculos e a dilatação. O difusor, mostrado na figura em forma de pénis possibilita uma melhor e mais eficaz lavagem do canal, e pode também em simultâneo provocar prazer... Este aparelho não pode ser adquirido nas farmácias, mas talvez não seja difícil ser encontrado numa qualquer sex shop.

Dicas para crossdresser

O primeiro deles é nunca seja masculino. Uma Cdzinha depois de montada deve agir, falar e pensar como menina. Use roupas bem delicadas com babados, enfeitinhos, colares, brincos, e lingeries sexy. Se você não pode depilar o corpo inteiro então use roupas que tampem os pelos, por exemplo um vestido longo para tampar os pelos das pernas, e se usar uma saia curta coloque uma meia calça, na parte de cima coloque uma blusinha com manga assim esconde os braços masculinos. Se não tiver coragem de ir numa loja feminina para comprar roupas, vá em Supermercados grandes,
eles sempre tem o setor feminino onde você pode escolher a vontade as roupas e nenhuma vendedora
vai ficar te incomodando.

  1. MAQUIAGEM:
    1 - Remova o excesso de pelos faciais. Para garantir que a maquiagem seja facilmente aplicada, é importante remover todo o pelo facial antes de aplicar a maquiagem de crossdresser. Use uma lâmina de barbear para raspá-los. Fazer isso algumas horas antes de começar a aplicar sua maquiagem irá reduzir a probabilidade de uma potencial irritação da pele.
  2. 2 - Limpe, tonifique e hidrate o rosto. Uma vez que você tenha removido os pelos faciais, é importante limpar, tonificar e hidratar o rosto. O uso de um tônico é opcional. Deixe o hidratante ser absorvido pela sua pele, por pelo menos 10 minutos. Caso contrário, será difícil aplicar a base.
  3. 3 -Aplique a base, utilizando uma esponja, pincel de maquiagem ou a ponta dos seus dedos. Escolha uma base que combine com a cor da sua pele. Caso contrário, você ficará com uma marca de base óbvia. Certifique-se de passar a base no pescoço. Depois que a base for aplicada, finalize com o pó.
  4. 4 - Dê forma aos olhos. Dependendo do visual que deseja criar, você pode usar uma variedade de sombras diferentes. A maquiagem de crossdressing é um pouco mais sutil do que a de drag queen, então tome cuidado para não cometer excessos. Use uma sombra de tom médio para preencher a pálpebra. Aplique uma sombra em tom mais escuro no sulco da pálpebra, para criar a ilusão de um olho maior. Se desejar, pode aplicar um iluminador no osso da sobrancelha. Visuais noturnos podem ser feitos com cores mais ousadas.
  5. 5 - Termine a maquiagem dos olhos. Uma vez que tiver aplicado a sombra, é hora de delinear os olhos. Use delineador preto ou marrom para a linha dos olhos. O delineador preto é melhor para visuais noturnos, enquanto que o delineador marrom é melhor para os diurnos. Depois de ter delineado os olhos, use um modelador para ondular os cílios. Finalize com uma camada de rímel.
  6. 6 - Aplique batom e gloss. O batom ou gloss que você decidir usar vai depender se for de dia ou noite. Cores ousadas são mais adequadas para visuais noturnos, enquanto cores de aparência natural são melhores para o dia. Finalize os lábios com delineador de lábios e, em seguida, aplique seu batom ou gloss favorito.

Dicas crossdresser - acostumar com sexo anal

Use consolos finos e aos poucos vá aumentando o tamanho, mas antes de tudo, faça uma limpeza anal, no banho introduza a ponta da manguerinha do chuveiro no cuzinho deixe entrar um pouco de água, de preferencia que esteja morna, segure um pouco a água e solte tudo no vaso sanitario, repita mais algumas vezes até a agua sair limpinha. Pronto, agora que esta limpinha passe bastante lubrificante e comece introduzir seu brinquedinho, comece devagar e vá aumentando a velocidade aos poucos. A posição que gosto de usar meus brinquedinhos é com os joelhos no chão e sentando em cima do consolo, é uma delicia. Você tambem pode usar plugs anais como treinamento, introduza-o no seu cuzinho, coloque uma calcinha bem apertada para ajudar a segurar e fique com ele o dia inteiro, no começo vai ser incomodo, comece usando um plug durante alguns minutos, depois vai aumentando para horas até conseguir ficar o dia inteiro com ele e poder fazer suas coisas rotineiras sem tira-lo. Se não puder ou não quiser usa-lo direto,
use pelo menos um pouco todos os dias por alguns minutos, assim quando tranzar, sentirá só prazer.


Exercicios para ter um bumbum feminino

Se quiser tem um bumbum feminino vai algumas dicas de exercicios: O primeiro é ficar de 4, levante uma das pernas para trás no angulo de 90º, estique o joelho, em seguida flexione o joelho e volte o joelho no chão na posição de 4. Repita em 3 séries de 10 vezes cada, num total de 30 repetições com cada perna. O proximo é ficar deitada de lado, apoie a mão no rosto e o cotovelo no chão, deixe as pernas
uma em cima da outra com o joelho levemente flexionado, agora com o corpo deitado de lado, começe a levantar pra cima e pra baixo um das pernas em 3 séries de 10 repetições.
O terceiro exercicio é ainda deitada de lado, puxe o joelho até o torax e volte a perna, 3 séries de 10 repetições. O quarto exercicio é agachamento, em pé com os pés paralelos, mãos atrás da nuca e agache até o angulo de 90º nos joelhos
e suba de volta.
Cada um desses exercicios pode ser feito em 3 séries de 10 repetições cada ou 2 séries de 15 repetições cada.

Dicas crossdresser - como esconder o pênis

Mantenha os testículos dentro da cavidade abdominal e puxe o pênis para trás, firmando-o sobre os testículos já acomodados.
jeite as bordas do saco, segure firme todo o conjunto e pressione as coxas uma contra a outra.

Puxe a calcinha para cima e ajuste-a no lugar, a partir do meio das pernas e ajeite todo o conjunto para trás, no sentido cintura-nádegas. Se achar que não está suficientemente firme, basta usar uma segunda calcinha por cima da primeira.

como mostra figura abaixo:




outro metodo é como mostra as figuras abaixo, vc esconde os testiculos na cavidade abdominal, puxe bem o pênis e junte as laterais do saco colando com uma cola instantanea, só deixe a pontinha do pênis para fora assim vc poderá urinar normalmente sentada, pode ser um pouco dolorido no começo, mas o resultado vale a pena.









Homens de calcinha

Homens de calcinha e homens que gostam de vê-los são mais comuns do que se imagina - sem que isso signifique abrir mão da masculinidade

Era tarde de um sábado ensolarado quando Felipe Júnior (nome fictício), 29 anos, saiu de casa para um encontro sexual. Ele tinha um perfil ousado em um site de paquera e, dias antes, havia recebido uma mensagem do usuário Gustavo. Estava curioso - afinal, Gustavo se dizia hétero. Trocaram MSN e marcaram, mas não sem antes Gustavo fazer um "pedido exótico". Era a primeira vez que pediam aquilo a Felipe, mas ele atendeu. Por isso, a camiseta e o jeans escondiam um bumbum recém-depilado - e uma calcinha branca bem cavada, que ele havia "tomado emprestado" da irmã...

Calcinhas para todo mundo
Achou estranho? Pois homem de calcinha é um fetiche bem mais freqüente do que pensamos. Ocorre entre pessoas de todas as orientações sexuais, e há vários "níveis" de elaboração: enquanto, para alguns, só a calcinha basta, outros "turbinam" o look com sutiãs, meias-calças, camisolas e até com saias, blusinhas ou maquiagem (crossdresser).

Felipe conta que, depois da experiência, outros rapazes pediram a mesma coisa. Gustavo se identificava como hétero, daqueles "liberais" - mas nosso aventureiro também usou lingerie para um bissexual, três gays e, depois, para outro hétero. Também houve evolução no vestuário. Depois da calcinha branca roubada, que ele já devolveu, permitiu-se usar baby-doll, sutiã e até desfilar de meia-calça num sex club.

Hoje, o moço mantém uma pequena coleção de quatro calcinhas, uma das quais comprou com a consultoria de um amigo. Três, ele adquiriu de uma amiga que vende lingerie. Aliás, uma amiga que já ornamentou o próprio namorado com uma de suas peças.

Destacar as orientações sexuais e os tipos de relacionamento é importante para tentar responder as primeiras perguntas que vêm à cabeça: seriam esses homens travestis, transexuais, crossdressers (CDs)? Querem "virar mulher"? E os que pedem para usar, seriam enrustidos, com problemas em admitir que curtem outro cara? A resposta para todas elas é "não necessariamente!"

Homens de calcinhaPrimeiras calcinhas
O sociólogo Nando Tavares, 38 anos, é adepto das calcinhas: "Tive um namorado com quem fiquei oito anos. Ele era bi. Uma vez, pediu para eu usar. Na época, eu fazia análise lacaniana e estava tratando da minha relação com o feminino. Estava num ponto que descobri que podia brincar com essas categorias".

Tavares usa as calcinhas tanto para os parceiros quanto para si: "Eu curto usar, tanto que, às vezes, visto para trabalhar. Uso mesmo sem previsão de encontro". Para o sociólogo, trata-se de "uma categoria que está um passo antes da crossdresser".

Se for assim, Riccardo Navalha, 35, logo dará o próximo passo. Navalha ainda não usou calcinha, mas se exibe com meias 7/8 na internet, via webcam: "Estou num estágio evolutivo. Futuramente, quero virar Crossdresser, mas vai ser aquela coisa esporádica de balada. Quero ter a sensação de seduzir um homem como se fosse mulher".

Felipe Júnior, porém, discorda da comparação com as cdzinhas, pois a história dele é outra: "Eu, por mim mesmo, não curto usar calcinha. Para eu curtir, ela tem de estar num contexto - no caso, a submissão. É aí que vem o tesão, porque estou usando pro cara como uma forma de submissão, da mesma maneira que ser xingado, levar uns tapinhas na transa. Fora dali, não uso, nem tenho vontade. Do mesmo modo, se um cara me xingar em outro contexto, leva voadora", brinca.

Jogo de calcinhas
Essa questão da dominação-submissão foi uma das mais recorrentes nas entrevistas. O jornalista João Sampaio, 40, gay assumido, é um dos que curtem ver um homem de calcinha: "Acho excitante. Destrói o mito de que calcinha é coisa de mulher. Há um mix de excitação, tesão e submissão que me deixa louco".

Ué, mas calcinha não é coisa de mulher? "Não existe coisa de mulher, a não ser a vagina - e mesmo esta pode ser fabricada. Os homens não usam por gosto ou pressão social. A submissão não está em mudar a imagem, mas em fazer algo que está na contramão da cultura. É uma forma de revolução", diz o jornalista.

Para o psicólogo e professor de filosofia Renato Z. Hoffmann, 29, o jogo de dominação-submissão de fato pode estar presente: "Se considerarmos apenas uma leitura clínica de interpretação do inconsciente, poderia afirmar que sim. Na fantasia, é manifesta toda a submissão: é prazerosa e sofrível, é humilhante e compensatória, apropria-se de todo um tabu do proibido em relação à prática assumida e em relação ao papel da mulher".

Calcinhas & Cia
Dominação e submissão também aparecem na história de Paulo Silveira, 34, outro gay assumido, que tem um relacionamento aberto de longa duração. Silveira adora efeminados e o namorado até já se vestiu de "panterinha" para ele: "Gosto da produção completa: calcinha, meia, baby-doll, vestidinho... E tem de gemer, falar fininho, ganhar nome, fazer cara de mulher, boquinha, batom... Se o cara for lisinho ou depilado, melhor".

Quando perguntado se isso não seria desejar uma mulher, Silveira, que é preferencialmente ativo, respondeu que, de certa forma, se trata de um "fetiche-tabu, porque mexe naquele estigma de haver um ativo másculo, que tem o papel de macho; e um passivo biba, que é a mulherzinha", mas que existe a "fantasia da ambigüidade. Não que você esteja penetrando uma mulher. Você está penetrando um homem que pode ser feminino. É diferente. Tem também o lance da estética. Fica bonita uma calcinha num homem. Valoriza o bumbum".

Já o gestor de processos Antônio Trevisan, 38, gosta do contraste. Para ele, quanto mais másculo for o homem que usa a calcinha - e outras peças -, melhor: "Gosto de ver o parceiro, com pêlos, usando as peças. Se ele tiver um corpo feminino, não tem o mesmo sabor".

Adepto do BDSM e dominador, Trevisan também vê um sinal de submissão no uso da calcinha, embora com outros olhos: "Dá uma sensação de humilhação, porque não é o perfil do parceiro. Pra mim, humilhação é a sensação de que você está fazendo algo que não quer fazer, faz porque é submisso. A sensação é a de que a pessoa não queria usar. Usou pra mim. Gosto de sentir isso".

Calcinhas superpoderosas
No entanto, dominação e submissão podem se ajustar de outros modos. "A calcinha me dá mais poder. Estou usando algo que as mulheres pensam ser exclusivo delas, seduzindo, tendo o mesmo poder. Estou mostrando ao homem que ele não precisa de mulher, que sou melhor. Eu só finjo que sou submisso, porque sou eu quem está no comando", diz o sociólogo Nando Tavares, que, de calcinha, nunca saiu com "gay, gay mesmo".

Essa "dominação da lingerie" pode ir além. Riccardo Navalha, que quer virar cdzinha, assume-se preferencialmente passivo, mas curte dominar - e é em busca de parceiros ativos e submissos que ele vara noites na web. Até mesmo a suposta identificação "o que usa calcinha faz passivo", que podemos inferir a princípio, não é tão "certa" assim.
Homens de calcinha

Cirurgia de troca de sexo de mulheres permitida no Brasil

O Conselho Federal de Medicina divulgou nesta quinta-feira, dia 02 de setembro de 2010, a autorização das cirurgias para mudança de sexo em mulheres. A decisão, a ser publicada no Diário Oficial da União, foi feita nesta quarta-feira. Antes, o procedimento era permitido apenas como experiência.

A liberação determina a retirada de mamas, ovários e útero do corpo da mulher. A construção de um pênis no transexual feminino, porém, será realizada em caráter experimental, ainda.

A cirurgia de troca de sexo poderá ser feita em qualquer clínica capaz, podendo ser público ou privado.

Condições para fazer a cirurgia de troca de sexo:

Para que as mulheres transexuais sejam submetidas ao procedimento, um dos requisitos é o desconforto com o corpo original, de acordo com a decisão assinada pelo relator Edevard José de Araújo.

Outros critérios definidos por um conselho médico são o diagnóstico médico de transgenitalismo, condições físicas de passar pela operação e pacientes com mais de 21 anos. O texto diz ainda que o transexual pode sofrer um desvio psicológico que faz com que ele não se conforme com o corpo.

Para o Conselho Federal de Medicina, o desejo do paciente deve existir há pelo menos dois anos, com provação de acompanhamento médico.

Agora eu pergunto
Só agora liberaram?
Toda transexual tem o direito de fazer a cirurgia de troca de sexo, seja para transex homem ou mulher. Isso evita cirurgias clandestinas e dá o direito à pessoa ser o que ela realmente é. Bom, antes tarde do que nunca.

Escolher a lingerie de acordo com seu biotipo

Você crossdresser que gosta de seduzir seu homem com um belo conjunto de lingerie, toda perfumada e maquiada. As vezes você pensa que está arrasando mas a coisa não é tão simples assim. Há muito mais que gosto pessoal envolvido na escolha da roupa íntima. "Toda crossdresser, ao escolher uma lingerie, precisa levar em consideração a sua personalidade, além de, é claro, optar por peças que se moldem perfeitamente ao seu corpo fazendo com que ela se sinta o mais confortável possível", como mencionado em outra dica sobre como escolher lingeries.

Uma das grandes dúvidas na hora da compra é a escolha da cor:

* Para todas: branco e preto são apostas certas, já que essas cores valorizam qualquer tipo de mulher;
* Loiras podem apostar nestas cores: vinho, tons violáceos e azul;
* Morenas: verde, roxo e pink;
* Negras: amarelo, turquesa e vermelho.

Para aquelas que estão um pouco acima do peso, o corpete (com regulagens na parte traseira) molda a cintura e disfarça a barriguinha saliente. Além de ser uma peça eternizada nos anos 1940 e 1950 por musas do cinema como Marilyn Monroe e Brigitte Bardot.

Algumas dúvidas:

1) Se estou acima do peso, que cuidado devo ter ao comprar meu conjunto?
Os elásticos (da faixa da calcinha e das alças do sutiã) precisam ser firmes para que a peça dê sustentação. Porém, cuidado para que não sejam apertados demais: além de deformar o corpo, deixando-o deselegante, prejudica a circulação.

2) Calcinha e sutiã têm de combinar sempre?
A lingerie deve combinar com seu estilo. Se você é despojada e moderna, pode ousar usando peças que não sejam da mesma cor, mas que formem uma composição. Que tal experimentar uma calcinha roxa e um sutiã amarelo? Mas os conjuntos são sempre uma ótima saída, principalmente para as que não gostam muito de ousar.

3) Estampas de bichinhos podem ser usadas por crossdressers de qualquer idade?
As estampas de bichos do tipo onça e zebra deixaram de ser uma ousadia e se tornaram clássicos. Acho válido, mas como elas são mais sensuais, cuidado para não deixar à mostra um sutiã com estampa de onça durante sua reunião de trabalho mais séria. Se os “bichinhos” forem estampas de gatinho e cachorrinho, só para as meninas com menos de 18 anos.

4) Alcinha de silicone no sutiã nem pensar?
Esse tipo de alcinha já teve sua vez, agora não mais. Além de não deixar a pele respirar, tornando sua lingerie desconfortável e anti-higiênica, é uma grande ilusão achar que ela não aparece. Atualmente, temos uma variedade enorme de modelos de sutiã - tomara-que-caia e frente-única, por exemplo - para substituir a alcinha de silicone.

5) Posso usar um corpete como blusa?
O corpete tem um apelo sensual, então se a proposta é um look ousado, vale. Com um blazer, por exemplo, quebra a seriedade e se torna um look de festa. Escolha um corpete neutro, sem muita renda, mas com um corte impecável. 

 Escolher a lingerie de acordo com seu biotipo

Como escolher lingerie

As opções na hora de comprar lingerie são muitas.
Há sempre uma grande variedade de cores, modelos,
tecidos, com enchimentos, alças removíveis, costuras diferenciadas
e até mesmo peças sem costura. Os artifícios para chamar a atenção
das mulheres, crossdresser, travestis, transexuais são diversos, mas
 de nada adianta comprar uma lingerie bonita se ela não for muito bem escolhida.
A lingerie ideal precisa se moldar perfeitamente ao seu corpo e acima de
tudo, ser confortável. Além disso tudo, as peças precisam combinar com a sua
personalidade e com a ocasião. Existem peças de lingerie para se usar no dia-a-dia
como também as mais ousadas, ideais para ocasiões mais especiais.
Para acertar na hora de comprar lingerie, é preciso auto-conhecimento.
Sabendo exatamente as formas e medidas do seu corpo, a tarefa de encontrar um conjunto de lingerie fica mais fácil.
E não adianta tentar se enganar, comprar um número menor não vai te deixar mais
esbelta. Mesmo de você estiver com tudo em cima, usar calcinha e sutiã apertados
pode prejudicar a circulação. Sem falar nas marcas no corpo, que são super deselegantes
e deformam a silhueta, e ainda vão fazer você parecer gorda.
Os elásticos das calcinhas e da faixa que fica no tórax nos sutiãs precisam
ser firmes para que a peça fique aderente à pele, mas não a ponto de incomodar.
Se o elástico marcar, incomodar ou ficar enrolando, escolha um número maior. Elástico
a mostra também não é legal, a não ser que seja o propósito da peça.
Antes de comprar, verifique se a peça possui costuras macias e no caso das calcinhas,
se o fundilho não incomoda. Costuras ásperas são bastante desconfortáveis e ainda podem irritar a pele.
Para a lingerie do dia-a-dia, prefira as calcinhas de tecidos mais confortáveis, que
acompanhem os seus movimentos e facilitem a transpiração. Deixe as rendas e outros detalhes para ocasiões mais especiais.
Quanto ao sutiã, as alças não devem ficar nem muito frouxas, nem muito apertadas.
Se o sutiã não se ajustar corretamente ao corpo, pode prejudicar a coluna, causar
dores nos ombros e no pescoço. O bojo não pode faltar ou sobrar, os seios (ou próteses) devem ficar bem acomodados no sutiã.

Dica: Como escolher lingerieDica: Como escolher lingerie

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