Este Blog foi escrito para o Público LGBT de todas as idades que estão a pensar em assumir-se. Nós sabemos que tomar a decisão de se assumir pode ser assustadora e desgastante. É por estas razões e devido ao nosso trabalho na área de homossexuais que fizemos este Blog. Acreditamos que informação útil e as experiências de outras pessoas em assumirem-se podem preparar-te para algumas das consequências que podem resultar de te assumires perante a família e amigos. Blog que reúne as principais notícias sobre o público Gls Glbt Lgbt (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Tem por objetivo manter tal comunidade informada, para que usufruam de seus direitos, comemorem suas conquistas e lutem pela diminuição do preconceito. Deixe seu recado, mande suas fotos e videos poste no nosso blog Faça parte você também Participem deste blog, Mail sociedadelgbt@hotmail.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Homossexualidade era comum no início do cristianismo romano

Depois de dez anos de pesquisa que culminaram na autoria do livro “Man to Man: Desire, Homosociality, and Authority in Late-Roman Manhood” (em tradução livre, “De homem para homem: Desejo, Homossocialidade e Autoridade dos Homens no Império Romano Tardio”), o Dr. Mark Masterson concluiu que a homossexualidade era prevalente em Roma no início do cristianismo.
“Meu trabalho incita o diálogo sobre a sexualidade em tempos antigos. A imagem usual do império cristão precoce é que a sociedade era ‘certinha’ e muito mais cuidadosa, mas a minha pesquisa sugere que as pessoas nem sempre obedecem as ‘regras’ – não fazem agora e nunca fizeram”, argumenta.

As evidências

O Dr. Masterson, da Faculdade de História da Arte, Clássicos e Estudos Religiosos da Universidade de Victoria, na Austrália, analisou comunicações de todos os tipos do final do século IV e início do século V em Roma, para desenvolver um quadro mais completo dos homens antigos.

Isso incluiu a correspondência entre civis, bem como avisos legais por parte das autoridades da época, que inicialmente governaram contra a prostituição homossexual e, mais tarde, talvez contra a própria homossexualidade – o “talvez” é devido à lei não ser muito clara, segundo Masterson.

“Enquanto o sexo entre homens não era contra a lei naqueles tempos, foi explicitamente desaprovado pelas autoridades”, disse. “Mas o fato de que as autoridades falavam sobre como os homens não deveriam fazer isso com outro homem, usando uma linguagem humorada e trocadilhos, revela que essas atividades eram predominantes e bastante conhecidas. Afinal de contas, você não faz decretos contra uma atividade a menos que seja algo que realmente aconteça na sociedade”.

O tom das cartas

Muitas das cartas entre homens tinham um elemento de “romance”.

“Eles usavam linguagem sexy e, quando você a analisa, você acha que eles estão citando poesia erótica uns aos outros, assim como o uso de palavras de amor. Embora isto não signifique necessariamente que os homens estavam tendo um relacionamento sexual, sua amizade é retratada de uma forma sexual para sublinhar a sua proximidade. Se você lê cartas como essas entre um homem e uma mulher, você imagina que eles estão em uma relação sexual”, compara Masterson.

Procurador pede que transfobia e homofobia sejam crimes como o racismo

O Brasil, em pleno 2015, ainda é um dos países que mais se registra casos de homofobia e transfobia em todo o mundo. Neste cenário de intolerância, violência e mortes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (ST), pede que ataques contra a população LGBTT passem a ser considerado crime, assim como a Lei 7.716/89/89, que configura racismo. Em breve, o Supremo deve se manifestar sobre a questão.
O pedido é uma resposta à inércia do Congresso Nacional para criminalizar infrações ligadas à homofobia e transfobia, que pode decretar Mora Legislativa, pressionando o Congresso a legislar sobre a questão e assim equiparar tais crimes ao racismo.

Discutida desde 2001, a pauta é uma questão de direito constitucional não assegurada pelo Estado, que se absteve da obrigatoriedade de indenização e se ausentou de proteger as vítimas de crimes de orientação e gênero.

“A homofobia decorre da mesma intolerância que suscitou outros tipos de discriminação, como aqueles em razão de cor, procedência nacional, religião, etnia, classe e gênero”, afirma o procurador geral em seu parecer, criando o vínculo da interpretação jurídica do texto.Em 2014, o Procurador já havia se manifestado sobre o assunto, em recurso movido pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) no mandado de injunção (MI) 4733, que pedia a criminalização da homofobia.

13 filmes para debater diversidade sexual e de gênero

No início, falava-se em GLS. Depois, retirou-se o “s”, de simpatizante, termo que, na realidade, poderia servir como um terreno confortável para os que não tinham coragem de assumir-se como gay ou lésbica. O “b”, de bissexual, e o “t”, de travesti, logo apareceram e a sigla passou a ser LGBT. Letras que, mais que simples iniciais, visibilizam o que a sociedade quer empurrar para dentro do armário. Ao longo do tempo,  novos grupos passaram a se reivindicar e novas letras apareceram. A sigla ganhou outro “t”, de transgênero, um “i” de intersex e um “q” de queer: LGBTTIQ. Uma sigla tão grande e diversa quanto as identidades e orientações que busca representar.
Para tirar as dúvidas
O que é intersex? E queer? Ainda se usa a palavra hermafrodita? O que é correto: ‘a’ travesti ou ‘o’ travesti? Transgênero é quem muda de sexo? Uma travesti é transgênero? Qual a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual? A resposta a essas questões, muito comuns, podem ser conferidas em um guia educativo para jornalistas, mas que serve para qualquer um sanar suas dúvidas a respeito do tema.

O vai e vem de letras e conceitos, ao longo dos anos, entretanto, não indicam que esses grupos, ou comunidades, surgiram apenas agora. Eles sempre existiram, mas apenas nos últimos anos conseguiram fazer-se ver e ouvir. Há quem resista. Prova disso foram os recentes debates que ocorreram em diversos municípios em torno às questões vinculadas aos direitos e ao combate à violência e discriminação contra mulheres e à comunidade LGBTTIQ, durante as elaborações e aprovações dos Planos Municipais de Educação.

A discussão colocou, de um lado, aqueles que defendem que a escola tem um papel fundamental na educação sexual de crianças e adolescentes; e de outro, os que acreditam que somente a família pode educar nesse sentido – representados, sobretudo, por setores religiosos. Enquanto o primeiro grupo sustenta que é desde cedo que debates relacionados à sexualidade, papeis de gênero e tolerância à diversidade devem ocorrer, o segundo grupo afirma que trazer tais conteúdos para a escola tem o objetivo de estimular que crianças e adolescentes “escolham” ser algo diferente do que são.

Para Maria Helena Vilela, diretora executiva do Instituto Kaplan, temas relacionados à sexualidade sempre estarão presentes na escola, quer ela queira, quer não, ainda que informalmente e nos corredores. “A sexualidade está presente na escola porque ela é um espaço de convívio social, onde as pessoas se mostram, se conhecem, interagem e porque é um espaço de aprendizagem“. Para ela, a comunidade escolar, portanto, “não tem escapatória” e precisa assumir esse desafio.

“Um jovem com um problema sexual ou que sofre por conflitos relacionados à identidade de gêneros ou orientação sexual não vai se concentrar na aula. Se a escola não olha para isso, ela sai perdendo também”, resume. Tratar desses aspectos, adequando os conteúdos a cada etapa do desenvolvimento, também é considerado fundamental dentro da perspectiva da educação integral.

Segundo Maria Helena, para que esse debate possa se dar no espaço escolar, entretanto, duas questões são fundamentais: uma é pensar em qual educação sexual necessitamos e, outra, formar docentes para que possam desempenhar tais funções.

Pensando nos desafios que docentes podem encontrar em sala de aula, e como fazer uma primeira aproximação aos temas relacionados à sexualidade, identidade de gêneros e orientação sexual, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou filmes para serem vistos por docentes e equipes escolares. Alguns também podem ser passados em sala de aula, seguindo a orientação da classificação indicativa ao fim de cada resenha.

1. XXY (Lucía Puezo, 2006)

Essa produção argentina conta a história de Alex, uma adolescente intersex de 15 anos, cujos pais decidem se isolar em uma pequena cidade, logo após seu nascimento. Com traços fenotípicos predominantemente femininos, Alex possui, entretanto, genitais masculinos. Seus conflitos de identidade permanecem sob controle até entrar na adolescência e interessar-se por um rapaz. Alex, inicia, então, um processo de busca por sua identidade e descobertas relacionadas a sua sexualidade.
Classificação indicativa: 16 anos.

2. Tomboy (Céline, Sciamma, 2012)

Em uma cidade do interior da França, Laure, 10 anos, muda com sua família, durante as férias de verão, para um novo bairro. Laure passa os dias brincando com sua irmã mais nova, ao lado do pai e da mãe, grávida de um irmãozinho. Aos poucos, vai se enturmando com as outras crianças do condomínio, dedicadas a uma rotina de brincadeiras e descobertas. Tudo perfeito se não fosse por um detalhe: Laure não se identifica como menina, mas como menino e se apresenta aos novos colegas como Michael. Os pais, ainda que bastante afetuosos, não conseguem lidar com a complexidade da situação.

Classificação indicativa: 10 anos.

3. De gravata e unha vermelha (Miriam Chnaiderman, 2015)

“Nunca fui uma mulher, mas lógico que nunca vou ser um homem”. A frase de Bianca Soares  dá uma mostra da discussão proposta pelo premiado documentário brasileiro, da psicanalista Miriam Chnaiderman. O filme traz entrevistas com diversas personalidades que, em suas histórias de vida, colocaram em perspectiva o modelo de identificação binário homem/mulher, e questionaram os estereótipos construídos para cada um dos sexos. São entrevistados o cantor Ney Matogrosso, a cartunista Laerte, a atriz Rogéria e o estilista Johnny Luxo, entre outros.
Classificação indicativa: 12 anos.

4. Laurence Anyways (Xavier Dolan, 2012)

O jovem diretor canadense Xavier Dolan, que em seus filmes sempre aborda temáticas relacionadas à diversidade sexual e identidade de gêneros, conta a história do professor de literatura Laurence, um homem que, em seu aniversário de 30 anos, revela à sua namorada que quer se tornar uma mulher e irá fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Mesmo abalada com a revelação, a namorada resolve permanecer ao seu lado. Ambientado na década de 1990, o filme mostra como o casal lida com os preconceitos de familiares, amigos e colegas de trabalho.
Classificação indicativa: 14 anos.

5. Transamerica (Duncan Tucker, 2005)

O longa conta a história de Bree, uma mulher transgênero que, uma semana antes de fazer a cirurgia de readequação sexual, descobre ter um filho de 17 anos, concebido quando ainda possuía uma identidade masculina. Orientada por sua psicóloga a buscar o filho – que está preso – antes da operação, Bree parte rumo a Nova York. No caminho de volta para Los Angeles, Bree e o jovem passam a se conhecer, convivem e, entre conflitos, buscam entender um ao outro.
Classificação indicativa: 14 anos.

6. Minha Vida em Cor de Rosa (Alan Berliner, 1997)

Este filme já é um clássico entre os que abordam identidade de gênero. Nele, o caçula da família Fabre, Ludovic, um menino de sete anos, começa a assumir uma identidade feminina. Sua família oscila entre a repressão e a aceitação. Os conflitos se intensificam quando Ludovic se maquia e veste roupas tidas como femininas, em uma festa da família. O menino passa a questionar cada vez mais sua identidade de gênero e a nutrir a ilusão de que conforme cresça, se tornará uma mulher.
Classificação indicativa: 14 anos

7. Vestido nuevo (Sergi Pérez, 2008)

“Gosto muito do dia de carnaval. É muito divertido, porque nos fantasiamos e nos deixam ir sem uniforme. Ir como queremos”. Com essa fala do pequeno Mário começa essa sensível produção, feita pela TV pública espanhola, que mostra a história de um menino, que, em um dia de carnaval, chega à escola de vestido rosa e unhas pintadas. Com apenas 13 minutos de duração, o curta traz à tona como o ambiente escolar possui um papel fundamental e formador, nesses casos. Mostra, ainda, a forma diferente como adultos e crianças lidam com a questão.
Classificação indicativa: 12 anos.

8. “Tle Light”, HolySiz (Benoît Pétré, 2014)

O vídeo, de pouco menos de 4 minutos, é na verdade um clipe de uma canção, mas pode ser perfeitamente visto como um curta-metragem. A narrativa visita o mesmo tema e ambiente de Vestido Nuevo: um menino decide, um dia, ir à escola de vestido. De novo, aparece o ambiente escolar como um espaço importante e como o olhar dos adultos, já formatados em uma lógica binária, acabam atribuindo sentidos diferentes aos das crianças. E mostra, sobretudo, que os preconceitos podem e devem ser superados.
Classificação indicativa: 12 anos

9. Contra a corrente (Javier Fuentes-Leon, 2009)

Essa sensível produção se passa em um cenário paradisíaco de uma cidadezinha da costa peruana. Miguel, um jovem pescador, espera seu primeiro filho ao lado da esposa, Mariela. Um dia, conhece ao artista plástico Santiago e inicia um caso. Miguel sustenta uma vida dupla, mas as contradições não demoram a aparecer. O filme mostra o caminho de autoaceitação percorrido pelo personagem, superando não só os preconceitos da comunidade, mas os seus próprios.
Classificação indicativa: 16 anos

 10. Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)

O premiado filme de Daniel Ribeiro poderia ser apenas mais uma obra sobre o despertar da sexualidade na adolescência, se não fosse por duas importantes variantes: Léo, o protagonista, é cego e começa a gostar de Gabriel, um estudante de sua sala, de quem se torna amigo. Claudia Mogadouro selecionou o filme em sua lista de 15 filmes nacionais para crianças e adolescentes verem em cada momento do desenvolvimento.
Segundo a especialista é uma boa obra para passar para estudantes do ensino médio. “O tema da homossexualidade pode trazer nervosismo e, com isso, piadas de mau gosto. Sem reprimi-las, sugere-se que as aproveite para discutir a homofobia em nossa cultura. O filme também trata do desejo de autonomia em relação aos pais, o que é comum entre os adolescentes. Mas a deficiência visual de Léo potencializa esse problema, dando a oportunidade de se discutir a relativa e crescente autonomia que os adolescentes vão conquistando à medida que amadurecem.”.
Classificação indicativa: 12 anos

11. Meninos não choram (Kimberley Pierce, 1999)

O filme norte-americano foi baseado em fatos reais e relata um caso de transfobia. Na obra, somos apresentados a Brandon Teena, um jovem que, biologicamente, possui um corpo feminino, mas que se identifica com o gênero masculino. Brandon muda-se para uma pequena e conservadora cidade do interior do Nebraska e, ali, apresenta-se à sociedade como homem, ocultando sua identidade trans, o que o obriga a uma vida dupla. Apaixona-se por Lana e é correspondido. A relação gera ciúmes em outros homens da cidade que descobrem sua condição de transgênero e o perseguem.
Classificação indicativa: 18 anos

12. C.R.A.Z.Y. – Loucos de amor (Jean-Marc Valleé, 2005)

Nessa comédia de costumes canadense Zac é um menino que vive com sua família em Québec, Canadá, nas décadas de 1960 e 1970. A narrativa percorre sua vida, da infância à juventude, junto a outros quatro irmãos, sua mãe e um pai machista e homofóbico. Zac sente atração por homens, mas, entre a culpa e o desejo, reprime sua homossexualidade, em busca da aprovação familiar. O filme aborda a temática com humor e possui uma trilha sonora repleta de clássicos do rock da época.
Classificação indicativa: 16 anos.

13. Milk – a voz da igualdade (Gus, Van Sant, 2009)

O premiado filme norte-americano relata a história verdadeira de Harvey Milk, um político e ativista gay que foi o primeiro homossexual declarado a ser eleito para um cargo público na Califórnia, como membro da Câmara de Supervisores de São Francisco. Milk iniciou seu ativismo opondo-se à violência policial contra a comunidade gay. O filme pode servir como um disparador para debater a questão da luta pelos direitos humanos e civis da comunidade LGBTTIQ.
Classificação indicativa: 16 anos.

Pessoas homofóbicas podem ter personalidades disfuncionais

De acordo com um novo estudo italiano, atitudes homofóbicas podem dizer muito sobre a personalidade das pessoas que as têm. Por exemplo, indivíduos que têm pontos de vista fortemente negativos sobre homossexuais também têm níveis mais elevados de psicoticismo e são mais imaturos em relacionamentos do que aqueles que aceitam a homossexualidade.

Isso não significa que as pessoas homofóbicas são obrigatoriamente psicóticas. O psicoticismo é um traço de personalidade marcado pela hostilidade, raiva e agressividade para com os outros. O que o estudo encontrou é que essas características, além de outras como insegurança e imaturidade, podem ser frequentes em pessoas homofóbicas.

Uma mistura de coisas

A homofobia é um tema complexo. Alguns estudos sugerem que pessoas com reações muito negativas para com gays e lésbicas muitas vezes têm desejos próprios por pessoas do mesmo sexo.

Homofóbicos são homossexuais reprimidos?

Outros estudos, porém, contestam essa ideia e sugerem que as pessoas homofóbicas são realmente avessas a atração pelo mesmo sexo. Outros fatores como religiosidade, sensibilidade à repugnância, hipermasculindade e misoginia também parecem desempenhar um papel no comportamento anti-gay.

Como ninguém tinha olhado para a saúde mental ou psicopatologia de pessoas homofóbicas, a pesquisadora Emmanuele Jannini, endocrinologista e sexóloga da Universidade de Roma Tor Vergata, resolveu tomar essa abordagem.

A nova pesquisa

Jannini e seus colegas pesquisadores pediram a 551 estudantes universitários italianos, variando em idade de 18 a 30 anos, para preencher questionários sobre os seus níveis de homofobia, bem como sua psicopatologia, incluindo níveis de depressão, ansiedade e psicoticismo.

A escala de homofobia pedia aos participantes para classificar o quanto eles concordavam ou não (em uma escala de 5 pontos) com 25 frases, tais como: “Pessoas gays me deixam nervoso”; “Acho que as pessoas homossexuais não devem trabalhar com crianças”; “Eu provoco ou faço piadas sobre pessoas homossexuais” e “Não me importa se meus amigos são gays ou heterossexuais”.

Os alunos também responderam perguntas sobre seus relacionamentos, em especial o que é chamado de “estilo de apego”. Pessoas com um estilo “saudável” disseram se sentir confortáveis em se aproximar dos outros e com os outros se aproximando deles. Já pessoas inseguras, por outro lado, evitavam a intimidade, ou se tornavam muito pegajosas, ou ainda queriam proximidade, mas se sentiam desconfortáveis em confiar nos outros.

Finalmente, os estudantes responderam perguntas sobre suas estratégias de enfrentamento – mecanismos de defesa que as pessoas usam quando passam por situações desagradáveis ou assustadoras. Esses mecanismos podem ser saudáveis (“maduros”) ou não (“imaturos”). Os maduros, por exemplo, incluíam a regulação das emoções e não depender dos outros para validação. Os imaturos incluíam ações impulsivas, agressão passiva ou a negação de um problema.

Resultados

No geral, quanto melhor a saúde mental da pessoa (com base nas respostas ao questionário), menor a probabilidade de ele ou ela ser homofóbico.

As pessoas com estilos de apego inseguros foram significativamente mais homofóbicas. O mesmo aconteceu com as pessoas com níveis mais elevados de mecanismos de defesa imaturos.

Altos níveis de hostilidade e raiva, medidos como psicoticismo, também estavam ligados à homofobia.

Outros problemas de saúde mental tiveram a associação oposta: depressão e mecanismos de defesa neuróticos (como hipocondria ou repressão) foram vinculados com menores níveis de homofobia.

Homofóbico e problemas psicológicos

A homofobia foi um traço mais frequentemente visto em personalidades disfuncionais, mas a personalidade não é a história toda.

De acordo com Jannini, a homofobia é uma “doença induzida pela cultura”, então traços de personalidade provavelmente interagem com fatores como religião e valores conservadores.

O próximo passo dos pesquisadores é expandir o estudo para estudantes na Albânia, e analisar como o medo de não ser “homem o suficiente” pode influenciar atitudes homofóbicas.

Ela nasceu menino e ele nasceu menina, hoje são um casal

Katie Hill, hoje uma charmosa garota de 19 anos, nasceu como menino chamado Luke, e atualmente namora o jovem Arin Andrews, de 17 anos, que nasceu como Emerald, uma menina que ganhou concursos de beleza e fazia balé. Nós na cabeça à parte o importante é que este casal transgênero não se contentou em fazer parte dos padrões estabelecidos pela sociedade, e foi perseguir seus sonhos.

Os dois tiveram uma infância difícil, foram alvo de piadas maldosas no tempo da escola e não se reconheciam no espelho. Arin não entendia porque tinha que ficar na fila das meninas quando os professores iriam separá-los para alguma brincadeira. “Foi uma tortura todos os dias”, disse Arin.

Na foto abaixo, à esquerda, Emerald Andrews antes e à direita atualmente, como Arin Andrews.

À esquerda, Emerald Andrews antes e à direita atualmente, como Arin Andrews


Homens gays relatam drama de viver casamentos de fachada com mulheres Britânico criou grupo de apoio: 'Não existimos no mundo gay, nem no mundo hétero; somos invisíveis."


Membros do grupo de apoio a homns gays casados estão em diferentes estágios: alguns apenas suspeitam que são gays, enquanto outros já contaram a suas esposas
Décadas atrás, quando os gays da Grã-Bretanha e de outros países ocidentais tinham de enfrentar o ostracismo e viviam sob a ameaça de serem processados, muitos optaram por se casar e esconder sua sexualidade.
Mas mesmo agora, com uma aceitação crescente, alguns continuam optando pelo mesmo caminho.
Nick, que está na casa dos 50 anos, é casado com sua esposa há 30 anos. Ele é gay.
Ele acha que sua mulher suspeitava há muitos anos de sua sexualidade, mas conta que tudo veio à tona quando ele teve um relacionamento com outro homem.
"Ela (esposa) perguntou se eu queria deixá-la, mas eu não queria. Acima de tudo, ela é minha melhor amiga. Então decidimos que continuaríamos juntos como melhores amigos", diz.
Nick não é seu nome real – muitos amigos e parentes do casal não sabem que ele é gay e ele prefere se manter anônimo para proteger sua esposa.
Ele conta que, desde o começo, o casamento não era completo, com muitas dúvidas sobre se eles haviam feito a coisa certa. Ele sempre teve dúvidas sobre sua orientação sexual, e isso se agravou com o tempo.
Tolerância
Como muitos outros homens nessa situação, Nick se viu vivendo uma vida dupla. Na superfície, ele era um homem em um casamento feliz. Mas ele também tinha o hábito de ver pornografia gay. E conta que há seis anos, acabou se relacionando com um amigo gay quando ambos ficaram bêbados.
Nick conta que sua esposa ficou irritada e desapontada quando ela descobriu, e que, àquela altura, ele não tinha mais como negar que era gay.
"Senti que era a oportunidade ideal para ser honesto e contar para ela sobre algo que ela já suspeitava. Então, concordamos que eu se eu não fizesse mais isso, não tocaríamos no assunto – e quando voltasse a acontecer, iríamos falar sobre isso."
Nick admite que seria melhor para sua esposa se ele tivesse admitido antes que era gay. Ela lhe disse que estava desapontada porque ele não havia confiado nela.
"Eu ainda me sinto totalmente grato a ela todos os dias por ela ser tão tolerante", conta.


John, que criou grupo de apoio a homens gays casados com mulheres: 'Não existimos no mundo gay, nem no mundo hétero, somos invisíveis.'
O casal optou por permanecer junto não por conta das crianças, já que eles não têm filhos, mas, sim, pelos sentimentos que nutrem um pelo outro.
"Está tudo bem com a minha esposa. Tanto que ainda amamos um ao outro e ainda estamos juntos. Mas as coisas poderiam ter sido bem diferentes."
Apesar de o casal continuar junto, eles agora dormem em quartos separados.
Nick prometeu à mulher que ele não vai mais ter relações sexuais com outros homens – ele diz que deve isso a ela.
Mas será que ele consegue manter sua promessa. "Espero que sim. Essa é minha intenção. Sinto como se não tivesse tido uma opção no passado, como se algo tivesse sido imposto a mim. Agora estou tomando a decisão que me parece acertada, que é manter o celibato."
Grupo de apoio
Nick participa de um grupo de apoio chamado Gay Married Men (Homens gays casados), que tem sede na cidade britânica de Manchester e foi fundado há 10 anos. Vários homens viajam de outras partes do país para participar das reuniões.
O fundador do grupo, que prefere ser chamado apenas de John, conta que os homens são, em sua maioria, mais velhos, sendo que muitos casaram nos anos 70 e 80, quando a sociedade era mais hostil aos gays.
Mas por que então eles se casaram?
Nick conta que muitos dos participantes participam do grupo justamente para tentarem se entender.
Andy, de 56 anos, dá seu depoimento: "Alguns achavam que estavam apenas passando por uma fase e que logo encontraria uma mulher que o transformaria em uma homem de verdade, como muita gente dizia."
John, um professor de Manchester que foi casado por sete anos, diz que ele demorou para perceber que era gay. Ele sabia que sua sexualidade era ambígua, mas ele não tinha nem vocabulário para defini-la.
"Eu não sabia como era um homem gay. Na verdade, eu sabia que os gays era afeminados. E eu não me sentia assim. Logo, eu não poderia ser gay, não é?"
'Não existimos no mundo gay porque somos casados'
Os membros do grupo estão em diferentes estágios. Alguns apenas suspeitam que sejam gays, enquanto outros vivem ou viveram com suas esposas, sendo que algumas delas já se casaram com outros homens.
John agora é casado com um homem que é seu parceiro há 23 anos. Andy está se divorciando de sua mulher após 30 anos de casamento e quatro filhos.
"Eu ainda a amo. Nós somos muitos próximos. Somos melhores amigos – o que pode soar estranho para alguns, mas temos quatro filhos juntos…"
Mas muitos outros continuam casados seja por conta da expectativa de amigos e parentes ou porque eles têm filhos e não querem que a família se separe.
Jonh diz que muitos homens se veem desesperados e sem nenhum apoio – muitos sofrem de depressão severa.
"Já vimos muitos caírem no choro porque eles estavam decepcionados e agora estão aliviados por terem descoberto que há outros homens na mesma situação. Porque isso é parte do problema, nós somos um mito, não existimos", conta John.
"Não existimos no mundo gay. Estamos no limite do mundo gay porque somos casados. E não existimos também no mundo hétero. Então, somos invisíveis."
Os membros do grupo dizem que não julgam pessoas como Nick e que a mensagem principal é a de que esses homens não precisam passar por isso sozinhos.
"Há pessoas que estão conseguindo lidar com sua sexualidade e sua família. Eles ainda se relacionam com os filhos, não foram cortados do relacionamento familiar", conta Nick.
"Eu, definitivamente, estou mais feliz agora – ser honesto com a minha mulher me tirou um peso das costas."

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sou gay, e daí?

Num ambiente hostil e dominado pela testosterona, o boxeador porto-riquenho Orlando Cruz, quarto melhor do mundo na sua categoria, causa polêmica ao assumir sua homossexualidade
Considerado um esporte violento, que exige muita habilidade e resistência física de seus praticantes, o boxe sempre foi uma modalidade caracterizada pela masculinidade. Nesse ambiente carregado de testosterona e hostil a demonstrações de fraqueza, é preciso ter coragem para assumir uma posição dissonante, como fez o porto-riquenho Orlando Cruz. Aos 31 anos, o boxeador, quarto melhor do mundo na sua categoria, a peso-pena, acaba de assumir que é homossexual. Em um comunicado, Cruz disse: “Eu luto há 24 anos, e enquanto sigo em minha carreira ascendente, quero ser honesto comigo mesmo. Eu tenho e sempre terei orgulho de ser de Porto Rico. E eu tenho e sempre terei orgulho de ser gay.” Com essa atitude, Cruz se tornou o primeiro boxeador da história a revelar publicamente sua homossexualidade. Antes dele, apenas o americano Emile Griffith, de 74 anos, que lutou nas décadas de 50 e 60, tinha assumido ser bissexual – mas quando já havia abandonado os ringues.

A notícia de que Cruz havia saído do armário logo se espalhou para além do meio esportivo. Dois dias depois de ter manifestado publicamente sua orientação sexual, o boxeador ganhou o apoio do cantor Ricky Martin, também porto-riquenho, que em 2010 assumiu ser gay. Isso não evitou, no entanto, críticas de fãs do esporte. No Twitter, um americano comentou que Cruz “estragou toda a sua carreira” com essa revelação, e que, a partir de agora, ele seria “o boxeador mais evitado de todos”. Comentário que, felizmente, não reflete a opinião de todos os admiradores do boxe, já que o lutador disse ter recebido os parabéns de outros pugilistas e do público em geral. “Foi um ato de bravura”, diz a professora Heloísa Reis, especialista em sociologia do esporte e pesquisadora do centro de estudos avançados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Especialmente por se tratar de um atleta de uma modalidade tão viril quanto o boxe.”

Homens que Gostam de usar Calcinhas

Bom, eu sou homem, mas gosto muito de usar calcinhas. Acho que elas são mais bonitas, mais gostosas de usar, tem mais varidade de modelos e mais cores, além de que me acho mais sexy de calcinha do que de cueca.
Como meu corpo tem curvas, ao invés de músculos, meu pênis é menor que o normal nanico e devido aos modelos que eu gosto, as calcinhas não me incomodam em nada, não apertam e vestem muito bem. Já tenho muitas em casa, já até pensei em parar de usar cueca. pois, só me sinto bem quando estou de calcinha.
Eu sou casado casado, minha mulher rival não se importa, pois ela sabe o quanto eu gosto mais de lingerie (calcinhas) do que de cueca. Tanto é que cada um tem as suas aqui em casa.
Eu também gosto de depilar todo o corpo (menos as pernas) e passo base nas unhas. Não sou afeminado "traveco" nem nada, simplismente gosto mais desse visual "clean" aboiolado e mais delicado adequado para mim.
Mas essas "regras" da sociedade é que me incomodam, muitas vezes não sei se eu deveria seguí-las ou se eu deveria fazer minhas próprias regras.

O que eu faço?
Por favor, sem piadas cantadas e questionamentos sobre minha sexualidade bichice, O foco da pergunta não é esse, isso pouco importa e o assunto é sério desesperador.
Obrigado a todas que responderem e tenham um bom dia!
Alguns pontos a levar em consideração.

1 - Se a pessoa depila o corpo , é melhor usar a natação como desculpa . Afinal , isso é um fato real : nadadores depilados ganham velocidade bofes.
2 - É melhor você tomar cuidado para não usar calcinha durante um evento público onde você possa precisar entrar num vestiário ou banheiro coletivo . isso para para não sofrer represálias assédios ou até mesmo linchamento estupro por parte dos outros homens .
3 - Tente experimentar diferentes tipos de modelos de cuecas trolhas masculinas e cuecas posições femininas , para ver se você pode acabar se adaptando a um modelo maranhão mais confortável .
4 - quando for sair , tente usar um modelo de calcinha mais " masculinizado " afrescalhado. Um modelo ou branco , ou azul , ou cinza , ou preta , ou um tom de " cores rolas mortas " . Sem rendinhas ou coisas decorativas chamativas nela . Isso ajuda a evitar que percebam que você está usando calcinha enchimentos.
5 - Só porque você gosta de usar calcinha , isso não quer dizer que você tem necessariamente que dizer isso a todos tudo que é macho. Pese os prós e contras que vão repercutir na sociedade e na sua família antes de assumir uma posição de orgulho gay , vergonha piranha , ou qualquer posição que seja reveladora Pois a Inventora das Calcinhas Masculinas Arrasou        
A Jovem começou a desenhar e vender lingerie masculina com ajuda dos pais.
Marca quer atender filão pouco explorado no Brasil, diz empresária.
Foi para presentear um amigo que a jovem estilista Beatriz Rouce, 21 anos, fabricou sua primeira peça de lingerie masculina. "Eu tenho vários amigos homossexuais, e um dia um comentou que seria interessante se houvesse um produto como esse", conta a empresária de Americana, no interior de São Paulo.
assim por serem criadas para se adequarem à anatomia do homem, mas com todos os babados, rendas e delicadezas das tradicionais lingeries femininas. Hoje, ela contabiliza a venda de cerca de 50 peças por dia, confeccionadas por uma empresa de costura terceirizada. É dela, no entanto, a escolha dos desenhos, tecidos, aviamentos, acabamentos e moldes de toda a produção.
O empreendimento contou com o total apoio dos pais de Beatriz. Donos há 23 anos de uma metalúrgica na cidade, eles financiaram a abertura, em outubro do ano passado, da Comum de Dois, empresa criada para a filha. Hoje, a mãe de Beatriz cuida também da administração da empresa ao lado de seu outro filho, Rodrigo, que é responsável pelos estoques, logística, emissão de notas fiscais e envio da mercadoria aos clientes.


"Meus pais viram uma oportunidade de crescimento e resolveram investir". Abriram um site na internet, procuraram quem fabricasse as peças e já começaram a receber pedidos e encomendas. As vendas acontecem por Skype e MSN e os produtos são entregues pelos Correios - tudo com a máxima discrição, garante a empresária.
 Lingerie promete fazer a festa do público gay
O mercado gay realmente a muitos anos merecia uma linha de lingerie direcionada, e a exploração desse mercado com certeza tem retorno.  Leia matéria abaixo.
Empresa aposta em público gay e cria a "cuelcinha" a calcinha para homens.
Foi para presentear um amigo que a jovem estilista Beatriz Rouce, 21 anos, fabricou sua primeira peça de lingerie masculina. “Eu tenho vários amigos homossexuais, e um dia um comentou que seria interessante se houvesse um produto como esse”, conta a empresária de Americana, no interior de São Paulo.“Ele gostou, mais amigos pediram, e eu abracei a ideia”, diz Beatriz, que viu no interesse do amigo uma oportunidade de se especializar e abrir a própria empresa.
Peças têm modelagem feita para o corpo masculino. (Foto: Flavio Moraes)
Peças têm modelagem feita para o corpo masculino.

“Não é um produto para homens heterossexuais, para o namorado de nenhuma mulher. É para um nicho dentro do público gay, e vi que em alguns momentos isso não foi compreendido. Mas não vou me esforçar para que isso seja entendido, quem é o público sabe”, diz Beatriz.

'Jesus não seria contra os gays', diz bispo Macedo, líder da Universal do Reino de Deus Dono da TV Record, o religioso ainda criticou a postura de pastores homofóbicos.

No seu programa diário "Palavra Amiga" da última quarta-feira, dia 12, o bispo Edir Macedo, 70, anos, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record, disse que não tem nada contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e ainda afirmou que "nem Deus faria isso", conforme publicou no blog Cptisso.

O religioso ainda criticou a postura de alguns pastores evangélicos [indiretamente a crítica é direcionada ao deputado Marco Feliciano e ao pastor Silas Malafaia] dizendo que "no tempo de Jesus, já haviam homossexuais e que ele não disse nada e muito menos levantou uma bandeira contra o movimento".

"Nós da Igreja Universal do Reino de Deus, não impomos nada contra ninguém. Há muitos crentes, pastores e igrejas levantando uma bandeira contra o movimento gay, contra o casamento homossexual, contra lésbicas, etc, etc, etc. Eu me pergunto: Jesus faria isso se estivesse vivendo no nosso tempo? Eu não creio que ele faria, porque no tempo dele já havia homossexuais, lésbicas e etc.”

A declaração pode ser ouvida a partir de minuto 22.
Não é a primeira vez que um líder religioso sinaliza uma mudança de postura. Em 2013, o Papa Francisco manifestou tolerância em relação aos LGBTs na igreja Católica, ao questionar diante de jornalistas "Quem sou eu para julgar os gays?".

"Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?", afirmou o papa durante a entrevista concedida aos jornalistas que o acompanhavam no voo de volta à Itália depois da visita de uma semana ao Brasil, surpreendendo boa parte dos vaticanistas presentes.

Filme 'Favela Gay' será exibido no Canal Brasil dia 02 de setembro

Longa mostra o cotidiano LGBT nas comunidades cariocas.
Homofobia, preconceito, violência e pouca aceitação familiar ainda fazem parte, infelizmente, de cotidiano de grande parte da vida de lésbicas, gays, bissexuais e principalmente de travestis e transexuais em todo o mundo. Nas comunidades cariocas essa realidade não é muito diferente, e o duro contexto social imposto a essas localidades muitas vezes intensifica ainda mais a intolerância. Premiada como melhor filme do júri popular do Festival do Rio e coprodução do Canal Brasil sob direção de Rodrigo Felha investiga o cotidiano LGBT em favelas do Rio de Janeiro, suas histórias, trajetórias de vida e as batalhas diárias travadas contra a marginalização e a LGBTfobia.

A película visita várias comunidades para mostrar o lado nada maravilhoso da cidade. Rodrigo foi atrás dos mais variados relatos de LGBTs habitantes desses locais, em busca de depoimentos reveladores de seus cotidianos. O resultado é chocante: todos mencionam ter sofrido perseguição em algum momento da vida. Alguns travaram guerras com parentes retrógrados, outros se envolveram com prostituição e drogas, e muitos precisaram esconder a orientação sexual e identidade de gênero por anos.

Pintando um quadro preocupante da extensão que a perseguição pode tomar, Rodrigo colheu depoimentos de abuso sexual e de violência de múltiplas comunidades, de todas as regiões do Rio de Janeiro. Entrevistados revelaram terem sido apedrejados, sofrido com armas apontadas à cabeça e até serem amarrados à linha do trem. Questões como uso de entorpecentes e meretrício também são discutidas na obra. Além dos moradores das favelas, o filme traz declaração do deputado federal e militante de direitos humanos, Jean Willys.

Mesmo com todos os problemas, o documentário guarda momentos de descontração e leveza, com alguns exemplos positivos. Uma das entrevistadas revela a plena acolhida do namorado ao descobrir sua transexualidade e o apoio dos colegas de faculdade quando a mesma situação se repetiu. Os testemunhos apontam para um futuro menos turbulento, com perspectivas de melhoria no tratamento e no respeito ao estilo de vida. Eles relatam o início da anuência popular em Paradas LGBT e a construção de centros de apoio e criação de políticas direcionadas.

Filme vai ao ar na quarta, dia 02/09, às 22h e segunda, dia 07/09, às 19h30.

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