Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Empresa de alimentos, Vigor, aposta no mercado LGBT nas redes socias

Postagem no Facebook recebe elogios de seguidores.A Vigor Brasil, empresa com mais de 80 anos, resolveu apostar também no publico LGBT. Em sua página no Facebook, a rede de alimentos postou uma imagem publicitária que tem recebido elogios.
"Além de um produto bom, muito respeito. Parabéns Vigor :)" comentou um internauta.Recentemente tem aumentado o numero de empresas que aposta no mercado LGBT. Cada vez mais com direitos sendo garantidos, cenas de beijos entre personagens do mesmo sexo no horário nobre da TV e o crescente apoio da população, grandes marcas encontraram o pote de ouro no fim do arco-íris.

Para o publicitário Ricardo Valente, o retorno é certo. "Muitas empresas tem percebido aumento nas vendas após material especifico para os gay. É um grupo com grande poder aquisitivo e que consome muito".

Coca-Cola, Itau, Banco do Brasil, Google e muitas outras empresas já apostaram em material direcionado para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

OMS recomenda antirretrovirais para gays e bi masculinos como prevenção ao HIV

Consumo diário de 'medicamentos pré-exposição de profilaxia' e uso de preservativos cortam em 20% incidência, diz organização.A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, pela primeira vez, que gays e bissexuais masculinos ativos tomem medicamentos antirretrovirais além de usar preservativos para evitar contaminação pelo HIV.
A organização afirma que o que chama de "medicamento de profilaxia pré-exposição" pode reduzir a incidência do HIV entre 20% e 25% globalmente, segundo estimativas.

Isto evitaria, segundo os cálculos da OMS, até 1 milhão de novos casos nesse grupo em um período de dez anos.

A entidade diz que gays e bissexuais masculinos tem 19 vezes mais chance de contrair o HIV do que a população em geral.

"Taxas de infecção por HIV entre homens que têm relações sexuais com homens continuam altas quase em todos os lugares, e novas opções de prevenção são necessárias com urgência", afirmou a OMS em relatório divulgado nesta sexta-feira.

A OMS define que a "profilaxia pré-exposição é uma forma de as pessoas que não têm HIV, mas que correm o risco de infecção, prevenirem-se tomando uma única pílula (geralmente uma combinação de dois antirretrovirais) todos os dias".Mas Gottfried Himschall, diretor do departamento de HIV da OMS, ressaltou à agência France Presse que "em um relacionamento estável em que ambos são soronegativos e não há risco, não há motivo algum para ingerir o medicamento".

A OMS também afirmou em sua declaração que grupos importantes - não apenas homens que têm relações sexuais com homens, mas também "detentos em prisões, pessoas que usam drogas injetáveis, prostitutas, travestis e transexuais" - não estão recebendo serviços adequados em prevenção e tratamento do HIV e isso ameaça a resposta global ao avanço do vírus.

"Estas pessoas estão sob risco maior de infecção por HIV e, ainda assim, são as que têm menores possibilidades de acesso à prevenção do HIV, exames e serviços de tratamento. Em muitos países eles são deixados de fora dos planos nacionais (de combate ao) HIV e leis e políticas discriminatórias são grandes obstáculos ao acesso", informou a organização.

A OMS divulgou nesta sexta-feira as novas diretrizes para o tratamento e prevenção do HIV, "Diretrizes Consolidadas para Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para Populações-Chave".

As diretrizes foram anunciadas pouco antes da Conferência Internacional sobre Aids, que começa em Melbourne, na Austrália, no dia 20 de julho. Reduzindo novas infecções
As novas diretrizes destacam medidas que os países podem adotar para reduzir o número de novos casos de infecção por HIV e aumentar o acesso aos exames para detectar o vírus, tratamento e cuidado para as chamadas cinco "populações-chave": homens que têm relações sexuais com homens, detentos em prisões, pessoas que usam drogas injetáveis, prostitutas, travestis e transexuais.

De acordo com a OMS estas populações são definidas como grupos que, devido a comportamentos específicos e de alto risco, têm um risco maior de contrair HIV.

"E também eles frequentemente têm questões legais e sociais relacionadas as seus comportamentos que aumentam a vulnerabilidade ao HIV", acrescentou a organização.

A OMS determinou o nível de risco destas populações.

"Estudos indicam que prostitutas têm 14 vezes mais chances de contrair o HIV do que outras mulheres, homens que têm relações sexuais com homens têm 19 vezes mais chances de ter HIV do que a população em geral e travestis e mulheres transexuais têm quase 50 vezes mais chances de ter o HIV do que outros adultos. Para as pessoas que injetam drogas, os estudos mostram que os riscos de infecção por HIV também pode ser 50 vezes maior do que na população geral", informou a OMS em sua declaração.

"Nenhuma destas pessoas vive em isolamento", disse Himschall."Prostitutas e seus clientes têm maridos, esposas e parceiros. Alguns injetam drogas. Muitos têm filhos. O fracasso no fornecimento de serviços para as pessoas que estão expostas ao maior risco de HIV ameaça o progresso contra a epidemia global e ameaça a saúde e bem-estar dos indivíduos, suas famílias e de toda a comunidade", acrescentou.

Dilma Rousseff reafirma compromisso com população LGBT durante FMDH

Presidenta participou da entrega Prêmio Direitos Humanos 2013 que premiou a transexual Keila Simpson.A presidenta da República, Dilma Rousseff, e a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), entregaram nesta quinta-feira (12), em Brasília (DF), a 19ª edição do Prêmio Direitos Humanos. A solenidade aconteceu durante o Fórum Mundial de Direitos Humanos.
O Prêmio consiste na mais alta condecoração do governo brasileiro a pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam ações de destaque na área dos Direitos Humanos.

Durante seu discurso, Dilma citou a luta por direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. "Nosso compromisso com o enfrentamento da violência que atinge a população LGBT é inquestionável".

Keila Simpson, transexual e militante do movimento LGBT, reconhecida nacional e internacionalmente, respeitada por sua atuação diária em defesa, especialmente da comunidade travesti e transexual foi uma das premiadas na categoria 'Garantia dos Direitos da População LGBT'.

 O Dilma Rousseff e hora de rever os direitos LGBT nova mente em ...

Escola é condenada a pagar R$ 150 mil a aluno perseguido por ser gay

Colégio em Barcelona não fez esforços para coibir bullying ou intolerância.
 Uma escola em Barcelona, na Espanha, foi condenada nesta semana a pagar o equivalente a cerca de R$ 150 mil de indenização a um ex-aluno que teria sido perseguido por ser gay. De acordo com a sentença, o colégio Nossa Senhora de Montserrat de Cerdanyola foi omisso ao não prevenir o assédio de outros colegas contra a vítima, identificada apenas como J.M.M.. A unidade informou que vai recorrer da decisão. As informações são do jornal "El País".
No processo, o estudante alegou ter sofrido bullying e perseguição por professores e colegas de turma entre 2004 e 2009, quando deixou a unidade. Segundo ele, colegas o chamavam frequentemente de “bicha” e “marginalizado”. A vítima também informou que chegou a receber cotoveladas perto de uma escada da escola, na tentativa de fazê-lo cair.Em uma viagem da turma a uma área natural em 2007, por exemplo, a vítima diz que alguns colegas tentaram jogá-lo do veículo. A escola, por sua vez, admite que houve "pequenos incidentes" naquele dia, mas negando a versão do aluno porque o jipe em que viajava a classe "era totalmente fechado".

Depois dos episódios, a mãe do aluno alertou a direção da unidade para os problemas. A escola realizou algumas medidas, como conversar com as famílias dos estudantes que perseguiam a vítima e realizar palestras sobre a intolerância. No entanto, de acordo com o juíz autor da sentença, "em nenhum caso foram tomadas medidas de controle e vigilância das crianças, nem qualquer ação disciplinar".

Alguns professores chegaram a minimizar o que aconteceu e atribuíran a briga a um casp “típico de adolescentes”. O diretor do colégio Nossa Senhora de Montserrat também negou em um relatório interno que houvesse assédio contra J.M.M., e que ele “exagera os fatos que acontecem na escola”. A vítima, segundo o diretor, ainda demonstrava ser pouco tolerante com seus colegas, o que contribuía para o “pouco aceite” dele no grupo. Ele também achava que o aluno era "superprotegido" pela mãe. No tribunal, o diretor disse ainda que não sabia que a orientação sexual do aluno e que via contradições em algumas das declarações do menino.

 De acordo com a vítima, a perseguição teria chegado ao seu clímax quando um colega de turma postou em um blog a foto do aluno com mensagens homofóbicas e ameaças de morte. Diante disso, J.M.M. abandonou a escola e ficou por 900 dias em tratamento psiquiátrico, que custou à família os R$ 150 mil que a escola deve agora pagar.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Globo já estuda criar programa para público LGBT, diz colunista

Uma das ideias se trata de uma espécie de variação do programa "Amor & Sexo".
Para uma emissora que proibiu beijo dramatúrgico entre gays durante mais de 20 anos, até que a Globo de repente progrediu no tempo e se tornou "moderninha". Se dizendo "atenta ao momento da sociedade", a emissora mostrou nos últimos meses beijo entre dois homens em novela, beijo entre duas mulheres em reality show e novela, e agora prepara mais um passo: um programa dedicado especificamente ao público LGBT.

Segundo o jornalista Ricardo Feltrin do UOL, não se trata de um projeto para ir ao ar imediatamente, mas para ser viabilizado em 2015 ou, no máximo, 2016. Uma das ideias em gestação trata de uma espécie de variação do programa "Amor & Sexo", apresentado por Fernanda Lima.

As questões envolvendo sexualidade, bem como convidados, seriam sempre pautadas pela temática LGBT. Outra ideia seria a criação de um reality show mostrando a rotina de casais do mesmo sexo convivendo (nos moldes de "A Família Ousborne", da MTV).

Uma outra ideia seria incluir em tal programa um quadro em que personalidades nacionais, bem como telespectadores comuns, sairiam do armário e assumiriam sua orientação em público.

O projeto prevê que o programa comece a ser exibido no eixo Rio-São Paulo, dependendo da reação, e só depois migre para rede nacional.

Esse programa teria também artistas convidados a cantar ou se apresentar. Em comum, todas e todos teriam que ser lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou que tivessem LGBTs como público principal.

Se um grupo defende a criação da atração, outro prefere que a emissora "saia do armário" como vem fazendo: passo a passo.

Daí a ideia de que, antes de ter um espaço exclusivo, o programa vire algum quadro fixo de "Amor & Sexo", de Fernanda.

Jovens se unem para criação da UniGay em Brasília

União Gay não quer ser um grupo de Paradas.
Na noite da última quinta-feira, 24, jovens se reuniram com Fabiana Ferreira para criação da União Gay (UniGay) com objetivo de oferecer atendimentos, informações e ficar mais próximo do publico LGBT.

Ao contrario de outras entidades do DF, a UniGay não quer ser um grupo de Paradas lembra Henrique Elias. "Paradas são importantes na luta contro a homofobia, mas a UniGay vai trabalhar com prevenção, atendimentos e informações" diz Elias que foi eleito presidente da UniGay. 
 


Chileno é condenado à prisão perpétua por morte de jovem gay

Daniel Zamudio, de 24 anos, morreu depois de 24 dias em coma em março do ano passado.
Um tribunal chileno condenou Patricio Ahumada à prisão perpétua pelo assassinato do jovem gay Daniel Zamudio, e a penas de 7 e 15 anos outros três envolvidos no crime. Zamudio, de 24 anos, morreu depois de 24 dias em coma, em março do ano passado, num crime que gerou grande polêmica no país.
"É uma pena exemplar, eles vão apodrecer na cadeia" disse Iván Zamudio, pai da vítima, após a divulgação da sentença. 

Os quatro já haviam sido declarados culpados em outubro, depois que a justiça determinou que eles tiveram responsabilidade no brutal ataque sofrido por Zamudio em um parque no centro da capital Santiago, segundo a investigação judicial. Ahumada, que depois de 20 anos poderá pedir benefícios carcerários, foi considerado o líder do grupo que golpeou o jovem até provocar sua morte. A defesa dos condenados tem 10 dias para recorrer da sentença

 O túmulo de um jovem gay morto depois de ser atacado por quatro homens em 2012 se transformou em um santuário no Chile.
A gaveta temporária que abriga o corpo de Daniel Zamudio no Cemitério Geral de Santiago está coberto de frases como 'Dani lindo, anjinho bonito, cuide de nós', ou 'Daniel, onde estiver, rogue por nós. Respeito para você', 'Cuide de nós e nos liberte, nos ajude a seguir em frente'.

O jovem morreu em 2012 aos 24 anos, depois de ser atacado por quatro homens em um parque no centro da capital chilena. De acordo com o veredito dado em outubro, os agressores agiram com 'crueldade extrema e total desprezo pela vida humana'.

A comoção causada pelo crime levou à aprovação de uma lei contra a discriminação que leva o nome de Zamudio. No entanto, esta lei não tem aplicação retroativa.

Por isso, os agressores responsáveis pela morte de Zamudio não enfrentarão o agravante de discriminação pela condição sexual. A promotoria pede penas que variam entre oito anos e prisão perpétua para os agressores e a condenação deve ser determinada no dia 28 de outubro.

'Animita'
Entre outros golpes, os agressores acertaram Zamudio com os chutes, socos, cortes e queimaduras, desenharam suásticas no abdome da vítima com cacos de vidro e, com uma pedra de oito quilos, fraturaram a perna direita de Zamudio.

O jovem foi encontrado por um guarda na manhã do dia 3 de março de 2012. O guarda declarou que 'nunca havia visto uma agressão tão brutal'.

Ele permaneceu em coma em um hospital público durante quase um mês.

Quando a morte de Zamudio foi anunciada, uma multidão acendeu velas na porta do hospital e cerca de duas mil pessoas acompanharam o enterro.

Mais de um ano depois da morte, os funcionários do cemitério sabem onde fica seu túmulo e dão informações aos visitantes que querem deixar suas homenagens ao jovem. Entre os frequentadores estão estudantes, casais, homens e mulheres.

"Rezam, falam com ele, se benzem, pedem coisas", contam os funcionários, que já conhecem bem o fenômeno chamado no Chile de 'animitas', a criação de lugares de peregrinação, geralmente ligados a mortes violentas ou injustas.

"Daniel Zamudio tem todos os elementos para se transformar em uma animita", afirma Claudia Lira, pesquisadora de cultura popular e tradicional da Universidade Católica de Santiago.

"É uma morte cruel, inesperada, onde há muito derramamento de sangue, há uma tragédia. As pessoas sentem que esta morte é injusta, porque ele era uma pessoa discriminada, morreu indefeso, na rua", acrescentou.

"Na cosmovisão chilena, mesmo que exista um processo judicial, ele se converte em um mártir, uma concepção que vem do catolicismo e que se junta com a idiossincrasia chilena; a pessoa pode estar mais próxima de Deus porque o sofrimento a transformou e, portanto, se pode pedir coisas a esta pessoa", afirmou.

Cartas
Parte dos bilhetes deixados no túmulo de Daniel Zamudio são guardados pelo Movimento de Integração e Liberação LGBT do Chile, o Movilh.

"Vamos quase todas as semanas ver Daniel e recolhemos muitas cartas que as pessoas escrevem por razões diferentes. Meninos, meninas que pedem ajuda, ou mensagens de carinho", contou presidente do Movilh, Rolando Jiménez.

"A última vez que contei tínhamos entre 150, 200 (cartas)", disse o ativista, que espera incorporar os textos de alguma forma ao túmulo e memorial à diversidade que o movimento está construindo no Cemitério Geral de Santiago e para onde pretende levar de forma definitiva os restos de Zamudio.

"Não temos vínculos com nenhuma religião ou crença. Somos ateus, entre outros motivos, pelo papel da Igreja Católica na difusão e promoção da homofobia no nível cultural", afirmou.

"Mas se as pessoas sentem uma proximidade com Daniel a partir desta lógica, respeitamos. E no túmulo memorial haverá espaço para que as pessoas continuem deixando suas cartas e as coisas que que hoje levam, presentes, brinquedos, corações."

O Movilh também planeja instalar algum memorial no parque onde Zamudio foi atacado.

Atualmente apenas uma cruz e flores marcam o local do ataque.

Falta de consenso impede votação do substitutivo do PLC 122

Projeto que criminaliza preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é retirado da pauta da CDH.
Manifestações de deputados da bancada evangélica e de representantes de igrejas marcaram a primeira tentativa de votação, nesta quarta-feira (20), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), do substitutivo de Paulo Paim (PT-RS) ao projeto que torna crime a discriminação ou o preconceito pela orientação sexual e identidade de gênero (PLS 122/2006).

A pedido de lideranças partidárias e de senadores da CDH, Paim pediu a retirada da matéria da pauta da comissão, para buscar consenso sobre o texto. Ele, no entanto, disse já ter realizado diversas conversas para a elaboração do substitutivo, tanto com entidades religiosas como com grupos do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).

Para atender a demandas dos grupos religiosos, o relator já havia, por exemplo, modificado artigo que torna crime “impedir ou restringir a manifestação de afetividade de qualquer pessoa em local público ou privado aberto ao público”, incluindo ressalva para que seja “resguardado o respeito devido aos espaços religiosos”.

A medida, no entanto, não foi suficiente para o entendimento.

"Um dos argumentos que ouvi aqui hoje foi de que uma celebração religiosa pode ser realizada em um ginásio de esporte, que não é um templo. Nesse caso, como é que fica? Eles querem que fique mais clara essa questão" explicou, ao reafirmar sua disposição ao diálogo.

Empenho
Também a presidente da CDH, senadora Ana Rita (PT-ES), disse que a comissão buscará promover o entendimento, para que o projeto seja aprovado ainda este ano.

"É importante que os líderes partidários se empenhem. Não gostaríamos de deixar isso para o ano que vem, até porque houve debate intenso sobre esse assunto. É matéria que, do nosso ponto de vista, contempla perfeitamente todos os setores discriminados" opinou.

Gustavo Bernardes, representante do Conselho Nacional LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, considera que o substitutivo é fruto de entendimento, onde cada setor cedeu um pouco, e deve ser votado, para que o país possa ter uma legislação de proteção às minorias.

"Apesar de, em 2012, terem sido registrados 310 assassinatos motivados por homofobia no Brasil, ainda há setores que se negam a reconhecer que exista violência contra a população LGBT" frisou.

Tramitação
De autoria da deputada Iara Bernardi (PT-SP), o PLC 122/2006 já foi aprovado na Câmara dos Deputados e tramita no Senado há sete anos. O texto passou pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde foi modificado por substitutivo apresentado pela então senadora Fátima Cleide.

Na CDH, Paulo Paim elaborou novo substitutivo, na tentativa de superar a polêmica que acompanha a matéria. Na busca do consenso, ele ampliou a lei que já pune a discriminação racial (Lei 7.716/1989) e o capítulo do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) que trata do crime de injúria, para incluir o combate a todo tipo de preconceito, não apenas de aos LGBT, mas também ao direcionado a idosos, mulheres e deficientes físicos.

De acordo com Paim, a nova lei terá como o objetivo “o combate ao ódio, à intolerância e à violência de um ser humano contra o outro”.

Depois da votação na CDH, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de ir a Plenário.

Em quase duas semanas, dez LGBTs foram vítimas de homolesbotransfobia no DF

Aumento de 431,11% casos na capital segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
 Casos de preconceito contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) são frequentes no Distrito Federal. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mostra aumento de 431,11% nas ocorrências brasilienses — subiu de 45, em 2011, para 239 no ano seguinte.
Em quase duas semanas, dez LGBTs foram vítimas no DF. Em Taguatinga, uma travesti foi morta com dez tiros na quarta-feira (19). De acordo com a Polícia Civil, ela era conhecida como Paulete. Nos dias seguintes, mais uma travesti foi assassinada na W3 norte e outra encontrada esfaqueada na Rodoviária do Plano Piloto.

No domingo (23), um jovem de 17 anos foi agredido e teve a perna quebrada em Planaltina pelo pai ao encontra foto de beijo com o namorado do filho no celular.

Na terça-feira (25), duas lésbicas de 22 e 24 anos, foram espancadas depois de discutir com um rapaz que chamou uma delas de “sapatona” em um restaurante do Setor Comercial Sul.

E na madrugada desta sexta-feira (28), mais quatro lésbicas foram espancadas na área externa de um bar de Brasília depois que um rapaz confundiu uma das moças com um homem e achou que ela teria "dado em cima" da moça que o acompanhava.

Há três meses, o professor de inglês Flávio Brebis, 42 anos, foi alvo de dois jovens, em Taguatinga, por causa da orientação sexual. “Xingaram-me de ‘viadinho, gay, boiola’. Um deles só não me bateu porque tinha muita gente em volta, e o outro o conteve”, conta. Para Fabiana Ferreira, ganhadora do Prêmio de Cidadania e Direitos Humanos em 2013, a homofobia tem aumentado devido discursos carregados de preconceito de fundamentalistas. "Não podemos deixar que posicionamentos homofóbicos de uma pequena parte da sociedade seja motivos para o aumento do sofrimento do próximo pelo simples fato de amar", diz a assessora parlamentar que trabalha por um DF sem preconceito.

Michel Platini, do Grupo Estruturação LGBT de Brasília, ressalta que a homofobia não vitimiza apenas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. “Nós já vimos pai e filho serem confundidos com homossexuais, e, por isso, serem vítimas de violência gratuita”, lamenta Platini. 

Hernanny Queiroz, conselheiro de juventude pela temática LGBT, reafirma a importâncias de leis que pune discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de gênero. "Para que parte da sociedade seja tratada como igual aos demais é preciso dar privilégios, isso acontece com a lei do racismo, lei maria da penha. Por isso, precisamos da regulamentação da lei 2.615 que faz 14 anos que foi aprovada pela Câmara Legislativa Distrital e um ano que foi regulamentada e revogada em menos de 24 horas pelo governo Agnelo cedendo a pressão de religiosos fundamentalistas", lembra o jovem.

Casal gay é agredido no centro de São Paulo e agressores são liberados

Segundo as vítimas, um dos agressores utilizava uma mochila para bater.


Um casal de gays de 35 e 23 anos foram agredidos por ao menos dez pessoas na rua Augusta, na Consolação, região central de São Paulo, por volta das 4h desta quarta-feira.

As vítimas disseram à polícia que estavam se despedindo com um beijo em frente a um bar quando começaram a ser agredidas por um grupo de skinheads. Segundo as vítimas, um dos agressores utilizava uma mochila para bater.

Os dois agredidos tiveram ferimentos na cabeça e foram levados ao pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo, onde foram atendidos e liberados.

Apesar da dificuldade das vítimas em descrever os agressores, os policiais conseguiram deter três homens e uma mulher suspeitos na avenida Augusta.

Com os suspeitos detidos foram apreendidos uma madeira com pregos na ponta, duas facas, um canivete e uma arma de artes marciais chamada de nunchacku (dois bastões unidos por uma corda ou corrente).

Segundo a Polícia Militar, os homens detidos são carecas, um deles tem uma tatuagem na cabeça e outro uma no peito escrito skinhead. As facas estavam escondidas na bolsa da mulher detida, segundo a PM.

O casal reconheceu os agressores, mas preferiu não denunciá-los e foram liberados.

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